16/05/2021
CENTENÁRIO DA MORTE DO ESCRITOR HUGO DE CARVALHO RAMOS
Hugo de Carvalho Ramos nasceu na Cidade de Goiás, em 1895, filho de Manuel Lopes de Carvalho Ramos e Mariana de Loyola Ramos. Aluno do Lyceu de Goiás, iniciou o curso de Direito no Rio de Janeiro, sem concluí-lo. Publicou diversos trabalhos em prosa e verso, em jornais goianos e cariocas. Em 1917, publicou seu livro Tropas e Boiadas, que teve reconhecimento nacional. Faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de maio de 1921, aos 26 anos de idade.
O escritor goiano não era apenas um contista pré-modernista em Goiás, mas também poeta de elevado mérito na imprensa goiana e carioca de seu tempo. Essa produção ficou, porém, esquecida de uma maneira geral. Precursor do Modernismo estético e temático, não só na prosa, se fez reconhecido pelo verso livre e pela inspiração na natureza goiana, vista sob diferentes óticas. Era o canto da terra, pelas belezas do cerrado e dos acontecimentos corriqueiros.
Foi ele um dos primeiros a revelar o mundo do cerrado e do sertão aos olhos do Brasil litorâneo, há um século. Revelou a vivência e as agruras dos tropeiros, boiadeiros, comissários e carreiros que cruzavam o sertão nas dificuldades de então. Considerado o primeiro escritor regionalista de real importância a considerar, nesse período. Histórias e quadros sertanejos constituem o grosso de seu livro Tropas e Boiadas. Histórias que são fruto de sua vivência nos chapadões goianos.
Além de contista aplaudido, a evocar o cerrado, Hugo de Carvalho Ramos também foi poeta. Em seus versos também aparece o sertão de Goiás em toda a sua singularidade. Em prosa ou em verso, foi um escritor das coisas e fatos ligados ao cerrado em Goiás e ao sertão, não como um lugar definido, o lugar onde se exila o homem; mas algo mais profundo com mais sentido. Era o desconhecido onde morava a imaginação e as histórias fantásticas.
É um sertão como travessia, sem princípio, sem meio e sem fim!