28/01/2025
"Quando eu descobri que a Marina estaria na Bienal, comecei a pensar em tudo o que eu gostaria de dizer a ela. Queria que ela soubesse que a primeira vez que vi o seu nome foi numa circular enviada pelo colégio em que eu estudava, por uma data comemorativa qualquer. Eu ainda na quinta série. E achei tão lindo aquele nome e aquele texto... Se me perguntarem qual foi, só vou lembrar ao ler; não guardei o texto, mas guardei o nome. E um tempão depois, num dia aleatório, numa livraria aleatória, peguei um livro aleatório e, olha só, era da .colasanti. Abri numa página também aleatória e li o mini conto "A paixão da sua vida" (esse eu guardei). Ali a Marina se tornou a paixão da minha. Seus livros são pra mim como uma companhia. São tantos sentimentos e tantas sensações distintas naquelas páginas que é impossível se sentir sozinha. E como o Affonso Romano bem disse, a Marina é a escritora mais completa que existe. E depois de, pessoalmente, assisti-la, confirmei que ela é uma das pessoas mais incríveis que eu já pude ter o prazer de escutar. É possível (e convidativo) passar horas ouvindo o que ela tem a dizer.
Eu consegui dizer tudo isso (e muito mais) a ela? Não. Fiquei tão emocionada que só consegui chorar e agradecer por ela existir. E naquele dia eu fui extremamente grata por estar ali. ❤"
Esse texto eu escrevi há muito tempo, mas não retiro nada dele. Não conheço ninguém que não seja tocado por alguma forma de arte, a minha favorita é a leitura. Assim como há muito tempo a Marina é a minha favorita também. Tendo conhecido muitos escritores, afirmo que nenhum é como você, Marina. Não haverá ninguém igual.
Descanse em paz.
"Ofertou seu coração ao amado. Que, sem necessidade de transplante, abandonou o presente no fundo de uma gaveta." (Hora de Alimentar Serpentes, 2013).