Fórum Popular Pelo Fim da Violência e das Mortes da Juventude

Fórum Popular Pelo Fim da Violência e das Mortes da Juventude Carta Pública

Pelo FIM da violência e das mortes da juventude! Não queremos uma nova lista de desaparecidos.

A crise da segurança pública é mais do que uma “guerra entre policiais e bandidos”, na contagem dos mortos(as) temos jovens negros, pobres e trabalhadores(as) que nunca tiveram envolvimento com o crime e foram assassinados por serem moradores das periferias da nossa cidade e por configurarem um “perfil tipo criminoso” dentro da lógica higienista e racista desenhada por instituição que deveria zela

r pela vida, esses números de jovens mortos aumentam drasticamente tornando-se apenas estatísticas em relatórios. E mesmo os que foram excluídos dos seus direitos e levados (equivocadamente) na situação de criminalidade não podem ser executados, a polícia militar tem que cumprir o seu papel legal, levá-los as autoridades que devem encaminhar a justiça que deve cumprir o seu dever, pois neste país há uma constituição e direitos civis. Em Guarulhos estamos preocupados com a situação que tem atingido jovens de diversos bairros da nossa cidade onde as regiões São João e Taboão transformaram-se em cenários dessa violência que interfere no cotidiano da população que muitas vezes fica sitiada dentro de suas próprias residências por conta do “toque de recolher”. Há uma cortina de fumaça que oculta as informações, ouvimos relatos de desaparecidos(as) como no mês de maio de 2006 quando jovens negros, estudantes e trabalhadores, moradores da periferia de nossa cidade que foram levados por agentes de segurança do Estado e até hoje suas famílias lutam pelo direto de saber o que houve com seus corpos e por justiça. Violando o direito garantido por lei de ir e vir a população tornou refém de uma “medida” que não assegura e também não é segura. O toque de recolher promovido, inclusive por quem deveria zelar pela segurança, mostra a total falha do governo do estado em garantir segurança pública omitindo-se do seu dever de garantir direitos para juventude e a população. São Paulo é o estado mais rico do Brasil e não oferece políticas públicas para que a juventude não seja aliciada pelo crime e cooptada pela criminalidade. Não investe em políticas que ofereçam alternativas para que a juventude sobreviva em meio as exigências dessa sociedade capitalista que não distribui renda e recursos de forma responsável e equilibrada, histórico que reflete na violência e exclusão que minimiza escandalosamente a juventude que hoje é a principal vítima desse processo. Não basta responder a violência com mais violência. Se o Estado não garantir os Direitos conquistados com a Constituição e nas lutas e conquistas da sociedade civil organizada não haverá futuro para a juventude em nossa cidade, estado, país ou mundo. Queremos sim EXIGIR o fim da violência com:

Pelo fim do extermínio da juventude negra com o cumprimento da lei das cotas raciais na educação e ampliação de políticas afirmativas nas demais políticas públicas,

Fim da política de repressão por parte da polícia, com maior investimento social nas regiões da periferia, sem intervenção militar e sim de ampliação de direitos e atendimento de serviços públicos de qualidade;

Abertura das escolas públicas para participação da comunidade, com a integração e dialogo de meios de enfrentamento a violência por meio de outras ações, culturais, esportivas e de formação;

Garantir maior espaço de participação da juventude com fortalecimentos dos conselhos de juventude e abertura de representação de jovens nos demais conselhos;

Respeito e ampliação as políticas que garantem o direito ao primeiro emprego para a juventude com cumprimento da lei do aprendiz, de estágios e demais canais de inserção, formação profissional e inclusão da juventude ao direito ao trabalho;

Maior apoio a campanhas como o Plano Juventude Viva da Secretaria Nacional de Juventude para enfrentamento da violência contra a juventude brasileira, com ênfase na cidade de Guarulhos com a integração dos três níveis de governo (municipal, estadual e federal);

Realizamos uma reunião com representantes da Pastoral da Juventude, da Coordenadoria da Juventude, do Movimento Estudantil, do Conselho Municipal de Juventude, de mandatos populares e representante da Pastoral Carcerária onde decidimos pela ampliação desta luta e criação do Fórum Popular Pelo Fim da Violência e das Mortes da Juventude! Agora queremos erguer nossas bandeiras e defender o direito a vida da nossa juventude negra, pobre, estudante e trabalhadora! Essa luta é de toda sociedade guarulhense, juntos podemos vencer a violência e dar um basta às mortes dos nossos jovens. Conquistar a paz com direitos começa com a nossa participação! Novembro 2012

FÓRUM POPULAR PELO FIM DA VIOLÊNCIA E DAS MORTES DA JUVENTUDE

12/05/2016

Hoje se completam 10 anos dos Crimes de Maio, umas das maiores chacinas ocorridas no Brasil e praticada pelo "Estado de direito". Uma década depois ainda vivemos esse terror nas periferias no qual, principalmente, a juventude negra é exterminada todos os dias.

Os crimes de maio de 2006 não f**aram somente em maio, exemplo disso, em Guarulhos, no mês passado (abril de 2016) tivemos 15 assassinatos em uma semana. Esses são dados oficiais. Imaginem só os dados reais, devem ser bem maiores e assustadores. Segundo o jornal Guarulhos hoje “uma pessoa morre a cada 15 dias em confronto com a polícia em Guarulhos”, lembro que no dia 2 de janeiro, entrada do ano novo, ocorreu uma chacina de 4 jovens em um bar, para nos tirar a esperança de um ano novo.

Mesmo os Governos “maqueando” os dados, os números são impressionantes cerca de 60 mil homicídios por ano no Brasil. A sensação de medo ocorrida em Maio continua, toque de recolher, mães chorando, jovens que não tem seu nomes divulgados, crimes forjados.... e o que me revolta? Os Inquéritos policiais estão sendo todos arquivados.


29/02/2016

Ao prestarem depoimento na Corregedoria da PM, os oito policiais militares da UPP Fallet/Fogueteiro acusados de submeter seis jovens a uma sessão de tortura em...

05/12/2015

Não estamos querendo com essas indagações, afirmar que uma dor é maior que outra, mas sinalizar e diagnosticar o racismo e o processo de criminalização dos jovens negros, pobres e moradores de favelas e de bairros de periferia.

18/06/2015
28/05/2015
11/05/2015

FRENTE MUNICIPAL PERMANENTE QUE VISA CONTRIBUIR COM DISCUSSÕES, MOBILIZAÇÕES, ARTICULAÇÃO E FOR

Ajudem a divulgar porque, somos contra a Redução da Maioridade Penal..
16/04/2015

Ajudem a divulgar porque, somos contra a Redução da Maioridade Penal..

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10/04/2015

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Guarulhos, SP

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