18/03/2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para a próxima quinta-feira (26/3) o julgamento que pode validar a federação partidária União Progressista, formada por União Brasil e PP. Para valer nas eleições de 2026, a federação União Progressista precisa ser aprovada pelo TSE até 4 de abril.
O pedido está sob a relatoria da ministra Estela Ar**ha. Caso seja validada, a federação se tornará a maior força partidária do país. As siglas projetam que podem ter direito a cerca de R$ 900 milhões do fundo público para financiamento de campanhas — o chamado fundo eleitoral.
Além disso, a federação também reunirá: ▪️ 103 deputados federais, a maior bancada da Câmara; 12 senadores, a terceira maior do Senado; ▪️ e cerca de 1,3 mil prefeitos em todo o país, superando o PSD (877). Na semana passada, o Ministério Público Eleitoral deu aval à aliança.
Em manifestação enviada ao TSE, o vice-procurador Alexandre Espinosa avaliou que as siglas cumpriram os requisitos formais para a formalização da aliança. Espinosa ponderou, contudo, que a federação deve fazer ajustes em seu estatuto. Segundo ele, dois trechos conflitam com decisões do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF): um que pode permitir recondução infinita de dirigentes e outro que pode abrir caminho para intervenção do comando nacional em direções locais sem ampla defesa.
A manifestação Ministério Público Eleitoral abriu caminho para o julgamento do registro no TSE.