No processo de redemocratização, com a formação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em 26 de maio de 1980 - fruto da perda da sigla do PTB pelo grupo de Ivete Vargas - seria necessário a criação de uma juventude que dialogasse com o segmento jovem os valores do trabalhismo, com uma perspectiva de âmbito socialista. Dois núcleos seriam formados, a partir de 1978, sendo denominados de "Juventud
e Trabalhista do PTB". No RJ, era liderado por Alfredo Sirkis, enquanto que, no Rio Grande do Sul, teria a liderança de Calino Pacheco Filho. No retorno de Brizola ao Brasil em 07 de setembro de 1979, na cidade de São Borja, um conjunto de jovens carregaria uma faixa com o slogan "Juventude Trabalhista, Popular e Socialista". Ele inspiraria mais tarde a formação da futura Juventude do PDT que, em seu I Encontro Nacional, entre os dias 14 e 15 de fevereiro de 1981, teria como tema o mesmo slogan da faixa utilizada em setembro de 1979. A Juventude Trabalhista do PDT (JT), fundada oficialmente em 15 de fevereiro de 1981, se constituiu numa organização política de jovens que se configurava na luta e na defesa pela soberania nacional, pelo nacionalismo democrático-popular, pelo trabalhismo e pela defesa dos ideais socialistas. Estiveram presentes 123 delegados, oriundos de 10 estados e mais o Distrito Federal, com o destaque às bancadas de delegados oriundos do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Entre seus componentes, circulavam social-democratas, socialistas e comunistas - associados à corrente prestista. Embora o nome inicial em destaque fosse Alfredo Sirkis, entretanto, após a cisão das bancadas do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, Anacleto Julião seria o primeiro presidente desta nova organização juvenil. No seu I Congresso Nacional (23 e 24 de janeiro de 1982), na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a JT reconduziria Anacleto Julião para a Presidência da Juventude, com Hélio Rabelo na Vice-Presidência e Milton Zuanazzi como Secretário-Geral. Foram também escolhidos ao primeiro Diretório Nacional 30 membros titulares e 15 suplentes. A JT somente se transformaria na Juventude Trabalhista e Socialista (JTS) no seu II Congresso Nacional, realizado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, entre os dias 12 e 14 de outubro de 1983 - uma vez que, embora boa parte dos quadros juvenis fosse de viés prestista e socialista, a escolha da sigla JS teria resistência inicial do próprio Leonel Brizola - que cria na Juventude nos moldes da antiga Mocidade Trabalhista do PTB pré-1964. Anacleto Julião estava confirmado como o Presidente da Juventude e seu Vice-Presidente seria Hélio Rabelo. Entretanto, entre 1° e 3 de fevereiro de 1985, o III Congresso Nacional da JTS consagraria o nome da juventude do PDT como Juventude Socialista (JS), com a aprovação de uma forte bancada constituída por marxistas e, em destaque, os oriundos do segmento prestista e do Coletivo Gregório Bezerra (CGB). Seu novo presidente seria Carlos Alberto Tejera De Ré (Minhoca) e a sua Vice-Presidente era Izaura Gazen. Dentre os quadros proeminentes com presença neste congresso, com a presença de mais de 500 delegados, estavam jovens como Vieira da Cunha, Luiz Ragon, Alvaro Bastos e Cláudia Grabois. Mais tarde, Izaura assumiria a presidência desta agremiação a partir do IV Congresso Nacional da JS (novembro de 1986) até a realização do V Congresso Nacional (23 de junho de 1989), onde Anthony Garotinho, Miguel Zuanazzi e Fábio Maciotti fariam parte do inédito triunvirato para assumir o comando da Juventude, em um congresso bastante controvertido e marcado por polêmicas, em meio à conjuntura política brasileira baseada nas eleições presidenciais de 1989. Nesta etapa, já havia dentro da JS quadros de envergadura como André Figueiredo, Julio Cesar Chaise, Aurélio Fernandes, Ronaldo Selle, Jerry Abrantes, Giles Azevedo e Léo de Souza. O retorno ao presidencialismo, entretanto, apenas voltaria em junho de 1996, com a realização do VIII Congresso Nacional em Curitiba, com a posse de Flávio Zacher e a presença, na Executiva Nacional, de quadros como Sandro Alencar e André Menegotto.