Organização Resistência Libertária

Organização Resistência Libertária Organização Política Anarquista Apresentação da ORL - http://resistencialibertaria.org/index.php?option=com_content&view=article&id=53&Itemid=53

"Somos uma organização específica de anarquistas, resultante da livre vontade de indivíduos de unir e coordenar seus esforços de forma horizontal e autônoma, pautados na liberdade e na responsabilidade individual e coletiva, no apoio mútuo e na democracia direta, com a disposição de militar socialmente, visando contribuir para a construção de experiências de organização e de lutas sociais com perspectiva anti-capitalista."

:. NOTA DE APOIO ÀS PROFESSORAS/ES E ESTUDANTES ANTIFASCISTAS DA UECE No dia 10.06.2021 professores, professoras e estud...
23/06/2021

:. NOTA DE APOIO ÀS PROFESSORAS/ES E ESTUDANTES ANTIFASCISTAS DA UECE

No dia 10.06.2021 professores, professoras e estudantes da UECE foram intimados pela polícia federal para depor sob a acusação de “práticas antifascistas” no ano de 2018.

Não nos surpreende a criminalização de lutadores e lutadoras do povo pelo poder repressor do estado policial de ajuste que foi forjado no seio do governo PT com a lei de segurança nacional, operações no Haiti e em favelas brasileiras, estando agora sob o comando do governo Bolsonaro e do germe do fascismo que cresce a cada dia nas escolas e universidades pelo Brasil, arrancando direitos e livre-expressão dos e das de baixo, direitos conseguidos por aqueles e aquelas que vieram antes de nós e pelos quais passaram décadas lutando.

Por outro lado, nos dá esperança que contra o fascismo cresce a força do povo organizado em luta e nas ruas, força da qual esses aguerridos e aguerridas professores, professoras e estudantes da uece são parte latente, vibrante, em movimento.

Reafirmamos que ser antifascista é dever de cada lutador e lutadora nesses tempos obscuros que estamos vivendo. Colocar o antifascismo como crime escancara as intenções autoritárias do estado policial desse período histórico que estamos vivendo.

Expressamos nossa total solidariedade e, por saber que solidariedade é mais que palavra escrita, nos colocamos de mãos dadas e punhos erguidos para enfrentar com vocês esse Estado que nos oprime e criminaliza.

Fortaleza, 23.06.2021.
Organização Resistência Libertária (CAB)

12 anos de Organização Resistência Libertária [ORL/CAB]"Nesse período, com muito esforço e dedicação fortalecemos nossa ...
08/12/2020

12 anos de Organização Resistência Libertária [ORL/CAB]

"Nesse período, com muito esforço e dedicação fortalecemos nossa convicção ideológica pelo anarquismo especifista e a luta do nosso povo pobre e oprimido. Nesses doze anos atuamos modestamente na luta do nosso povo construindo desde baixo a resistência daqueles e daquelas que o estado policial de ajuste corta na própria pele, que lutam de forma autônoma e com independência de classe nos bairros e vielas da periferia, nos territórios de povos tradicionais, nas escolas e universidades precarizadas, nos sindicatos e nas organizações de trabalhadores(as) terceirizados(as) e desempregados(as), no cárcere, nos espaços autoorganizados de mulheres, povo preto e população lgbtqi+.

Nesse momento de celebração reafirmamos nosso compromisso com o anarquismo organizado e especifista no Ceará e com a luta do nosso povo. Fazemos doze anos em tempos de avanço do fascismo e de neoliberalismo no nosso país, numa conjuntura ofensiva contra nós e nosso povo, mas nem por isso nos ajoelharemos. Desde nossos locais de trabalho, estudo e moradia, no campo e na cidade, estaremos ao lado daqueles que lutam desde baixo para mais um período de resistência."

Leia a carta completa no site: resistencialibertaria.org

Entramos na etapa no segundo turno nas eleições municipais em algumas capitais brasileiras, inclusive Fortaleza. A prime...
26/11/2020

Entramos na etapa no segundo turno nas eleições municipais em algumas capitais brasileiras, inclusive Fortaleza. A primeira etapa demonstrou uma caída importante na capacidade da extrema direita comandada por Bolsonaro em gerar vitórias nas urnas, e reativa em setores da esquerda eleitoral a confiança nas instituições da democracia burguesa.

Porém, é necessário dizer: não acreditamos que o processo de desestabilização do país que envolveu um golpe de estado amparado em um malabarismo jurídico que gerou um Estado de maior elasticidade em suas leis para que as classes dominantes possam ter ataques ainda mais duros contra o povo sem empecilhos legais ou constitucionais; o assassinato político de Mariele Franco que também vitimou Douglas; e uma eleição presidencial que se construiu em cima de mentiras e na censura ao antifascismo se resolvam num evento previsto na agenda do Estado.

Reconstruir o tecido social através dos movimentos populares seja no bairro, no trabalho ou nos locais de estudo, é uma tarefa longa e difícil que não exige apenas fazer campanhas de dois em dois anos. Ainda que a mais difícil, esta é principal tarefa.

Pela nossa convicção ideológica anarquista e coerência estratégica, não participamos do processo eleitoral. Nós, anarquistas, votamos nas lutas do nosso povo. Votamos na periferia organizada, nos territórios de povos tradicionais ocupados, nos sindicatos e locais de estudo em luta.

Aos companheiros e companheiras que decidiram votar: que as urnas não substituam as lutas

Leia completo em: http://resistencialibertaria.org/2020/11/26/tempos-de-eleicoes-tempos-de-luta/

FORTALEZA | Manifestação no Dia da Consciência Negra em Fortaleza termina com repressão e três pessoas detidasO dia 20 d...
26/11/2020

FORTALEZA | Manifestação no Dia da Consciência Negra em Fortaleza termina com repressão e três pessoas detidas

O dia 20 de novembro de 2020, data marcada no Brasil pelo Dia da Consciência Negra, foi um dia de luta e manifestações no país contra o racismo. Em Fortaleza, a Frente Estadual pelo Desencarceramento, reuniu familiares de pessoas encarceradas e militantes de direitos humanos em frente a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), com tambores e faixas que buscavam a encenação simbólica da “entrega do troféu tortura” para o Secretário, Mauro Albuquerque. O ato denunciava, especialmente, os relatos de tortura e de estupro nas unidades prisionais.

O dia 20 de novembro de 2020, data marcada no Brasil pelo Dia da Consciência Negra, foi um dia de

15/01/2020

NOTA EM SOLIDARIEDADE ÀS 200 FAMÍLIAS DO JARDIM DAS OLIVEIRAS DE
ARAQUARI (SC)

Nós, militância do Coletivo Anarquista Bandeira Negra CABN, integrante da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB), viemos através desta nota, firmar o apoio ao trabalho de organização da resistência popular das 200 famílias do Jardim Das Oliveiras, que há mais de 10 anos ocupam, constroem suas casas e, agora, estão vendo os de cima proibirem o povo pobre e trabalhador sonhar com um teto sobre um lote.

Nos últimas semanas fomos informados sobre a possibilidade de desocupação das 200 famílias pelo Estado, inclusive fazendo uso dos seus cães de guardas, o poder judiciário e policial que atenda as demandas da classe dominante.

Na última décadas, temos acompanhado o terrível interesse por lucros de grandes empresas e políticos locais que, com falsos discursos de trazer o "desenvolvimento econômico", fazem das terras fruto de lucros para uns poucos, destroem as riquezas naturais da localidade, violentam os povos indígenas e massacram a classe trabalhadora que migra na busca de trabalho, educação, moradia, saúde, transporte e lazer.

Qual é o medo dos poderosos com a permanência das 200 famílias, entre elas 245 crianças e adolescentes, na região central da cidade de Araquari?

O medo é da organização das e dos de baixos, nesse cenário as 200 famílias do Jardim das Oliveiras, poderá abrir janelas para construir outras formas de resistências frente toda a exploração que Araquari vem sofrendo nas mãos da classe política e econômica local e internacional.

Por isso, entendemos que, mesmo com a pouca força que possamos ter frente aos poderosos, estamos somando forças nos ato de solidariedade aos homens, as mulheres de todas as idades, crianças e adolescentes da ocupação.

MORAR É UM DIREITO! TODO APOIO À OCUPAÇÃO JARDIM DAS OLIVEIRAS!

15/01/2020

TOD☀S REPRIMEN – Repudiamos el envío de 3000 gendarmes a la provincia de Santa Fe y el protocolo de gatillo fácil:
En el día de hoy se dio a conocer la decisión de los gobiernos provincial y nacional de enviar 3000 gendarmes a la Provincia de Santa Fe. Bajo el argumento de la guerra al narcotráfico y la excusa de frenar la escalada de crímenes violentos se llenará una vez más nuestra provincia, y nuestra ciudad especialmente, de efectivos de esa fuerza de seguridad. En plena continuidad con las políticas ejecutadas desde el Ministerio de Seguridad por Patricia Bullrich, el actual gobierno nacional y provincial privilegian medidas represivas que apuntan a la militarización y que se inscriben en las formas de dominio neoliberal, destinadas al control social de la población.
Además, en nuestra Provincia en el marco de tironeos y negociaciones con las cúpulas policiales, el actual Jefe de Policía de la Provincia ha dispuesto por resolución autorizar a los efectivos portar su armar reglamentaria con “una bala en la recámara”, poniendo fin a una reglamentación que lo prohibía desde el año 1998. Una política de gatillo fácil institucionalizada en sintonía con los nuevos vientos “bolsonaristas” que recorren la región.
Ningún posibilismo, y ninguna acrobacia discursiva pueden disfrazar estas medidas: son simple y llanamente represión, que afectará como siempre a las barriadas pobres y en especial a la juventud de ellas.
Desde el anarquismo políticamente organizado proponemos enfrentar estas medidas desde la lucha y la organización popular, teniendo claro que solo una sociedad socialista y libertaria puede poner fin a la violencia capitalista, así lo expresaba Malatesta “…Se cambian las leyes penales, se reforma la policía y la magistratura, se modifican los sistemas carcelarios... y la delincuencia continúa y resiste a todas las tentativas de destruirla o atenuarla. Y esto es cierto para el pasado y el presente, y creemos que lo será también en el porvenir, si no se cambia radicalmente el concepto que se tiene del delito y no se suprimen todos los organismos que viven de la búsqueda y la represión de la delincuencia”.
Federación Anarquista de Rosario

28/12/2019

Esta é a cartilha para impressão que montamos, com a mais recente análise de conjuntura sobre as lutas na América Latina, Caribe e parte do Oriente Médio. O texto, disponível neste link - https://anarquismo.noblogs.org/?p=1211 -, é assinado por Coordenação Anarquista Brasileira - CAB, Federación Anarquista de Rosario (ARG), Organización Anarquista de Córdoba (ARG), Vía Libre Grupo Libertario (COL) e Federación Anarquista uruguaya - FAU.

Segue a versão em pdf para impressão:https://anarquismosp.files.wordpress.com/2019/12/conjuntura-amlat.pdf

A reprodução e o compartilhamento do material são livres!

28/12/2019

🏴 CONTRA A FOME, O DESEMPREGO E A VIDA CARA E VIOLENTA PARA OS POBRES 🏴
Leia em: http://bit.ly/2ltMsl3

16/12/2019

Posición FAR -ante el cambio de Gobierno – Diciembre 2019

Avanzar por la conquista de nuestras reivindicaciones con independencia de clase y hacia el socialismo libertario.

Concluido el gobierno de Macri, en nuestro país finalizan 4 años de grandes agresiones hacia los sectores populares, pero también de grandes resistencias y alianzas que, a pesar de la fragmentación social, han marcado un límite al programa del gobierno saliente y a las políticas auspiciadas por los imperialismos.
Los resultados de este proceso están a la vista: mayor pobreza, desocupación, indigencia, retroceso y recortes en derechos sociales, altísima inflación, tarifas de servicios públicos dolarizadas, deuda externa en la espalda del pueblo, crecimiento de un discurso fascista, ra***ta y machista estimulado desde las más altas esferas del poder político, aumento de la represión y retroceso en materia de DDHH, etc.
No es casual entonces que exista por abajo, y sobre todo en amplios sectores organizados y en lucha, una gran sensación de alivio con la salida de este gobierno y en algunos una expectativa en relación al entrante.
En este marco se ha montado una gran construcción discursiva y retórica que acompaña esta nueva construcción política. Una imagen cuidada llena de gestualidad y simbolismo. Componen este frente una mezcla entre la misma clase política que 18 años atrás era ampliamente rechazada por los sectores populares junto con nuevas caras surgidas de la “rosca” y la alianza por arriba de los aparatos políticos vinculados al PJ; todas hoy bautizadas en el mito de la derrota electoral al macrismo. Más allá de este renacer, difícilmente pueda esperarse una renovación en caudillos reaccionarios como: Manzur, Perotti, Schiaretti, Duhalde, Menem, Insfrán, Felipe Sola, Massa, entre otros.
Desde el contraste con la gestión anterior, el nuevo relato refuerza todo aquello que en lo simbólico, cultural, e ideológico lo distingue de las formas más rancias del neoliberalismo. Es así que en este momento político, desde la óptica de una construcción institucional -dentro del sistema capitalista- no hay posibilidad de formulación que esté a la izquierda del Frente de Todos.
Y aquí yace el quid de la cuestión y la gran victoria de la estatalidad: se ha puesto al Estado como el único espacio viable para la política, y al capitalismo como único horizonte posible para el devenir histórico. Desde esta concepción tan estrecha no es casualidad que pululen con fuerza en el cuerpo social ideas abiertamente fascistas, y de continuarse este esquema no debería sorprendernos si de aquí a 4 años se da una victoria de un gobierno incluso más reaccionario que el de Cambiemos, o que se manifiesten intentonas golpistas. Es así que ya se han empezado a escuchar algunas amenazas desde las patronales agrarias y las multinacionales agroexportadoras, que bien pueden ir orientadas en este sentido, y tampoco hay que perder de vista la alianza entre Patricia Bullrich y la Gendarmeria fruto de la impunidad ante la muerte de Santiago Maldonado.
El gran vencedor de este proceso ha sido el Estado como proyecto político de la clase dominante que une los lados de “la grieta” ante la evidencia de que por “primera vez un gobierno no peronista termina su mandato”.
¿Qué puede esperarse del nuevo gobierno?
Además de lo que venimos mencionando en referencia a lo simbólico e institucional, entendemos que el gobierno lanzará en lo económico medidas como los anunciados micro-créditos, y una política de estimulación del consumo que seguramente traerá alivio a los hogares más afectados por el brutal ajuste del macrismo, sin modificar de fondo la matriz económico-productiva del país. Se logrará obtener además algunas reivindicaciones gremiales como la paritaria nacional docente, que ha sido el fruto de varias puebladas y paros nacionales y buscará contener el conflicto sindical con el reciente decreto de doble indemnización por despidos para los próximos 180 días.
Se intentará cooptar al amplio movimiento feminista, y sus luchas, y canalizar por vía Ministerial algunas de sus reivindicaciones más sentidas. Es preciso recordar que el pronunciamiento favorable, con respecto a la despenalización del ab**to, que ha hecho el recientemente designado Ministro de Salud, es fruto de la lucha llevada adelante por las mujeres y disidencias, que sostiene este reclamo desde hace años y que recientemente han logrado instalarlo a nivel social.
En materia de DDHH mostrará una cara menos represiva, e intentará intervenir la AFI. Aunque seguramente con una agenda propia para su sector político, intervención que por otro lado queda a medio camino de la reivindicación histórica de los organismos de DDHH que piden su disolución por ser una institución heredera de las prácticas de la dictadura.
Pero detrás de esto se teje la política real, aquella en la que Alberto deja el traje de modesto docente de la UBA, para mostrar su cara de operador político pragmático formado en el Menemato. Esta política no es la que se anuncia con bombos y platillos sino la que se teje en la oscuridad, con la injerencia del FMI y los imperialismos. Así es de esperarse: la continuidad de la mega-mineria contaminante, el Fraking en Vaca Mu**ta, el monocultivo y la presencia en el gobierno de Bayer (ex Monsanto), la reforma laboral vía modificación de los convenios colectivos de trabajo, el pago de la deuda pública, el trabajo precario, etc.
Desde abajo independencia de clase siempre
Desde el anarquismo políticamente organizado venimos sosteniendo que la vía hacia el socialismo libertario es por la lucha revolucionaria, no hay posibilidad de transformación de la sociedad por los propios mecanismos del sistema e incluso hay poco margen para que se manifiesten reformas de importancia por la vía institucional.
Para el especifismo, el camino hacia una revolución es el de la organización popular, y la acción directa en las fábricas, en el campo, en los barrios y en los lugares de estudio, para ello el anarquismo debe estar organizado políticamente.
En la coyuntura que se viene debemos enfrentar esta nueva política de los de arriba desde la independencia de clase, para ello es clave que nuestros sindicatos y organizaciones estén al servicio de los intereses que deben representar y no sean condicionados por la clase política que en última instancia siempre opera en favor de los intereses de la clase dominante. Ya desde la transición política, el Kirchnerismo venía adelantando la posibilidad de un pacto social entre distintos sectores patronales, el movimiento obrero y las organizaciones sociales, con la anuencia de la Iglesia, quien se atribuye un lugar de mediador en este proceso, pero no es más que un operador más de la clase dominante. Un gran trabajo de cooptación política de las direcciones burocráticas de los sindicatos y las organizaciones sociales hace posible el pacto en esta coyuntura.
Así debemos luchar desde la bases en contra de cualquier pacto social que intente ocultar las diferencias de clase en pos de un supuesto “proyecto nacional” en el cual los trabajadores/as somos los convidados de piedra. Tenemos claro que no hay alianza posible con los patrones, las burocracias serviles, la clase política, la iglesia y los poderosos.
Sabemos también que el camino es largo, y difícil, pero nuestra historia demuestra que la inserción social en las luchas populares, sostenida en el tiempo, en el marco de un proyecto político libertario organizado, da frutos que verdaderamente habilitan la posibilidad de otra sociedad, una sin dominación, explotación, machismo, racismo, una sociedad libertaria.
¡POR LA CONSTRUCCIÓN DE UN PUEBLO FUERTE!
¡POR EL PODER POPULAR!
¡POR EL SOCIALISMO Y LA LIBERTAD!

16/12/2019

🏴 COMUNICADO DE RELANÇAMENTO DA CALA (COORDENAÇÃO ANARQUISTA LATINO-AMERICANA) 🏴

Dezembro de 2019

Após uma série de reuniões e instâncias, organizações anarquistas da América Latina decidiram relançar a Coordenação Anarquista Latino-Americana, no marco deste complexo contexto político e social que o nosso continente está vivendo. São tempos de efervescência em toda a América Latina. Tempos em que o povo está ganhando as ruas, resistindo e enfrentando o avanço brutal dos setores mais reacionários do continente e a presença ativa do imperialismo estadunidense em seus diferentes modos de intervir. As ruas do Chile, da Colômbia, do Haiti, de Porto Rico e do Equador estão sendo cenários de disputa cara a cara com a classe dominante, que tenta por todos os meios possíveis aprofundar um sistema de fome e precariedade, atacando as reivindicações mais importantes da classe oprimida. A isso temos que acrescentar a enorme resistência popular realizada contra o Golpe de Estado civil-militar na Bolívia, onde a violência ra***ta dos de cima está sendo combatida com trancamentos de via, manifestações e bloqueios. Nitidamente, como afirmamos desde sempre, as hesitações e especulações eleitoreiras da esquerda parlamentar perdem o sentido. Neste momento, as organizações políticas do anarquismo especifista não apenas reafirmam a necessidade de estarem organizadas e sintonizadas com o momento histórico, como apontávamos nas Jornadas Anarquistas de Porto Alegre no início deste ano:

“... Estamos convencidos e convencidas de que o Anarquismo deve ser operativo, ágil, estar sintonizado com as novas realidades sociais para enfrentar a crueldade que esse impiedoso sistema impõe aos e às de baixo. Mas para isso reiteramos que o Anarquismo deve se organizar politicamente. É a Organização Política que permite que as e os militantes processem as discussões e debates necessários, é ela que permite realizar as análises de conjuntura pertinentes, definir os planos de ação e de desenvolvimento, afinar a tática com precisão, mas também elaborar uma estratégia finalista e a adequação dessa estratégia para cada período de ação, para cada conjuntura...”

Entendemos que este contexto também requer que nos alimentemos de todos esses aspectos em função de posicionamentos firmes e de manifestações imediatas de solidariedade, bem como de maiores níveis de ação coordenada em todo o continente. Para isso, decidimos rearticular a CALA, expressão de coordenação que funcionou desde meados dos anos 90 até o final daquela década, entre organizações políticas anarquistas do Uruguai, do Brasil e da Argentina. Desde 2011 estamos fazendo esforços na direção de alcançar maiores níveis de articulação, expressos justamente nas Jornadas Anarquistas que têm ocorrido a cada dois anos, aproximando diferentes organizações da região e do mundo.

Entendemos que este é o momento de relançar a CALA como expressão dessa coordenação do conjunto de nossas forças, como expressão do Especifismo, como corrente histórica e com projeção do Anarquismo. Um Anarquismo Organizado Politicamente bem enraizado nos povos latino-americanos e neste tempo.

Ainda nesse sentido, nos propomos de maneira conjunta a tarefa de continuar desenvolvendo e aprofundando um trabalho teórico e de elaboração de elementos conceituais que nos permitam realizar análises da realidade o mais precisas possível, de modo a agir na conjuntura latino-americana conjuntamente. Nos propomos também a estabelecer orientações concretas para esse trabalho coordenado, bem como apontar para o fortalecimento e a consolidação de novas organizações no continente. A conjuntura exige caminhar sem pressa, mas sem pausa.

Nos parece que a CALA é uma ferramenta necessária na etapa que está começando na América Latina, de povos nas ruas resistindo ao modelo neoliberal, para articular nossa presença nesses acontecimentos e apresentar uma posição firme e nítida do Anarquismo Organizado. A etapa que está começando deve nos encontrar organizados e organizadas, articulados e articuladas da melhor maneira possível na região. Por isso convidamos outras organizações a ir construindo esse caminho em conjunto.

Pela construção de Poder Popular!!!
Pelo socialismo e a liberdade!!!

Coordenação Anarquista Latino-Americana (CALA)

fAu – federação Anarquista uruguaia
CAB – Coordenação Anarquista Brasileira
FAR – Federação Anarquista de Rosario

Endereço

Fortaleza, CE

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