Cordel E MUITO MAIS.

Cordel E MUITO MAIS. Este é um espaço de conhecimento e de divulgação da nossa cultura popular.

Venha pra II Feira do Livro de Itabaiana 4, 5 e 6 de novembro no shopping Peixoto. Esperamos você lá. É de graça.  Profe...
19/10/2022

Venha pra II Feira do Livro de Itabaiana 4, 5 e 6 de novembro no shopping Peixoto. Esperamos você lá. É de graça. Professores, diretores e alunos, venham passear no universo dos livros.

27/03/2022

RAIZES

Como lampeijos ardentes
Vejo teus campos rosados
E num desejo danada
Meu coração se agita
O peito logo palpita
Num contraste apertado
E aquele cheiro arretado
De Mato Verde e roçado
Tu és meu ligar amado
No qual eu finquei raiz
Como um ser aprendiz
Que se encanta facilmente
E assim fico contente
Alegre e muito feliz.

Hermenegildo Freire de Macedo.

21/03/2022

CORDEL
VIVA A ESCOLA

No dia 15 de março
Podemos comemorar
É o dia da escola
O nosso segundo lar
Radiante de alegria
Festejemos esse dia
Que é muito particular.

A escola é um espaço
De amor e dedicação
Aqui tem conhecimento
Que forma a educação
A busca por liberdade
Não importa a idade
Pra se formar cidadão.

Os professores queridos
Grandes heróis de verdade
Que buscam a todo momento
Transmitir dignidade
Acolhendo com ternura
Ensinando com bravura
E muita capacidade.

A direção dedicada
Presente a todo momento
Zelando da nossa escola
Com muito contentamento
Dos professores e alunos
Neste momento oportuno
F**a o agradecimento.

Aos demais funcionários
Do servente a merendeira
O vigilante e o porteiro
Que trabalham a vida inteira
Para o nosso bem-estar
Queremos aqui louvar
Por suas ações ordeiras.

Aos alunos peça chave
Devemos toda atenção
Pois sem a presença deles
Não existe educação
A escola quer abraçar
E a todos dedicar
Muito amor e gratidão.

Por isso vamos zelar
Da nossa escola querida
Esse espaço tão bacana
Que é parte da nossa vida
Cuidando a todo momento
Com grande contentamento
Esse é o ponto de partida.

Parabéns a nossa escola
E a todas do Brasil
Lugar onde se aprende
A ser honesto e gentil
Que a educação brasileira
Se torne uma pioneira
Neste país varonil.

Por: Hermenegildo Freire de Macedo

05/04/2019

LITERATURA DE CORDEL
A FORMIGA QUE QUERIA SER GENTE
Veja só que engraçado
Algo muito diferente
Uma formiga metida
Toda exibida e pra frente
Achou que sabia lê
E que podia ser gente.

Esse fato aconteceu
No reino da bicharada
E foi a mestra preguiça
Que de maneira engraçada
Relatou toda história
Que aqui foi registrada.

Em um fim de primavera
Quando o fato aconteceu
Durante uma reunião
Que o tatu promoveu
E convidou a bicharada
Que ali compareceu.

Na reunião se encontrava
O gambá e o leão
A cobra e a pantera
O pato e o camaleão
A cigarra e a coruja
O jabuti e o pavão.

Também estava presente
A vaca e o boi zebu
Um bode pai de chiqueiro
Uma lontra e o urubu
Duas pombas e uma gazela
E um casal de inhambu.

O cavalo e o jumento
Também faram convidados
A p***a e o elefante
Chegaram meio atrasados
Não faltou o cão e o gato
O crocodilo e o v***o.

Outros bichos ali estavam
Afim de participar
Daquele grande evento
De caráter popular
Em que toda a bicharada
Tinha certo o seu lugar.

A cigarra que é cantora
Pegou o seu violão.
Alegrando a bicharada
Com uma linda canção
Que falava de ternura
E o primor da criação.

O sapo e a perereca
Começou a coaxar,
Acompanhando a cigarra
De modo espetacular
O cavalo e a égua
Se danaram em relinchar.

Um burrico e um jumento
Começaram a zurrar
Um lobo apavorado
Abriu a boca a uivar
E um galo carijó
Se pôs a cacarejar.

Quase vira confusão
Naquele agrupamento
Mais tudo foi contornada
Com muito discernimento
F**ando tudo na ordem
Dentro do estabelecimento.

Foi aí que perceberam
Alguém se aproximar
Embora desconfiada
Com medo do tamanduá
Uma formiga matreira
Conhecida do lugar.

Subindo num tamborete
No meio da agitação
Entre a música e a falácia
Gritou chamando atenção
De todos qu ali estava
Por aquela ocasião.

Disse a todos os presentes
Escute o que vou falar
Vou ser breve e ligeira
Não quero me demorar
Tenho outros compromissos
Onde vou me apresentar.

Tenho a cabeça grande
Porque sou inteligente
Não me igualo a qualquer um
Que estar neste ambiente
Sou elegante e bonita
Falto pouco pra ser gente.

Sou magra de natureza
Porque sou vegetariana
Na ordem de ser perfeita
Nenhum sujeito me engana
Não vou pra academia
Para não gastar minha grana.

A arara se ofendeu
Com aquela infeliz postura
O pavão entrou na sena
Dizendo: Isso é loucura;
Não vou ouvir tal asneira
Vindo dessa criatura.

Inveja! Pura inveja.
Gritou a formiga então
Ninguém quer reconhecer
O meu jeito bonitão.
Vê se tem outra igual?
Aqui na reunião.

Até a própria preguiça
Que era a dona do pedaço
Ficou sem acreditar
Diante do embaraço
Sorriu e falou baixinho;
Isso é coisa pra palhaço.

E no meio da bicharada
Formou –se uma discursão
Tinha bicho que apoiava
Já outros diziam não.
A pomba exclamou a todos:
-- Essa formiga é sem noção.

Onde foi que já se viu
Uma formiga ser gente
Só sabe comer capim
E morrer como indigente
Formiga é sempre formiga.
Pois ser gente é diferente.

Não sei de onde ela tirou
Essa ideia infernal
Comparando a bicharada
Com essa espécie do mal.
Pois como o ser humano
Nada pode ser igual.

O macaco interviu
Dizendo: -- Tu tens razão.
Só vim da formiga
Essa triste opinião
De querer ser uma espécie
Que causa a destruição.

Não respeita a natureza
Nem nada que nela existe
Promovendo a desordem
Não há nada que resiste
Essa ideia da formiga
Nos deixa é muito triste.

A formiga vaidosa
E cheia de opinião
Continuou se exibindo
A ninguém deu atenção
Com a ideia de ser gente
Sem enxergar a razão.

De repente aconteceu
Um barulho na clareira
E todos pra se salvar
Meteu o pé na carreira
Quem ficou não viu mais nada
Foi a hora derradeira.

O homem com suas maquinas
A floresta a desmatar
Arrancando pau e pedra
Destruindo aquele lugar
E a formiga vaidoso
Correu para se safar.

O jabuti se enterrou
Num buraco de tatu
Um marreco desatento
Tropeçou num cururu
Caiu de pernas pro ar
Que o rabo ficou suru.

O macaco disse: - corram
Que a coisa aqui está feia
Se salve o que for esperto
Ou então entra na peia
Que até tá parecendo
Que mexeram em coisa alheia.

A coisa até parecia
Com uma guerra mundial
Só grito dor e gemido
Naquele reino animal
A paz da reunião
Virou um ato infernal.

Ninguém sabia direito
Aonde ir se amparar.
Essa lambança é graúda.
Gritou o tamanduá
Um porco velho pançudo
Faltou pouco pra enfartar.

A bicharada espalhou-se
Cada um pra seu destino.
Numa confusão medonha
Em um total desatino
Cada um se defendendo
De um infeliz cretino.

Ninguém ali entendia
O que estava a acontecer
Tudo sendo revirado
Só lhes restava correr
Para não perder a pele
Ou até mesmo morrer.

Em poucos dias apenas
Estava tudo arrasado
Foi erguido uma fazenda
Para a criação de gado
No lugar onde os bichos
Viviam bem sossegados.

Depois de dias distantes
Em um distinto lugar
Em outra reunião
Os bichos foi se encontrar
Para uma discussão
Coisa bem particular.

Compareceram os bichos
Nessa tal reunião
Também estava a formiga
No meio da multidão
Então alguém da plateia
Pediu uma explicação.

Cadê a dona formiga
Que andava a se gabar
Até querendo ser gente
Ser a melhor do lugar
Queremos ver ela aqui
Para tudo explicar.

Aí então a formiga
Quis logo se apresentar.
Subiu em um ramo seco
Meteu a boca a falar
E a outra bicharada
Somente a lhes escutar.

Falou então a formiga
-- Vejam só companheirada.
Um certo tempo passado
Eu tive uma ideia errada
Quando desejei ser gente
Sem entender quase nada.

Agora vejo a desgraça
Que o homem pode fazer
No seu próprio ambiente
Por ganancia e por prazer
Sem respeito a natureza
Que a tudo faz crescer.

Hoje eu quero é ser formiga
Zelar do meu formigueiro
Amar a mãe natureza
Que é nosso bem certeiro
E não ser de uma espécie
Com um proceder fuleiro.

O homem é um ser estranho
Destrói pra sobreviver
Não liga a natureza
Fazendo a mesma morrer
Quanto mais a uma formiga.
Que não tem nada a perder.

O bode interferiu
Dando a sua opinião
Disse: Calma lá, formiga.
Não perca toda a razão
Pois cada um desses bichos
Faz parte da criação.

- Eu sei disso companheiro
Disse a formiga empolgada
Por isso é que sou mais eu
Não quero ser enganada
E jamais ir fazer parte
Dessa espécie desgraçada.

Todos então aplaudiram
A formiga inteligente
Que soube reconhecer
Que não devia ser gente
E assim viveu feliz.
Com seu jeito diferente.

Assim se deu a história
Da formiga diferente
Que não sabia o perigo
De querer ser como gente
Sem saber que cada espécie
Tem seu jeito coerente.

O nosso meio ambiente
Precisa ser respeitado
Animais e a natureza
Ser protegido e zelado
E o homem ter consciência.
Do meio em que foi gerado.

Não tem nada mais perfeito
Do que toda a criação
Feita pela mão divina
Num ato de perfeição
E o homem é algo minúsculo
Diante da imensidão. Fim.

Em breve dois cordéis estarão sendo disponibilizados para a boa leitura de todos. Aí estão as capas dos mesmos.
15/04/2018

Em breve dois cordéis estarão sendo disponibilizados para a boa leitura de todos. Aí estão as capas dos mesmos.

23/02/2018

SONHOS DE INFANCIA

Minha vida é um encanto de raro esplendor,
Que nos quatro cantos serena se envolve.
E o que mais me comove é o meu lindo canto,
Que faço em contos dessa vida tão bela.
Não é uma aquarela do artista famoso,
Mais é uma arte azul e porque não amarela.
E se de repente surge um pequeno encalço,
Ou um breve embaraço de uma mera contenda,
Finjo que nem existe logo vou me saindo,
O meu ser distraindo de inúteis acasos,
Pois não quero atraso ou embaraço na vida.
Se não tenho guarida pode ser uma sina,
Mais isso não desatina o meu lindo viver.
E se queres saber vou cantar novamente
Vou cantando e sorrindo,
Até quando eu morrer.

23/01/2018

VIDA E SONHOS.

Gigante é o abismo que nos envolve.
Das saudades que sentimos nada tem volta.
Se fracassarmos é porque não construímos em solo firme.
Se prosperarmos nada disso foi pura sorte.
O que adiante olhar o passado sem refletir?
Pois o momento zomba da vida que hora prossegue.
Passo por passo é o que importa na construção,
Que vive presa entre um infinito de vida e morte.
Pare e reflita no teu silêncio grande e parceiro.
Colha a verdade que te rodeia e te completa.
Buscai bem firme tua vontade e grandes desejos,
Antes que a vida para outra vida seja teu norte.
Não acredite no impossível, no falso engano.
Ponha em teus planos a liberdade dos que conquista.
E sem maldade vai construindo uma estrada forte,
Pois tua essência não é um sonho é pura vida. H.F.M.

16/12/2017

Meus Poções

Hermenegildo Freire de Macedo

No mundo existe beleza
Na obra que Deus criou
E com toda sua graça
Humilde ele consagrou
Dando a toda humanidade
Sem olhar pra vaidade
E nem distinção de cor.

Tratando-se da natureza
Todos nós temos direito
Como dizia o poeta
Não existe par perfeito
Porém nós seres humanos
Devemos traçar um plano
Pra viver com mais respeito

Falar do meio ambiente
Não é só pensar no lixo
Temos que ver o ambiente
Com zelo amor e capricho
Ou é nossa própria vida
Que a natureza castiga
Como a goiaba dar bicho.

A ignorância humana
Às vezes sem ter limite
Segue o mesmo dia e noite
Para ele nada existe
Exceto seu próprio bem
Sem olhar pra mais ninguém.
É mau, mais não admite.

E assim seguem em frente
Com toda a destruição
Sem olhar para o futuro
Ou pensar nos que virão
Pois a ganância é tanta
Que a razão até se encanta
Dento do seu coração.

Diante das maravilhas
Que a natureza nos dá
Vou citar apena uma
Entre tantas que aí há
Por ser essa bem formosa
De beleza caprichosa
Desse humilde e bom lugar.

Porém antes de dizer
Onde essa joia está
Adianto meu pedido
De proteger e zelar
E a natureza agradece
Quando o respeito cresce
Por este lindo luga

Se o companheiro é de fora
Vindo lá de Aracaju
Chegando em Itabaiana
Vou estar na zona sul
Esperando alegremente
Pois gosto que toda gente
Conheça meu céu azul.

Chegando a Itabaiana
Em qualquer dia de feira
Pergunte a população
Como chegar à Ribeira
Garanto aqui pra vocês
Que as informações as vez
Parece até brincadeira.

Ao chegar ao povoado
Pode se sentir honrado
Vai encontrar um povo humilde
Porém muito educado
Que sente muito prazer
E receberá você
De modo civilizado.

Do povoado pra frente
A natureza te espera
Parece até viajar
Tempo atrás pra outras eras
Pois cada metro andado
É explorar um bocado
Do raiar da primavera.

Ao se aproximar da área
Encontra-se um riacho
De águas finas e puras
Que corre de cima a baixo
Sereno e cheio de encanto
Onde pode ouvir o canto
De um Xororó de penacho.

Encrustado entre serras
Encontram-se o poção
Poço lindo de águas claras
Que nos causa sensação
Onde o belo fez moldura
E ofereceu com ternura
Aquela rara atração.

Não precisa de desenho
Pra mostrar tanta beleza
Basta olhar para o local
Para ter justa certeza
Se sentir maravilhado
Por está ali ao lado
De profunda realeza.

Cada pedra em que se pisa
É uma nova descoberta
Basta ser bem cuidadoso
E sempre f**ar alerta
Porque tamanha beleza
Não se encontra com certeza
Em outras terras incertas.

Ao chegar lá nos poções
Vou lhe dizer com certeza
Se for um cara matuto
Vai lhe bater uma tristeza
Porém isso vira encanto
Ao ver o divino encontro
De Deus e a natureza.

O descer das águas claras
Em formosas cachoeiras
Fazendo uma sinfonia
Parece fazer poeira
Nos mostra um paraíso
Em um aberto sorriso
De emoção verdadeira.

Nada aqui foi ocultado
Tudo é amplo como um céu
Até o Cheiro das ervas
É de tirar o chapéu
Sem dispor nem colocar
Basta agente observar.
O sussurrar menestrel.

E assim vai se mostrando
Esse lugar sem igual
Onde cada pedra conta
Um versinho especial
Enquanto a brisa serena
Como uma linda morena
Gira como um espiral.

No olhar toda paisagem
De infinita beleza
Que só poderá ser vista
Na nossa mãe natureza
E só sabe quem visita
Essa aquarela de artista
Desenhada com franqueza.

O voou da ave rapina
Ou de um pássaro migrante
Que ali constrói seu ninho
De um modo interessante
Deixa o cenário mais belo
Como versos tão singelos
De dois cantores brilhantes.

Como diz o repentista
Nas cordas do violão
Que é fácil fazer versos
Quando a rima é um ão
Porém essa maravilha
É igual amor de filha
Guardado no coração.

Você tem que conhecer
Esse mundo sem concreto
Pois sei que nosso turista
São legais e muito espertos
Sabe bem aproveitar
Como também desfrutar
Desse espaço a céu aberto.

Aproveitando as rimas
Que trovo dessa maneira
E aqui faço com carinho
Em gesto de brincadeira
Só peço ao meu bom leitor
Que não deixe, por favor,
Nos Poções qualquer sujeira.

Também quero nos meus versos
Pedir total atenção
Pra nossas autoridades
Que tem o poder na mão
Que realize um projeto
Mesmo sendo bem discreto
Garantindo a proteção.

Aqui não precisa de bares
Nem de hotel nem de mansão
Só precisa de cuidados
Em sua organização
Pra melhor satisfazer
E com amor receber
Toda a população.

Voltando aos meus encantos
Daquele mar de esplendor
Que com fina sutileza
A natureza criou
E nos deu de mão beijada
Aquela visão honrada
A todos que o visitou.

É o local predileto
Aos que querem acampar
Pois a paz ali é sublime
Está em todo lugar
Se de dia ou à noite
Mesmo maneiro ou afoite
Nada vai lhes perturbar.

A canção da natureza
Nos poções ela é sublime
Faz repousar melodias
Para que na vida rime
Com versos de alegria
Completando todo dia
Aquele perfeito time.

As flores ganham destaque
A cada hora e instante,
Lembrando o romper do dia
Por detrás de um belo monte
Exalando com fulgor
Impregnando de amor
A todos os visitantes.

Os poções hoje é destaque
Já em páginas de revista
Por apresentar belezas
Em outras terras não vista
Não deixa nada faltar
Que possa representar
O mais sábio dos artistas.

Até mesmo um andarilho
Que não habita um lugar
Ver-se lá tão fascinado
Que resolve descansar
E apreciar a beleza
Que ali tem com certeza
Na hora de repousar.

No voar das borboletas
Que ali sempre frequenta
Coloridas bailarinas
Aquele lugar incrementa
Deixando lá sua marca
Como a mais sublime arca
Dos jardins da inocência.

O ar puro que os rodeia
E faz corrupio ligeiro
Que sopra suavemente
Formando um som matreiro
Aconchego permanente
Que em seu leito envolvente
Transforma-nos em companheiro.

Pernoitar lá nos Poções
É ter um cinema certo
Onde autores naturais
Faz suas cenas de perto
O luar de prata branco
Convida-nos como encanto
A um baile em céu aberto.

Baile de estrelas cadentes
Na relva da madrugada
No frio que aproxima
O rapaz da namorada
Para celebrar juntinha
Os dois como passarinhos
O romper da alvorada.

Da criança que acorda
E ver o céu estrelado
Ao sorrir pergunta ao pai
Sobre aquele belo quadro
Que não tem lá na cidade
E ali vem por majestade.
Ver pertinho e ao seu lado.

São prazeres ao ouvidos
O cantar dos canarinhos
Que na serra incrustrados
Constrói os seus belos ninhos
Completando a natureza
Com a mais perfeita beleza
Do senhor dos passarinhos.

O trilhar do Pintassilgo
Com seu canto angelical
Traduzindo a harmonia
Daquele lugar legal
Convidando os presentes
Para um dia diferente
De felicidade geral.

O abraço da neblina
Como um cobertor divino
Que cobre suavemente
Como a mãe faz no menino
Em sua extrema beleza
Pra mostrar delicadeza
Em seus pontos mais grã-finos.

Despertar nesse cenário
É galgar de um paraíso
Privilégio para poucos
Que da vida faz juízo
Sabendo valorizar
Aquilo que Deus nos dar.
Sem causar um prejuízo.

Caminhar pelas campinas
Ver a relva colorida
Sentir o calor da terra
G***r o prazer da vida
Libertar seus pensamentos
E sentir nesse momento
Uma paz tão merecida.

Ouvir a canção das águas
Ao rolar na cachoeira
Transformando-se em espuma
Descendo nas corredeiras
Formando um soneto lindo
Como viola tinindo
Em rodas de brincadeiras.

Pra quem gosta de esportes
De caráter radical
Escalar suas montanhas
É uma opção legal
Sendo assim aconselhado
Para aquele que é treinado
Nessa arte genial.

Tu és assim meus Poções
Lugar de paz e ternura
Onde o aconchego reina
Pra qualquer das criaturas
Seja loira ou morena
Magra, alta ou pequena.
Com desejos de aventura.

Ainda nesse roteiro
Quem visita pode ver
O encontrar-se das águas
Promovendo bel prazer
Do Riacho da Ribeira
Unir-se a uma corredeira
Lhes convidado ao lazer.

Riacho tão cristalino
Feito água mineral
Que somente a natureza
Oferece outra igual
Ao correr silencioso
Em seu leito tão ditoso
Com poder patriarcal.

E assim nesse momento
A mãe natureza convida
Pra uma reflexão
Entre todos que duvida
Que Deus é um ser perfeito
Diferente dos sujeitos
Que não respeitam a vida.

Fazer um pirão de peixes
Pescado na correnteza
Debaixo dos arvoredos
Diante de tal beleza
Bater um papo sadio
Olhando o leito do rio
A paz reina com certeza.

Um banho é pedida certa
Naquelas águas profundas
Respirar um ar sadio
Onde tudo em volta inunda.
Fazer daquele momento
O mais nobre instrumento
Que em belas rima se afunda.

Deitar ao sol da manhã
Esperando um bronzeado
Se isso for nos poções
É um programa sarado
Como faz o girassol
Que sempre acompanha o Sol
Dando conta do recado.

Ainda nesse roteiro
A natureza oferece
Outra bela opção
Pra todos que não conhece
Mais que ama aventura
Da mesma faz formosura
Pois quem vê nunca se esquece.

Admirando as paisagens
Que rodeia os poções,
E favorece a todos
As mais puras atrações,
O visitante ainda tem
Sem pagar nenhum vintém
As belezas dos Pilões.

Esse encantado lugar
De beleza e formosura,
Retrata um rico cenário
Cheio de grande ternura
Convidando qualquer um
A quebrar o seu jejum,
Na mais gostosa aventura.

Ao passar no povoado
Em direção aos pilões
Guarda-se dentro da alma
As mais puras sensações
De viver num paraíso
Reconhecendo é preciso
Os laços das gratidões.

Uma prece a Santo Antônio
Padroeiro da Ribeira
Um aceno a essa gente
Alegre e hospitaleira
Que se orgulha do lugar
Belíssimo para morar
Com paz pura e verdadeira.

Ribeira da água boa
E lugar de tradição
Já foi centro de riqueza
Dessa nobre região
Dos senhores de engenho
Que com grande desempenho
Povoou esse torrão

Seu comércio foi marcado
Por sua feira imponente
Onde nela se juntava
Da região muita gente
Em toda segundas-feiras
Foi aqui sem brincadeira
Lugar de negócio quente.

Trabalhador dos engenhos
Plantador de algodão
Transitavam dia e noite
Montado ou de pé no chão
Deixando a sua marca viva
Como paixão recolhida
Guardada no coração.

A natureza é tão boa
Mais esse tempos passaram
Os engenhos foram embora
Algodão não mai plantaram
Mais outra grande riqueza
Foi deixada com certeza
E os ribeirenses herdaram.

A paz e a tranquilidade
Aqui reina permanente
O ar puro e a brisa leve
Água cristal transparente
Onde a vida é mais formosa
Como garota mimosa
Com seu sorriso contente.

É assim que o povo vive
Com seu jeito bem pacato
Desfrutando das riquezas
E a Deus são todos gratos
Prosseguirei minha estória
Pra não falhar da memória
E passa pra outro ato.

Saindo do vilarejo
Vamos pegar a estrada
Que nos leva com certeza
A um ponto de parada
Onde a mais linda paisagem
Como fotos de montagem
Não oculta quase nada.

Na vastidão do horizonte
Ondulados como a praia
Os pastos bem verdejantes
Que em todo lado se espalha
Numa visão diferente
Mostrando pra todo gente
Que a natureza não falha.

Ao chegar lá no riacho
Parece até brincadeira
Deparamos com uma cena
Majestosa e verdadeira.
Uma bica cristalina
Como os olhos de menina
A escorrer na corredeira.

A água fria e doce
Que desagua da biquinha
Encanta qualquer pessoa
Da grande a pequenininha
Pois parece um lindo véu
Escorrendo lá do céu
Em tiras bem miudinhas.

Aí está o começo
Da visita mais perfeita
Pois seguindo a trilha certa
Não tão larga nem estreita
Se o cara tem namorada
E ela está emburrada
Na caminhada se ajeita.

Não mais de quinhentos metros
Logo a partir da chegada
Como encanto ele aparece
Dentro da mata cerrada
Como joia reluzente
Ou cristal bem transparente
Que se mantem bem guardada.

O cair das águas mansas
Parece cantar contente
Que não para a melodia
Sonorizando o ambiente
Transformando esse momento
Gravando no pensamento
A mais bem vinda envolvente.

Cenário pra uma foto
Para o álbum de lembrança
É coisa desse roteiro
Que é feito sem tardança
E o turista animado
Ali f**a regalado
De toda aquela bonança.

Assim o dia se passa
Como se passa um segundo
E o ar que envolve a gente
É coisa do outro mundo
Porém é nesse momento
Que nos chega como alento
Os amores mais profundos.

Um banho aqui nos pilões
É como lavar a alma
Sentindo toda ternura
Afastando qualquer trauma
Pois os momentos de dor
Angustia, tedio e terror
Nesse momento se acalma.

Refletir em seu silêncio
Que a natureza permite
Naquele lugar de glória
Sem ouvir nenhum palpite
É reinar no mais profundo
Dos consolos desse mundo
Que nessa vida existe.

Ler um livro ouvir uma música
Abraçar a namorada
Qualquer problema é minúsculo
Uma tarde é quase nada
O sol despenca ligeiro
Como bicho traiçoeiro
Que corre em disparada.

Já é hora do adeus
A noite está chegando,
Se molhar na cachoeira
Pra não sair reclamando,
Nem com pena de deixar
Aquele lindo lugar
Pois já está viajando.

Retornar é bem tranquilo
Onde pode aproveitar
O deitar do sol poente
Naquele incrível lugar
Deixando assim marcado
Outro dia agendado
De quando irá voltar.

Adeus meus Poções amado
Meus Pilões encantador.
Que tanto sinto saudade
E lembro com muito amor
Da natureza perfeita
Que na vida se respeita
Aquilo que ela criou.

Agradeço a Santo Antônio
E ao bom Jesus menino
Ao Deus pleno e poderoso
Para o qual sou pequenino
Mais mim deu essa vitória
De viver tão bela história.
Com seu poderio divino.

Quero a um jovem agradecer
A “Willian da Purif**ação”
Garoto de grande saber
E de muita atenção
Que comigo visitou
Ponto por ponto mostrou
As belezas do poção.

Levou-nos a conhecer
A gruta lá encontrada
Com muito boa vontade
Fizemos a caminhada
Mostrando o conhecimento
Que ele tinha no momento
De todas aquelas paradas.

A todo o povão querido
Que reside na Ribeira
Deixo aqui meu forte abraço
A essa gente hospitaleira,
Que vivem entre a beleza
Mais todos tem com certeza
Educação de primeira.

Os passos aqui pisados
As marcas que aqui deixei
As horas aqui passadas
Tudo que compartilhei
Não posso esquecer jamais
Doas bons momentos de paz
Que nesse lugar passei.

Eu dedico essa obra
Aos meus queridos padrinhos
Que de mim fez um cristão
Hoje estão com Deus juntinho
Viveram aqui na Ribeira
Nessa terra tão ordeira
Os dois fizeram seu ninho.

Afrodisio comerciante
Dona Lurdes professora
Serão símbolos permanentes
De gente trabalhadora
Dessa terra tão querida
Que a todos dar guarida
Como mãe consoladora.

Para mim foram exemplos
Como meus segundos pais
Da sua benção e respeito
Eu não esqueço jamais
Rogo a Deus com carinho
Que as tenha num cantinho
Com ternura e muita paz.

Deixo aqui para os leitores
O meu abraço sincero
Agradecendo a todos
Com esse jeitão austero
E que faz realidade
Transformando em verdade
O cordel que mais venero.

Procuro aqui retratar
Desse lugar um pouquinho
Pois sei que sua beleza
Não se escreve em um livrinho
Vá a ele visitar
E procure lhes tratar
Com muito amor e carinho.

24/11/2017

Palavras e rabiscos

Em um pedaço de papel
Rabisco palavras soltas
Expresso pensamentos vagos
Entre umas rimas e outras.
E as sílabas se compilam
Juntam-se e dão sentido
Vai f**ando divertido
Essa luta de palavras
Sei que por certo me acalma
Levando-me a imaginar
Em um ritmo corriqueiro
Deixo expresso o meu pensar
Assim, olhando e refletindo.
Continuo me divertindo
Num mundo de rabiscar. H.F.M.

30/10/2017

Não existem conquistas sem lutas;
Como não há lutas sem percas.
Precisamos estar consciente do que fazemos e seguro do que realmente somos para termos a certeza de que nossas atitudes sejam benéf**as, não somente para nós mesmo, mais também para o bem comum. H.F.M.

30/10/2017

ENCONTROS E DESENCONTROS

Encontro_me preso aos meus pensamentos.
Meus tristes lamentos são feridas vivas os quais me consome.
Negra solidão que no peito ecoa já dilacerado.
Não só de pessoas mais da própria vida e do meu pecado.
Trevas que castiga e que assusta a alma,
Exigindo calma que repousa em mim
E como tormento que surge infiel pelo abandono
Não sou mesmo dono dos meus frios sonhos que não conheci. H.F.M.

03/04/2017

REENCONTROS

Em cada verso que escrevo teu olhar se faz presente
Teu sorriso displicente que marcou o meu viver.
O destino traiçoeiro que fez separar agente
De um modo diferente fez meus sonhos perecer.

E agora volta contente, como surgida do nada
Feito sonho em madrugadas de solidão demasia.
Ou em tarde curta e fria de um alguém que o espera
Com vontades, feito fera de devorar teu amor.

E num gozo de esplendor gritar ao mundo vazio
Que mesmo em tempos sóbrios a vida traz benefícios
Pois valeu o sacrificio de uma longa espera.
Moldada como quimera dentro do meu pensamento
Que me serviu de lamentos e de lições tão profundas.

E quem sabe minhas madrugadas pode ter outros alentos
Pois tu voltaste com o vento e me alegrou com o sorrio
Se é teu amor que preciso, nuca é tarde sempre é hora.
De celebrarmos a glórias e reviver um passado
Quando fui acalentado, por ti ó, minha querida. H.F.M.

Endereço

Rua José Américo Santana, 78
Itabaiana, SE
49502-249

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