Escola Estadual Pedro Carlos da Cruz

Escola Estadual Pedro Carlos da Cruz Esta é a escola onde trabalho. Aqui ensinamos e aprendemos todos os dias, construindo uma consciência humana e uma educação de qualidade.

https://www.facebook.com/share/1C2636RZex/
11/12/2025

https://www.facebook.com/share/1C2636RZex/

Dra. Filó, em uma palestra para o Colégio Santo Antônio, falou sobre as dificuldades de educar um filho na modernidade e a imposição de limites na criação. Confira abaixo a transcrição de um trecho da palestra.

“Pai e mãe não são amigos dos filhos: são pai e mãe. Tem que haver essa diferença. Uma menina de dez anos falou para mim em meu consultório: “Tia Ló, eu quero um iPhone 8”. Eu falei: “Comece a trabalhar. Você tem ideia de quanto custa um iPhone 8? Comece a trabalhar para ter o seu iPhone 8. Sem trabalhar, não dá”. Essa geração acha que, ao estalar o dedo, as coisas surgem, pois os pais trabalham arduamente e dão tudo para os filhos “por amor”, porém isso é um excesso.

Pai e mãe têm o papel de introduzir na vida do filho a frustração, porque essa geração não dá conta de uma brisa suave – e não estou falando de um tornado nem de um vento mais forte. Essa geração, da turma dos vinte anos, já está nas faculdades de Medicina, e o que está acontecendo com os alunos? Su*cídio. O jovem cursa uma faculdade cuja mensalidade, que custa entre oito e nove mil reais, é custeada pelos pais, tem um carro, um apartamento e ainda tem condições para se deprimir e se su*cidar. Qual é a razão disso? Tem que ter algo errado.

Essa geração – não a que está vindo, mas a que está aí – não dá conta de esperar, porque tudo é rápido e está na ponta dos dedos, então a tolerância é zero para qualquer coisa; o mundo é mágico, pois basta o pai passar o cartão de crédito. O filho não conhece a história dos pais que os fez chegar até onde estão, e tal história apresenta suor e não mágica. Se hoje o filho tem as coisas que tem (como a escola, a roupa, o tênis e as viagens) é porque os pais trabalham para isso.

“Meu filho, isso eu não posso lhe dar.” O “não” e a frustração devem fazer parte da vida do filho para que ele tenha força e resiliência, senão ele será destruído no primeiro “não”. Por exemplo, se uma pessoa não quiser namorar o jovem que nunca se frustra ele pode até m*tá-la, pois o mundo tem que lhe falar “sim” em tudo. São os pequenos reizinhos: “Sim, senhor, meu filho. Mais alguma coisa que você deseje?”, dizem os pais. Falar “não” é difícil e dá trabalho, já falar “sim” é muito mais fácil. Então tudo pode? Não, não pode. Tudo pode, mas nem tudo deve ser fornecido.

Há coisas que são “nãos”, mas que devem ser ditas com amor pelo pai e mãe, por exemplo, quando o filho é pequenininho e quer pegar uma caneta a mãe lhe fala: “Não pode”. O filho retruca: “Por quê?”. “Porque você vai furar seu olho, vai furar o céu da boca e o pescoço. Então você vai adoecer, vai morrer e eu não posso deixar.” Cada faixa de idade tem uma frustração a ser vivenciada.”

Transcrição feita e adaptada pelo Provocações Filosóficas do trecho do vídeo: Dra. Filó faz palestra Colégio Santo Antônio 2018

29/10/2025
15/08/2025
19/06/2025

“Estudem, leiam, pratiquem interpretação de texto. Não deixem que máquinas pensem por vocês. Elas podem e devem ser aliadas, mas nunca substitutas do seu próprio cérebro.”

29/05/2025

“Coloca a correntinha em mim também, pai…”

Essa me atingiu profundamente. Um lembrete suave para todos os pais por aí.

— “Coloca a corrente em mim,” sussurrou o menino, com os olhos cheios de esperança silenciosa.

Aquela manhã foi como tantas outras:

— “Levanta! Lava esse rosto! Penteia o cabelo! Veste a camisa — depressa!”
— “Sem tempo pro café! Leva o suco — e não derrama, hein!”
— “O que eu acabei de dizer, hein? Já manchou tudo! Eu não aguento mais… Você não acerta uma!”

O menino ficou em silêncio.
Não conseguia dizer “pai”.
Tinha medo.

Na escola, ele não conseguia se concentrar.
Estava sempre distante, triste.
Ficava se perguntando por que os outros colegas eram felizes… e ele não.

Mais tarde, num raro momento de coragem, ele falou:

— “Hoje a professora perguntou: ‘O que o seu pai faz?’ E eu… não soube o que responder.”

— “Eu treino cães,” respondeu o pai, ainda sem olhar nos olhos do filho.

— “E o que você ensina pra eles?” perguntou o menino, baixinho.

— “A serem obedientes. A não destruírem as coisas. A proteger. A guiar os cegos. A salvar vidas. A serem pacientes, corajosos, leais. E a fazer tudo isso… sem esperar nada em troca.”

— “E como você treina eles?”

— “Coloco uma corrente leve. Caminho ao lado. Falo com calma. Corrijo sem machucar. E dou carinho depois — pra que saibam que não estou bravo. Mas… exige paciência. Muita paciência.”

O menino engoliu seco. Os olhos se encheram.
Olhou para o pai e, com a voz trêmula, disse:

— “Então coloca a correntinha em mim também, pai…
Quero aprender com você.
Me corrija sem gritar.
Me abrace depois.
Tenha paciência comigo.
Vou proteger nossa casa. Vou aprender a cuidar dos outros.
E se um dia… você perder a visão,
Eu vou ser seus olhos.
Só… coloca a correntinha em mim.”

O pai desabou em lágrimas.
E, naquele abraço, nasceu uma nova corrente —
Invisível, feita de amor, paciência e ternura.
Uma corrente que, se bem cuidada… nunca se quebra.

🤍 Não esqueçamos: nossos filhos precisam de tempo, cuidado e delicadeza.
Porque amor… não se grita. Se demonstra.

14/05/2025

“Estimule seu filho a fazer interpretação de texto. Na escola. Em casa. Na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê."

Endereço

Córrego S. Silvestre
Inhapim, MG
35330-000

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Escola Estadual Pedro Carlos da Cruz posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Categoria