Comprando pela capa

Comprando pela capa Resenhas e citações de livros, autores, músicas e afins.

"Quando eu descobri que a Marina estaria na Bienal, comecei a pensar em tudo o que eu gostaria de dizer a ela. Queria qu...
28/01/2025

"Quando eu descobri que a Marina estaria na Bienal, comecei a pensar em tudo o que eu gostaria de dizer a ela. Queria que ela soubesse que a primeira vez que vi o seu nome foi numa circular enviada pelo colégio em que eu estudava, por uma data comemorativa qualquer. Eu ainda na quinta série. E achei tão lindo aquele nome e aquele texto... Se me perguntarem qual foi, só vou lembrar ao ler; não guardei o texto, mas guardei o nome. E um tempão depois, num dia aleatório, numa livraria aleatória, peguei um livro aleatório e, olha só, era da .colasanti. Abri numa página também aleatória e li o mini conto "A paixão da sua vida" (esse eu guardei). Ali a Marina se tornou a paixão da minha. Seus livros são pra mim como uma companhia. São tantos sentimentos e tantas sensações distintas naquelas páginas que é impossível se sentir sozinha. E como o Affonso Romano bem disse, a Marina é a escritora mais completa que existe. E depois de, pessoalmente, assisti-la, confirmei que ela é uma das pessoas mais incríveis que eu já pude ter o prazer de escutar. É possível (e convidativo) passar horas ouvindo o que ela tem a dizer.

Eu consegui dizer tudo isso (e muito mais) a ela? Não. Fiquei tão emocionada que só consegui chorar e agradecer por ela existir. E naquele dia eu fui extremamente grata por estar ali. ❤"

Esse texto eu escrevi há muito tempo, mas não retiro nada dele. Não conheço ninguém que não seja tocado por alguma forma de arte, a minha favorita é a leitura. Assim como há muito tempo a Marina é a minha favorita também. Tendo conhecido muitos escritores, afirmo que nenhum é como você, Marina. Não haverá ninguém igual.

Descanse em paz.

"Ofertou seu coração ao amado. Que, sem necessidade de transplante, abandonou o presente no fundo de uma gaveta." (Hora de Alimentar Serpentes, 2013).

Me disseram que esse livro era sobre luta e pertencimento, mas eu havia imaginado algo completamente diferente. Bom, pro...
01/05/2021

Me disseram que esse livro era sobre luta e pertencimento, mas eu havia imaginado algo completamente diferente. Bom, problema meu, né?! hahahaha
Munidas pela curiosidade, as irmãs Belonísia e Bibiana finalmente descobrem o que Donana, sua avó, guardava com tanto esmero e segredo dentro de sua mala de couro: uma faca, objeto que as cortariam tantas vezes depois.
Torto arado é dividido em 3 partes: uma narrada por cada irmã, e a última por uma Encantada. Cada parte traz, com riqueza de detalhes, como é para incontáveis famílias viver, ainda hoje, em situação análoga à escravidão. Ter o pertencimento à terra subjugado à vontade de um patrão que menospreza tudo ali, menos o lucro proveniente da força de trabalho daquelas pessoas. Alguns tentaram sair em busca de novas perspectivas, mas se viram presos a uma realidade desigual e limitada. Torto arado é um livro didático sobre preconceito e apagamento da cultura e da fé dos povos quilombolas e suas noites de Jarê, sobre como uma população minimamente organizada pode incomodar os "grandes". E é, sobretudo, sobre a força, resiliência e resistência feminina, que aprendeu a dureza da vida desde cedo e a se impor perante as violências diárias. A união e o apoio entre mulheres que entendem que a elas foi destinada a posição social mais difícil.
É sim uma estória de luta, pertencimento, injustiça, solidariedade e fé, elaborada de maneira poética sobre a vida de duas irmãs, Bibiana e Belonísia, sobre os Encantados do povo da chapada Diamantina, e sobre a luta enfrentada por essas pessoas.
Enfim, um livro com camadas demais. Não consegui destrinchar numa resenha tão simples. Não é à toa que levei meses pra escrever qualquer coisa. 🤭🤭🤭

Nossa, eu tinha muita vontade de ler esse livro, pois o filme foi um marco na minha adolescência. Chega até a ser engraç...
31/03/2021

Nossa, eu tinha muita vontade de ler esse livro, pois o filme foi um marco na minha adolescência. Chega até a ser engraçado quando lembro que não entendi algumas coisas que Christiane fazia quando começou a se prostituir. Tão ingênua!
Logo no início, percebi que ela se esforça bastante para mostrar como foi "abandonada". A mãe, apesar das boas intenções, trabalhava demais. O pai não queria assumir a paternidade e suas responsabilidades. Christiane viu-se sozinha. Foi muito impactante acompanhar seu processo do primeiro uso à dependência física. Ela cresceu sem referências, então criou as suas: achava cool ver as pessoas fumando maconha e tomando comprimidos diversos.
É claro que sua experiência não iria parar no Va**um e L*D. Com aquelas pessoas ela se sentia aceita. Eles já tinham perdido coisas demais, não julgavam ninguém. Porém, uma vez alcançada a dependência física, é quase impossível sair. Soma-se a isso o desespero da mãe, que queria ajudá-la, mas não sabia como. Acho que o que mais me marcou foi enxergar a vontade genuína de Christiane de largar a he***na. É muito triste acompanhar como o vício desgasta e desestabiliza a família.
Christiane acaba por quebrar todos os limites que havia imposto, como não se prostituir. Uma hora, ela não tem mais o que perder, além da vida. Em vários momentos parece até mesmo conformada. Seu envolvimento com Detlef também não a ajuda. Ela o vê como seu pilar, seu grande amor. Acha que se decidirem juntos se desintoxicar, conseguirão. O que, obviamente, não acontece.
Vários amigos começam a morrer por overdose. Christiane começa a viver o paradoxo entre buscar tratamento e se conformar com o mesmo fim. Tudo o que ela busca se mostra ineficiente, escancarando a escassez e precariedade dos centros terapêuticos da Alemanha nos anos 70, mesmo que a he***na já fosse considerada uma epidemia à época. Todos sabiam o que acontecia diariamente na estação Zoo. Ela não era a única.
Apesar de ter melhorado consideravelmente, Christiane ainda enfrenta problemas de saúde devido à quantidade de dr**as que usou. Ainda adolescente, quase sofreu falência renal. Hoje, ela tem um filho e acha incrível ter chegado à meia idade. ✨

[ATENÇÃO: A PUBLICAÇÃO CONTÉM QUOTES QUE PODEM SER MUITO IMPACTANTES A PESSOAS MAIS SENSÍVEIS]A gente não cansa de ficar...
27/03/2021

[ATENÇÃO: A PUBLICAÇÃO CONTÉM QUOTES QUE PODEM SER MUITO IMPACTANTES A PESSOAS MAIS SENSÍVEIS]
A gente não cansa de ficar surpresa ao ver como a ganância e egoísmo das pessoas podem afetar negativamente a vida dos outros. Para quem não conhece a história, no dia 27 de janeiro de 2013, a boate Kiss, localizada na cidade de Santa Maria, RS, incendiou, levando a óbito 242 pessoas, mortes que teriam sido evitadas não fosse a omissão e irresponsabilidade de muitos. Inúmeros jovens que conseguiram sair do interior da boate morreram nas calçadas, asfixiados pelo cianeto. Outros tantos morreram ao chegar ao hospital, pois os médicos ainda não sabiam o que estava acontecendo e como poderiam tratar as vítimas, que acabavam tendo paradas cardíaca e respiratória. Um desastre sem precedentes. No fim, restou apenas a dor intangível daqueles que perderam seus entes e até hoje, 8 anos depois, não encontraram justiça. E o que falar de todas as pessoas insensíveis que argumentaram aos pais que quem morreu não volta, sendo assim, a vida tem que continuar... continuar pra quem? Livro muito doloroso de se ler. Os depoimentos dos pais, bombeiros, policiais e médicos são dilacerantes.
"Meia hora depois de a primeira equipe de bombeiros chegar ao local, ninguém mais foi retirado da Kiss com vida." (...) Diante da pilha de corpos, o sargento sentiu as forças de seus braços esvaírem. Percebeu que homens e mulheres haviam morrido entrelaçados uns aos outros, caídos entre as portas arrancadas dos sanitários individuais na tentativa alucinada de buscar ar na janela do basculante - que também estava lacrada. Nenhum treinamento o havia preparado para lidar com a dor que sentiu no momento em que se viu tomado pelo mais humano dos sentimentos: a compaixão. 'Nós não salvamos ninguém' - repetia em choque. 'Não salvamos ninguém.'"
"O policial militar esticou a mão e entregou a Nadir a carteira de Guto. Os pertences cheiravam a queimado. Por um segundo, Sérgio ainda pensou que tudo aquilo pudesse ser mentira. Só quando entendeu que aqueles era os documentos de Guto percebeu que havia perdido seu menino. Naquele momento, ele também se perdeu. Foi engolido pela dor."

Dias&Dias&Dias e ainda não sei como resenhar esse livro (ou qualquer outro). Ano passado, leituras mínguas; este, poucas...
11/03/2021

Dias&Dias&Dias e ainda não sei como resenhar esse livro (ou qualquer outro). Ano passado, leituras mínguas; este, poucas palavras. Será que em algum momento a gente volta ao "normal"? ("O futuro, essa falácia que persiste")
Comecei esse livro ano passado, pro , adorei, me encantei, mas não persisti. O mesmo aconteceu com inuuuuuumeros outros. Esse ano dei uma nova chance, aproveitei o enredo ainda fresco na cabeça, e que livro es-pe-ta-cu-lar. A ascensão e a ruína da família de Omar e Yakub pareada à história de Manaus, incesto, briga, disputa, inveja e condescendência.
A loucura da mãe pelo filho, do marido pela esposa, do irmão que foi enviado sozinho ao Líbano, da irmã que não enxergava o limite do amor fraternal. Esse é só um dos núcleos do enredo. Ainda há Domingas, representação da "escravidão moderna", consequência do que foi feito aos povos originários do Amazonas, e seu bastardo, narrador misterioso, que vai deixando inúmeras pistas, mas só se revela completamente no final. Fora toda a descrição, do desenvolvimento ao abondono, de Manaus, que carregou tantas promessas que não vingaram.
Enfim, primeiro livro que li do Milton Hatoum, melhor leitura do ano até agora. 🌿

[SERÁ QUE UM DIA TERMINAREI AS RESENHAS DO ANO PASSADO?]Oi, gente, tudo bem? Li O Duque e Eu ano passado por causa do hy...
23/02/2021

[SERÁ QUE UM DIA TERMINAREI AS RESENHAS DO ANO PASSADO?]

Oi, gente, tudo bem? Li O Duque e Eu ano passado por causa do hype para a série e também porque estava procurando algo bem leve. Foi uma leitura bem agradável, a escrita da Julia Quinn é bem envolvente, mas, para mim, faltou um "algo a mais".
Daphne é uma moça da alta sociedade que, apesar de espirituosa, não consegue atrair grandes pretendentes, eles só a veem como amiga. Sua sorte muda ao conhecer o duque de Hastings: eles começam a fingir um cortejo para que a) ela ganhe mais atenção do homens ao seu redor, b) ele se livre das mães das jovens senhoritas solteiras à procura de um bom casamento. Em certo momento, os sentimentos começam a ficar confusos e eles não sabem mais o quanto disso tudo é apenas fingimento.
Depois que eu li, soube que esse é o livro menos bem quisto da série. Não sei se por causa de uma cena 100% desnecessária, que pode ser considerada um abuso, e que não faria diferença nenhuma no rumo da estória, ou se porque os outros são realmente melhores, ainda não os li. No geral, gostei bastante. Li super rápido (pro meu ritmo) e fiquei muuuito entretida. Achei a Daphne uma personagem um pouco inconsistente e isso me incomodou um pouco, mas não o suficiente pra desgostar do resultado.
Enfim, se você gosta de romance romântico de época, enjoy! ✨💕

Oi, gente, tudo bem?Há poucos dias falei aqui sobre ressaca literária e como ler um conto bem água com açúcar me ajudou ...
23/01/2021

Oi, gente, tudo bem?
Há poucos dias falei aqui sobre ressaca literária e como ler um conto bem água com açúcar me ajudou a achar a motivação que me faltava kkkk. A autora tem vários trabalhos disponíveis na Amazon, então resolvi insistir na ideia. Comecei esse livro em dezembro, mas só terminei agora em janeiro. Bem, se aquele foi um clichê que eu amei, aqui nós temos exatamente o que pode ser "o problema das estórias óbvias demais": elas precisam ser muito boas para dar certo. Pode parecer muito fácil sentar e reescrever um plot que já foi escrito milhares e milhares de vezes, mas é exatamente esse o ponto, conseguir trabalhar o enredo de uma maneira que não seja clichê até demais.

Aqui, conhecemos a estória de Élodie e Kyllian. Eles se conhecem ainda crianças, brigam, juram se odiar para o resto da vida, mas no final... vocês já sabem. Como deixar uma estória assim envolvente? Você precisa ter uma ideia muito clara do que você quer fazer e do que você quer colocar no enredo. Algumas coisas me incomodaram bastante, como insinuar que o cara é gay a fim de provocá-lo e desmoralizá-lo. Já deu, sabe?! Certas coisas não precisam se reforçadas.

Enfim, ainda tenho vontade de conhecer os trabalhos mais longos da autora, mas esse aqui não amei. Ainda assim, vale a leitura para passar o tempo. :)

[SOBRE RESSACA LITERÁRIA E O DIREITO DE SER BREGA]2020 foi meu pior ano de leitura. Além do combo muitos afazeres + ansi...
11/01/2021

[SOBRE RESSACA LITERÁRIA E O DIREITO DE SER BREGA]

2020 foi meu pior ano de leitura. Além do combo muitos afazeres + ansiedade, senti como se não conseguisse me conectar a nenhuma leitura. E foi aí que eu errei. Tentei dar continuidade ao que eu tinha acumulado, mas eu sabia que a única coisa que ia resolver era um chic lit bem fofo, curto e brega.
DE MANEIRA NENHUMA quero desmerecer o trabalho da autora ao usar a palavra brega aqui, ser brega é TUDO, e estórias de amor são bregas, gente, não tem o que fazer hahaha.
E foi aí que achei esse conto no . Ele só tem 66 páginas e usa a "fórmula mágica" do plot mais famoso do mundo: o cara que é apaixonado pela garota, mas ela gosta de outro, porém precisa de um favor desse primeiro, tudo se esculhamba e vira uma confusão, etc. Isso quer dizer que é ruim? NÃO! Às vezes é tudo que a gente precisa.
Uma coisa engraçada é que a autora é nacional, mas a estória não se passa no Brasil, e, obviamente, os personagens não têm nomes brasileiros. Isso foi algo que me ajudou muito, pois eu acho muito esquisito ler chick lit com nomes brasileiros, não sei o porquê, acho que por se assemelhar tanto a um estilo de escrita que eu associo muito à literatura estrangeira, automaticamente. Ah, mas isso só acontece com esse gênero específico, que esquisito, né 🤔?!
Enfim, já falei aqui mil vezes (e eu mesma nunca aprendi): pra curar ressaca literária, você tem que saber o que funciona pra você e não adianta tentar fugir disso. Eu sempre escolho um livro da Marian Keyes ou Sophie Kinsella, mas dessa vez arrisquei com outra autora e foi só sucesso. 🦋💛

[NEM TODO ROMANCE É ROMÂNTICO]Eu já perdi as contas de quantas vezes vi alguém por aqui dizer que não gosta de ler roman...
31/12/2020

[NEM TODO ROMANCE É ROMÂNTICO]

Eu já perdi as contas de quantas vezes vi alguém por aqui dizer que não gosta de ler romances, mas lê majoritariamente... ROMANCES! 😂😂😂

O romance é uma narrativa longa, sem forma específica (porém com traços em comum) e que não precisa de uma história de amor como base. Ele proporciona um panorama maior sobre o tempo e o lugar, ou seja, há geralmente alguma introdução/apresentação, possui núcleos de personagens diversos - com características mais aprofundadas - e desenvolve uma estória complexa.
Um ótimo exemplo é a tetralogia napolitana, da Elena Ferrante. É possível acompanhar a "formação" das personagens, todas as etapas e tranformações de Lila e Lenu, suas escolhas e as devidas consequências. Há estórias de amor? Sim, elas permeiam os mais diversos núcleos de personagens, mas não são, nem de longe, o principal.
Há também os romances policiais, por exemplo. Neles, talvez você não encontre uma graminha de afeto no enredo, mas ele continua fazendo parte do GÊNERO.

É isso. Já que eu não vou fazer retrospectiva, porque li quase nada esse ano, e não faço metas literárias, é do jeito que der hahaha, esse é o post de fim de ano. :) Boas festas e um ano novo com a picadinha da vacina no braço. ✨🎉

@ Fortaleza, Ceará

“SE ELE É AQUELE QUE SE ESCONDE, EU SEREI AQUELE QUE PROCURA.”Oi, gente, tudo bem? Tô tentando colocar em dia as resenha...
29/12/2020

“SE ELE É AQUELE QUE SE ESCONDE, EU SEREI AQUELE QUE PROCURA.”

Oi, gente, tudo bem? Tô tentando colocar em dia as resenhas dos livros lidos, mas provavelmente vou entrar 2021 com o pé em 2020. 😂

Enfim tomei coragem para ler O médico e o monstro, um clássico muito conhecido e que muita gente, mesmo que nunca tenha lido, sabe mais ou menos do que se trata. Apesar de ser um romance gótico, minha maior lembrança de contato com a obra é em contextos marcados por contos de fadas. Estranho, né?! hahaha

Bem, em uma noite estranha e maldita, Dr. Jekyll traz ao mundo uma fórmula capaz de extrair a dualidade da existência humana, mas será que é possível criar alguém que seja apenas bom ou mal? Será possível extinguir por completo um desses lados? Não sei, o que sei é que o sr. Utterson achou deveras estranho que uma pessoa tão refinada como o Dr. Jekyll decidisse deixar todo o seu patrimônio para o sr. Hyde, um homem de feições e gestos grosseiros e assustadoramente bizarro.

É bem interessante a construção do personagem Hyde, um homem classificado como "coisa" por ter um aspecto tão grotesco, selvagem e horripilante que tornava impossível criar para ele uma definição exata. Sem falar no nome dele, que br**ca com a sonoridade do verbo "to hide" (esconder), visto que ele se movimenta sempre em horários inoportunos e algumas vezes parece desaparecer.

Por preocupação e amizade - e principalmente porque um crime acontece no meio dessa estória - o sr. Utterson se vê na obrigação de investigar o que está havendo com o amigo, que tem se tornado cada vez mais recluso.

Bom, eu achei que por já saber de muitas coisas relacionadas ao livro não iria gostar, porém foi uma leitura que me prendeu muito, apesar de a achar, em certos capítulos, um pouco cansativa, até fui surpreendida com o final. Fazendo jus à classificação "romance gótico", não é uma obra super assustadora, mas sim que pende mais para o jogo psicológico e toda aquela aura de maldição e acontecimentos sobrenaturais.

Gostei, mas não é meu tipo de livro favorito, então não vou dizer que tô aqui morrendo de vontade de conhecer as outras obras do autor, me desculpe. 😬 Ainda assim, é claro, indico a leitura! 👻

“SE ELE É AQUELE QUE SE ESCONDE, EU SEREI AQUELE QUE PROCURA.”Oi, gente, tudo bem? Tô tentando colocar em dia as resenha...
29/12/2020

“SE ELE É AQUELE QUE SE ESCONDE, EU SEREI AQUELE QUE PROCURA.”

Oi, gente, tudo bem? Tô tentando colocar em dia as resenhas dos livros lidos, mas provavelmente vou entrar 2021 com o pé em 2020. 😂

Enfim tomei coragem para ler O médico e o monstro, um clássico muito conhecido e que muita gente, mesmo que nunca tenha lido, sabe mais ou menos do que se trata. Apesar de ser um romance gótico, minha maior lembrança de contato com a obra é em contextos marcados por contos de fadas. Estranho, né?! hahaha

Bem, em uma noite estranha e maldita, Dr. Jekyll traz ao mundo uma fórmula capaz de extrair a dualidade da existência humana, mas será que é possível criar alguém que seja apenas bom ou mal? Será possível extinguir por completo um desses lados? Não sei, o que sei é que o sr. Utterson achou deveras estranho que uma pessoa tão refinada como o Dr. Jekyll decidisse deixar todo o seu patrimônio para o sr. Hyde, um homem de feições e gestos grosseiros e assustadoramente bizarro.

É bem interessante a construção do personagem Hyde, um homem classificado como "coisa" por ter um aspecto tão grotesco, selvagem e horripilante que tornava impossível criar para ele uma definição exata. Sem falar no nome dele, que br**ca com a sonoridade do verbo "to hide" (esconder), visto que ele se movimenta sempre em horários inoportunos e algumas vezes parece desaparecer.

Por preocupação e amizade - e principalmente porque um crime acontece no meio dessa estória - o sr. Utterson se vê na obrigação de investigar o que está havendo com o amigo, que tem se tornado cada vez mais recluso.

Bom, eu achei que por já saber de muitas coisas relacionadas ao livro não iria gostar, porém foi uma leitura que me prendeu muito, apesar de a achar, em certos capítulos, um pouco cansativa. Fui surpreendida com o final! Fazendo jus à classificação "romance gótico", não é uma obra super assustadora, mas sim que pende mais para o jogo psicológico e toda aquela aura de maldição e acontecimentos sobrenaturais.

Gostei, mas não é meu tipo de livro favorito, então não vou dizer que tô aqui morrendo de vontade de conhecer as outras obras do autor, me desculpe. 😬 Ainda assim, é claro, indico a leitura! 👻

Happy birthday to the coolest girl ever!"The person, be it gentleman or lady, who has not pleasure in a good novel, must...
16/12/2020

Happy birthday to the coolest girl ever!

"The person, be it gentleman or lady, who has not pleasure in a good novel, must be intolerably stupid."

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Fortaleza, CE

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