Museu Do Ceará

Museu Do Ceará O Museu do Ceará é a mais antiga instituição museológica oficial do Estado, criada por decreto em 1932.

Dando continuidade à série  , apresentamos este registro fotográfico de Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como...
03/06/2026

Dando continuidade à série , apresentamos este registro fotográfico de Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, uma das figuras mais emblemáticas e controversas da história do Nordeste brasileiro.

A fotografia em preto e branco foi realizada durante a invasão e o saque à cidade de Limoeiro do Norte, no Ceará, episódio que evidencia a presença e a atuação do grupo cangaceiro em território cearense. Nascido no atual município de Serra Talhada, em Pernambuco, Lampião tornou-se líder de um dos mais conhecidos bandos do cangaço, fenômeno social que marcou profundamente a história do sertão nordestino nas primeiras décadas do século XX.

Sua trajetória foi cercada por conflitos, disputas familiares, narrativas de coragem e episódios de violência, alimentando um imaginário que permanece vivo na memória popular. Ao lado de Maria Bonita e de seus companheiros, percorreu diversos estados do Nordeste, tornando-se personagem central de histórias, lendas e estudos sobre a região.

Mais do que retratar um indivíduo, esta fotografia nos convida a refletir sobre as complexidades do cangaço, suas relações com as desigualdades sociais, os conflitos no sertão e as múltiplas interpretações construídas em torno de um dos personagens mais marcantes da história brasileira.

Fique atento ao nosso funcionamento especial e venha nos visitar!
01/06/2026

Fique atento ao nosso funcionamento especial e venha nos visitar!

Ontem, realizamos nossa atividade na 24ª Semana Nacional de Museus, evento nacional promovido pelo Instituto Brasileiro ...
23/05/2026

Ontem, realizamos nossa atividade na 24ª Semana Nacional de Museus, evento nacional promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 😊

Na ocasião, convidamos a artista visual Arth3mis, o prof. Antônio Luiz Macedo (História-UFC) e o pesquisador Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez) para refletirem sobre o papel dos museus e dos espaços de memória na história de nossa capital, que este ano completou 300 anos. A mediação ficou por conta do historiador Weber Porfirio (Museu do Ceará)

Foi um momento enriquecedor de compartilhamento de experiências, trajetórias e questionamentos sobre a importância dos museus na contemporaneidade. 🙌🏼

Desde já, agradecemos a presença dos palestrantes e do público presente.😉

Como parte da programação da 24ª Semana Nacional de Museus, o Museu do Ceará realiza a roda de conversa “O papel dos mus...
21/05/2026

Como parte da programação da 24ª Semana Nacional de Museus, o Museu do Ceará realiza a roda de conversa “O papel dos museus e dos espaços de memória para a História de Fortaleza”, no dia 22 de maio, às 14h, no Anexo Bode Ioiô (Rua Major Facundo, 584 – Centro).

A atividade propõe uma reflexão sobre o processo de formação de Fortaleza e a importância dos museus e espaços de memória na preservação das histórias e patrimônios da cidade.

Participam da conversa o professor Antonio Luiz Macedo e Silva Filho, o pesquisador e memorialista Nirez (Miguel Ângelo de Azevedo) e a artista visual e gestora cultural arth3mis, trazendo diferentes experiências e olhares sobre memória, cidade e preservação.

Esperamos vocês!

Dando continuidade à série  , apresentamos a Figura de Proa da Barca Laura II, peça que atravessa o tempo como testemunh...
20/05/2026

Dando continuidade à série , apresentamos a Figura de Proa da Barca Laura II, peça que atravessa o tempo como testemunho de uma das mais marcantes histórias ligadas à escravidão no Ceará.

Esculpida em madeira policromada, a figura ornamentava a embarcação que partiu do Maranhão com destino a Pernambuco. Durante a viagem, a barca tornou-se cenário de um motim de escravizados na costa cearense, episódio que resultou na morte da tripulação. Após atracarem na praia do Iguape, os envolvidos foram presos e levados a julgamento em Fortaleza, evidenciando as violências, tensões e resistências que marcaram a experiência da escravidão no Brasil.

Mais do que um elemento decorativo de embarcação, esta peça carrega memórias de travessias, conflitos e das lutas de pessoas submetidas ao sistema escravista, permitindo refletir sobre histórias que, por muito tempo, foram silenciadas.

14/05/2026

🐐 BEEEEEEH, avisa que ele tá voltando!

🚴 O Bó di Bike 2026 já tem data marcada e vem aí pra ocupar as ruas de Fortaleza com muita cultura, história e diversão!

✨No dia 17 de maio, vamos juntos para a 4ª edição desse circuito gratuito e coletivo, celebrando os 300 anos de Fortaleza e os 60 anos da Secult Ceará, passeando pelos espaços culturais que fazem parte da nossa memória e identidade.

🚲Serão mais de 7 km de percurso, muita diversão, encontros, patrimônios, arte e a companhia ilustre do nosso querido Bode Iôiô!

🗓️ Então já se apruma, chama tua galera e marca na agenda: 17 de maio é dia de Bó di Bike!

O Museu do Ceará manifesta profundo pesar pelo falecimento do historiador e pesquisador Hilário Ferreira.Militante do mo...
09/05/2026

O Museu do Ceará manifesta profundo pesar pelo falecimento do historiador e pesquisador Hilário Ferreira.

Militante do movimento negro e doutorando em História pela Universidade Federal do Ceará, Hilário dedicou sua trajetória à valorização, preservação e difusão da memória da população negra no Ceará, contribuindo de maneira significativa para a pesquisa histórica e para o fortalecimento das lutas por memória, justiça e representatividade.

Ao longo de sua trajetória, participou de diversas atividades realizadas no Museu do Ceará, espaço que também acolheu reuniões do grupo Fortaleza Negra, fortalecendo diálogos, reflexões e ações em defesa da memória e da história da população negra cearense.

Sua atuação deixa um legado importante para a historiografia cearense, para os movimentos sociais e para todos aqueles comprometidos com a construção de uma sociedade mais consciente de sua própria história.

Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos, colegas e toda a comunidade acadêmica e cultural.

Museu do Ceará

Dando continuidade à nossa série  , apresentamos um objeto que ecoa um dos episódios mais marcantes da história do Brasi...
06/05/2026

Dando continuidade à nossa série , apresentamos um objeto que ecoa um dos episódios mais marcantes da história do Brasil: um berrante feito de chifre de boi, utilizado por Antônio Conselheiro no Arraial de Canudos.

Mais do que um simples instrumento, o berrante era um chamado, às preces, à reunião e, em momentos decisivos, à resistência. Seu som atravessava o sertão baiano, reunindo homens e mulheres que viam em Conselheiro uma liderança espiritual e social em meio às adversidades.

Nascido em Quixeramobim, no Ceará, Antônio Conselheiro construiu uma trajetória que o levou a reunir milhares de seguidores às margens do Rio Vaza-Barris, no interior da Bahia. Esse movimento daria origem à Guerra de Canudos, um dos conflitos mais emblemáticos do período republicano.

Cercado por tensões políticas, religiosas e sociais, o arraial foi alvo de sucessivas expedições militares. Após resistirem bravamente às três primeiras investidas, os sertanejos foram derrotados na quarta, em um desfecho trágico que marcou profundamente a história nacional.

Este objeto, hoje preservado no acervo do Museu do Ceará, nos convida a refletir sobre fé, resistência e os múltiplos significados que atravessam a memória do sertão.

O Livro de Prata e a Mobília, mais do que representarem o dia da Abolição no Ceará, constituem elementos importantes par...
29/04/2026

O Livro de Prata e a Mobília, mais do que representarem o dia da Abolição no Ceará, constituem elementos importantes para a reflexão acerca da trajetória, da presença e da ausência desses e de outros objetos ao longo do tempo. Por que, em geral, não encontramos, nos museus, objetos que apresentem a história da população negra no Ceará para além da escravidão e da abolição? Por que a memória de tantos negros que lutaram por sua liberdade não foi preservada nem incorporada às exposições?

Embora a data seja relevante, mais do que a simples “comemoração”, impõe-se a reflexão, tanto sobre o passado quanto sobre o presente, a respeito do que, de fato, significou a abolição da população negra no Ceará. Nesse sentido, cabe indagar: o que ocorreu com o contingente de negros libertos em 26 de março de 1884? Sem acesso à terra, à moradia ou a qualquer forma de apoio que os inserisse na sociedade — já profundamente marcada por desigualdades sociais e raciais —, quais foram as consequências dessa condição?

Por fim, é pertinente questionar em que medida esse processo produziu impactos duradouros nas condições de vida da população negra no Ceará e no Brasil.

Iniciando nossa série de postagens  , apresentamos dois itens que integram a trajetória de um dos maiores poetas da hist...
22/04/2026

Iniciando nossa série de postagens , apresentamos dois itens que integram a trajetória de um dos maiores poetas da história cearense: Patativa do Assaré.

“As relações entre Patativa do Assaré e a política passam pela compreensão da síntese que ele realizou entre o trabalho manual e o intelectual, superando a velha dicotomia que tanto inquietou filósofos e cientistas sociais. É interessante notar como ele se refere ao campo como o espaço privilegiado para o seu fazer poético. Recolhido ao seu roçado, longe das conversas — que evitava durante o trabalho —, Patativa se concentrava na preparação do solo para o cultivo e na transformação, em versos, das imagens que se formavam em sua mente, matéria-prima de uma poética marcadamente social.”
(CARVALHO, 2002, p. 46)

Mais do que um poeta, Patativa do Assaré construiu uma obra profundamente conectada à vida no sertão, às experiências do povo e às questões sociais de seu tempo.

Endereço

Rua São Paulo, 51/CEP-60. 030-100 (sede Oficial, Fechada Para Restauro). Sede Temporária: Anexo Bode Ioiô/Rua Major Facundo, N. 584, Praça Do Ferreira, Centro
Fortaleza, CE
60025-100

Horário de Funcionamento

Terça-feira 08:30 - 17:00
Quarta-feira 08:30 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00
Sábado 09:00 - 17:00

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