14/06/2022
AS CONSEQUÊNCIAS DO ASSÉDIO MORAL NA SAÚDE DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os sintomas podem ser psicopatológicos, psicossomáticos ou comportamentais como ansiedade, depressão (incluindo apatia, insônia, pensamento introvertido, problemas de concentração, humor depressivo, perda de interesse por coisas ou situações que antes lhe despertavam, introversão, insegurança, falta de iniciativa, melancolia, pesadelos etc.), mudanças de humor e irritabilidade.
Os sintomas físicos se apresentam na forma de hipertensão arterial, ataques de asma brônquica, úlceras estomacais, enxaqueca, perda de equilíbrio, labirintite, torcicolos, lumbagos, queda de cabelo (alopecia), dores musculares e/ou articulares de origem tensional, e estresse.
Finalmente, os sintomas comportamentais se traduzem em reações agressivas (consigo mesmo ou com outras pessoas do convívio social), transtornos alimentares, aumento no consumo de álcool e/ou dr**as, aumento do tabagismo, disfunção sexual e isolamento social.
A depressão e o transtorno do estresse pós-traumático e a ansiedade generalizada são as doenças psiquiátricas mais frequentemente diagnosticadas em pacientes que sofreram assédio moral, segundo a OMS. A OMS ainda assinala que há também o chamado 'transtorno adaptativo', que consiste em uma condição psiquiátrica decorrente de uma resposta individual a estressores, juntamente com algumas mudanças sociais na vida do indivíduo afetado. Os sintomas são sinais de aflição e incapacidade para trabalhar ou desempenhar outras atividades.
Diante de todo esse quadro pressupõe-se, à primeira vista, que se trata de uma empresa capitalista. Mas não! O Sintec denuncia o assédio moral dentro de sindicato, uma organização que tem por gênese a defesa e proteção do trabalhador.
No ambiente laboral, uma sindicatária filiada aos Sintec, que mantém sua identidade em sigilo para sua própria integridade, rompe o silêncio e fala sobre os abusos sofridos pelo algoz. “A diretoria do sindicato age como verdadeiros patrões capitalistas no tocante ao tratamento com os funcionários, sem ao menos lembrar da solidariedade de classe”, relata.
Na certeza de que os associados ao Sintec nunca estarão sós, lutamos todos os dias contra essas práticas e abusos dos empregadores.
Imagem: crtr08.org.br