28/07/2020
ELEIÇÕES 2020
A nova política vem com novas regras. Entre as mudanças está o fim das coligações proporcionais (vereadores) o fundo partidário e a propaganda paga na internet, pode esperar a grande virada das mídias digitais sobre as mídias tradicionais que vão exigir muito preparo de pré-candidatos e profissionais de estratégia, comunicação e marketing.
Sair na frente, nesse cenário completamente novo, é fundamental. Nas Eleições de 2020 haverá dois tipos de candidatos: os que vão saber utilizar as novas ferramentas e estratégias de campanha e os que ainda estão acostumados com a velha política.
Conversando com um profissional do marketing político do Estado do Pará, ele me disse que até os eleitores mudaram. Estão mais atenciosos e com o novo posicionamento da primeira tela (celular) eles irão receber uma avalanche de informações.
A estratégia, o fluxo de material produzido e a disseminação (momento certo de propagar) serão grandes desafios que a equipe de marketing e política terão. Por outro lado, as pesquisas irão falar muito sobre o que o povo quer saber do candidato.
As pesquisas que a imprensa costuma divulgar são sempre quantitativas (aquelas que apresentam números). Porém, elas são muito pobres em termos estratégicos e praticamente não servem para o diagnóstico e planejamento de uma campanha sem a necessária leitura e interpretação dos detalhes e cruzamentos de dados, algo que só é possível quando se tem acesso completo às tabelas de resultados.
Tomar decisões em cima do simples resumo que a mídia divulga é um perigo, um grande erro que muita gente comete por não ter o necessário conhecimento técnico. Por outro lado, as pesquisas qualitativas (aquelas que não apresentam números), não costumam ser divulgadas pela imprensa e são praticamente desconhecidas pelo público em geral e até pela maioria dos políticos.
Porém, as pesquisas qualitativas são as mais valiosas para finalidades estratégicas. São poderosas para entender as perspectivas de uma candidatura pelos olhos dos eleitores.
A campanha não se ganha apenas com o candidato, mas com uma boa equipe de gestão de pré campanha, um bom marqueteiro e muita estratégia na reta final.