03/12/2019
O FUTURO EXIGE PILANTRAGEM: UM MANIFESTO CONTRA A MISÉRIA NO MOVIMENTO ESTUDANTIL
A miséria do movimento estudantil na UFG é tamanha que, ao se observar as três chapas concorrentes nas eleições do DCE em 2019, constata-se, facilmente, não só a presença de partidos políticos, porém, o controle desses partidos em cada uma delas. Mas, por que isso faz do movimento estudantil da UFG miserável? Quais as tarefas dos estudantes realmente preocupados com as pautas estudantis e com a transformação radical da sociedade? Para responder a todos estes questionamentos, é essencial, primeiramente, entender o que é burocracia enquanto classe social e o que são, de fato, os partidos políticos.
A burocracia é uma classe social que possui interesses próprios e diversas frações. O interesse da burocracia é o controle, e isto deriva da sua posição na divisão social do trabalho. Podemos dividir a burocracia em diversas frações como burocracia estatal, burocracia empresarial, burocracia universitária, burocracia eclesiástica etc, mas estamos interessados numa fração específica: a burocracia partidária.
Os partidos políticos foram criados para cumprir com um único objetivo: controlar. Controlar a participação individual no processo eleitoral, controlar a
qualquer indivíduo que possa realizar seus objetivos fundamentados,
exclusivamente, na burocratização e mercantilização (ou em palavras rotineiras,
mais controle, doravante geração de riquezas a si).
É fundamental notar que os partidos políticos não têm os mesmos
interesses que estudantes honestos e preocupados com sua condição
estudantil. Os partidos têm, como objetivo, apenas a conquista do poder estatal,
e para isso, podem passar por cima de todos e de tudo. Podem até atirar
infelizes discursos de que se preocupam com os estudantes e que lutarão por eles, mas assim que se depositar seu voto de confiança na urna do DCE, eles devorarão por inteiro qualquer esperança de luta. Usarão do DCE como artifício para divulgar suas próprias ideologias (aqui, no sentido em Marx, de falsas ideias), para recrutar mais e mais membros para sua organização parasitária.
Farão acordos com a reitoria e a PM (como feito pelo próprio DCE-UJR) irão apunhalar qualquer estudante que se opor às suas patifarias, até mesmo por meio de escrachos baseados em mentiras, ou através de covardes linchamentos virtuais. Nada paira acima dos interesses partidários, nem mesmo a vida, reputação, e muito menos interesses dos estudantes.
Por isso é necessário fazer uma denúncia que mostrará o verdadeiro rosto de cada uma das chapas que concorrerão atualmente nas eleições do DCE: a chapa 1 “Para Mudar” tem o rosto do PCdoB/UJS, o mesmo partido que aparelha a UNE há anos e que, para defender os próprios interesses, imobiliza os estudantes sempre; o rosto da Chapa 2 “O Futuro Exige Coragem” é formado pelo Movimento Correnteza/UJR/PCR/UP. Se acreditarem nesta chapa estarão colhendo o mais patético dos Stalinismos, e constatarão que “o futuro exige coragem” para mentir, violentar, caguetar e roubar; o rosto da Chapa 3 “Aqui se respira Luta” é formado pelo MUP/UJC/PCB, e se acreditarem neles, estarão acreditando em Leninistas sedentos por poder que, no próprio sindicato dos professores, usam dessa tática no intuito de trazer membros de sua organização para monopolizar palestras (como foi o caso do Jones Manoel, no IFG e UFG). Eles somente
respiram dissimulações, e são alérgicos à luta.
Cabe, aos estudantes honestos e preocupados com sua condição e com a transformação verdadeira da sociedade, não tolerarem seu uso enquantomassas de manobra para os partidos políticos e seus membros parasitas. Nos dias 3 e 4 não votem, pois cada voto nestes parasitas significa um retrocesso para nós estudantes. Não queremos DCE-PCdoB, DCE-UJR, DCE-PCB. Queremos um DCE que realmente represente os estudantes. Que acolha os interesses mútuos e os estimule à luta. Somente através da auto-organização poderemos lutar verdadeiramente por nossos interesses.
NÃO AOS PARTIDOS POLÍTICOS! SIM AOS ESTUDANTES AUTO-ORGANIZADOS!
Coletivo Maio de 68.
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