05/05/2026
memória de DEZ anos do falecimento em 04/05/2016 às 18h17min, aos 82 anos, em São Paulo, de Waldemar Rossi, líder operário cristão. Nasceu em 17/08/1933 na cidade de Sertãozinho, no interior de São Paulo. No início de sua vida profissional como operário, conheceu a Juventude Operária Católica (JOC), que lhe introduziu um novo conceito de classe trabalhadora e as noções de dominação e exploração na qual se baseiam o sistema capitalista. Aos 27 anos de idade, deixou sua cidade natal e mudou-se para São Paulo ao lado de sua esposa e, também militante, Maria Célia Vieira Rossi e começou a trabalhar em uma metalúrgica, a fim de instalar-se no eixo central do desenvolvimento econômico brasileiro para desenvolver sua luta. Waldemar ampliou sua rede de contatos e avançou em sua militância, aderindo a outras organizações de esquerda ligadas ao operariado e à Igreja Católica, com destaque para a Pastoral Operária (PO) e a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo (OSM-SP). Em 1967 encabeçou uma a "Chapa Verde" em oposição aos interventores que estavam a serviço dos militares no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Em 1972 pela segunda vez Waldemar Rossi forma chapa e disputa a direção do sindicato. Durante a década de 1970 atuou na organização de comissões de fábrica clandestinas. Na década de 1980 participou ativamente da construção da CUT e do Movimento de Oposição Sindical Metalúrgica, construirá também o PT. Ao longo de sua trajetória como operário passou por 18 fábricas em São Paulo. Waldemar era Coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo, membro da Pastoral Fé e Compromisso Social da Região Episcopal Belém (SP), metalúrgico aposentado e militante histórico da classe operária brasileira. Em sua trajetória, trabalhou em mais de uma dezena de fábricas, desde a participação na JOC (Juventude Operária Católica), nos anos de 1960, participando ativamente na organização dos trabalhadores para a resistência e superação da ditadura militar, pelo movimento sindical, e membro da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo. Em 1974, Waldemar foi preso por 4 meses e oito dias e, sofreu torturas no DEOPS/SP, em ação paramilitar que visou atacar diretamente a Pa