Um encontro de dois rios, São Bento e Mãe Luzia, deram origem ao nome de Forquilhinha, por formarem uma forca. A natureza generosa atraiu as gerações que hoje povoam esta bela cidade do Sul do Estado de Santa Catarina. Historicamente, o nome Forquilhinha é o diminutivo de forquilha, primeiro nome da cidade denominado pelos caboclos que já viviam na região.
A vinda dos imigrantes germânicos iniciou-se em 1912, entretanto é necessário registrar que já havia ocupação humana antes da chegada destes primeiros colonos. Anteriormente, havia ocupação de açorianos e italianos além da presença dos “bugres” (índios). Estes deixaram vestígios, registrados pela nossa história e que não podem ser esquecidos. Muitas ‘picadas’ e ‘sangas’ foram demarcadas por estes grupos humanos.
Conhecida como a mais germânica do Sul de Santa Catarina esta charmosa cidade foi colonizada por descendentes de imigrantes vindos em sua maioria dos Estados de Rheinland Pfalz, região do rio Mosel, e de Nordrhein-Westfalen, da atual Alemanha, chegando no porto do Desterro em 1829 (hoje Florianópolis). Por volta de 1870, os filhos destes imigrantes deixaram suas moradias no Rio Cubatão e fixaram residência na região de São Martinho.
Nos primeiros anos do século XX, informados de que as terras da planície do Araranguá eram férteis, um grupo de homens da região do rio Capivari resolveu conhecer essas terras. Neste grupo encontravam-se João José Back, Henrique Berkenbrock, Germano Berkenbrock, Germano Boeing e Felipe Arns. Eles chegaram à região do rio Mãe Luzia, hoje Forquilhinha através de picadas em meio aos capoeirais. Em 1912, chegaram Gabriel Arns, Geraldo Westrup e João José Back com os filhos Geraldo e Adolfo. Entre 1915 e 1917, chegavam às famílias de Davi e Joaquim Junkes, Bernardo, Antônio e Josef Eyng, Nicolau e João Preis, Eduardo e Francisco Hoepers, Jorge Steiner entre outros.
Em 1919, iniciou-se a construção da igreja católica, obra terminada em 1921. No ano de 1935, chegaram da Alemanha as Irmãs Escolares de Nossa Senhora, para trabalhar na escola que mais tarde funcionou também como internato. Nessa época Forquilhinha já possuía grande número de famílias, uma pequena escola e uma capela. Com o trabalho de todos, foi crescendo até transformar-se em distrito de Criciúma, em 1959. Em 1975, começou-se a pensar no seu desligamento de Criciúma. A Assembléia Legislativa aprovou o projeto e o governador sancionou a lei. EM 26 DE ABRIL DE 1989, COM A LEI N° 7587, FOI CRIADO O MUNICÍPIO DE FORQUILHINHA.
Com a emancipação, foi realizada a primeira eleição para prefeito em novembro de 1989. Em 1º de janeiro de 1990 foi instalado solenemente o município de Forquilhinha. O município já teve 7 legislaturas, com os seguintes prefeitos e vices: 1ª Vanderlei Luiz Ricken e vice Nelson Da Soler; 2ª Nelson Da Soler e vice Valberto Arns; 3ª Vanderlei Luiz Ricken e vice Paulo Hoepers; 4ª Paulo Hoepers e vice Valberto Arns, 5ª Paulo Hoepers e vice José Cláudio Gonçalves, 6ª Vanderlei Alexandre e vice Felix Hobold, 7ª Vanderlei Alexandre e vice José Ricardo Junkes e a atual, Dimas Kammer e vice Felix Hobold.
SAIBA MAIS
A cidade de Forquilhinha está situada às margens do rio Mãe Luzia, na planície sul do Estado de Santa Catarina, na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), a 220 quilômetros de Florianópolis. Faz divisa ao norte com Nova Veneza e Criciúma, ao sul com Maracajá, ao leste novamente com Criciúma e ao oeste com Meleiro. É em Forquilhinha que se encontra o Aeroporto Regional Diomício Freitas.
O Transporte Coletivo Municipal teve sua implantação em 5 de dezembro de 2005, e atende vários bairros do município. São eles: Cidade Alta, Santa Líbera, Santa Cruz, Ouro Negro, Nova York, Vila Franca, Saturno, Vila Lurdes, Santa Ana, Santa Isabel, Santa Clara, Clarissas e os respectivos loteamentos de cada bairro, além do Centro, Sanga do Engenho, Sanga do Café, Santa Terezinha, São Pedro, Taquara e Barra da Sanga.
Economia
A Economia de Forquilhinha é baseada na indústria metal-mecânica, agroindústria, agricultura e comércio. Forquilhinha é o maior produtor de arroz da Região Sul. A agricultura é altamente mecanizada com terrenos de alta produtividade.
Na cidade há empresas de indústrias de produtos alimentícios, indústrias de produtos minerais não metálicos, indústrias químicas, metalúrgicas, indústrias de vestuário, calçados e artefatos de tecido e indústrias voltadas a outras atividades. Destaca-se ainda a Cooperativa de Distribuição de Energia Elétrica (COOPERA). Forquilhinha é um dos municípios que mais cresce na região da AMREC.
Parque Ecológico São Francisco de Assis
A preservação ambiental é prioridade em Forquilhinha, que foi a primeira cidade a instalar um parque ecológico, graças a um convênio assinado com o Japão. Com 80.000 m², o Parque Ecológico Municipal tem 5 hectares totalmente cobertos por Mata Atlântica. No parque pode-se encontrar diversos atrativos entre eles: um horto florestal, área esportiva, lagos, quiosques com churrasqueira, trilhas ecológicas, a praça do centenário, o monumento a São Francisco de Assis com cerca de cinco metros de altura, no parque são comercializadas mudas de plantas. Essas, são vendidas por valores simbólicos.
Praça do Centenário de Colonização Germânica
Em comemoração ao centenário de colonização germânica, a administração municipal de Forquilhinha inaugurou em 2012, a Praça do Centenário. Pensada para humanizar ainda mais os espaços públicos a praça foi construída anexa ao Parque Ecológico São Francisco de Assis. Possui um lago com deck de acesso com pedalinhos. Há caminhos no entorno do lago, estacionamento, iluminação, chafariz e academia popular.
No local há um mosaico em alusão ao Centenário, além de uma placa com homenagens para cada uma das 30 famílias germânicas pioneiras na colonização de Forquilhinha.
São elas:
Arns, Backes, Back, Beckhaüser, Berkembrok, Boeing, Borget, Eyng, Fritzen, Heerdt, Hobold, Horr, Hoepers, Junkes, Kammer, Kestering, Külkamp, Kürtz, Loch, Michels, Nuernberg, Preis, Ricken, Schneider, Sehnem, Semmler, Steiner, Tiscoski, Warmiling e Westrup.
Heimatfest - Festa das Origens
A Heimatfest, Festa das Origens, realizada a cada dois anos, sempre em anos ímpares é sucesso desde a primeira edição, e hoje coloca Forquilhinha no calendário de festas de outubro do estado de Santa Catarina. A Heimatfest homenageia as etnias colonizadoras do município, como a alemã, italiana, japonesa, negra, polonesa e portuguesa. A festa reúne gastronomia típica, música, shows de bandas locais, regionais e nacionais, folclore, danças típicas, chope, barracas alternativas, gincanas e muito mais. Tudo numa descontração caracterizada pelo encontro sadio do povo forquilhinhense com visitantes de todo Brasil.
A Heimatfest está na alma do povo de Forquilhinha e vai muito além do prazer de uma bebida gelada. Tradições foram resgatadas e são preservadas através de diversas atividades que a diferenciam das demais festas. Uma delas é o desfile histórico-cultural, um verdadeiro renascimento, onde se evidenciam os grupos folclóricos, grupos de dança, as diversas etnias e as cenas da colonização.
Casa Mãe Helena, sede da Pastoral da Criança.
A Casa Mãe Helena, Centro Regional de Treinamento da Pastoral da Criança em Forquilhinha, foi inaugurada no dia 17 de abril de 2004, com a presença de diversas autoridades, entre elas, a doutora Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança.
A Casa Mãe Helena recebeu este nome em homenagem a mãe da Dra. Zilda, que junto com a irmã Zélia doou parte do terreno para a construção da casa. A sede tem 1,3 mil metros quadrados, refeitório, auditório, salas de apoio, cozinha industrial e 11 apartamentos para hospedagem. O centro atende os 25 municípios que pertencem a Diocese de Criciúma, e foi o primeiro deste tipo em Santa Catarina.
Rua João José Back
Esta maravilhosa rua de arcos embelezados com as flores Buganvília leva o nome de um dos primeiros colonizadores de Forquilhinha, João José Back, família descendentes dos imigrantes provenientes da região de Briedel, Alemanha. João José Back casado com Isabela Westrup adquiriram as primeiras terras onde mais tarde fixaram residência.
Um dos principais acessos da comunidade na época que ligava a antiga Ponte de Ferro, a Av.. 25 de Julho com a antiga igreja gótica que existia no seu caminho, a casa das Irmãs Escolares e a antiga escola, hoje o Colégio Sagrada Família.
Forquilhinhenses ilustres
· Zilda Arns - A fundadora da Pastoral da Criança.
· Dom Frei Paulo Evaristo Cardeal Arns - Cardeal Arcebispo-Emérito Cardeal de São Paulo.
· Dom Frei Leonardo Ulrich Steiner - Bispo-Auxiliar de Brasília.
DADOS GERAIS
Superfície: 184 quilômetros quadrados
População: 26.368 habitantes
Urbana: 79.3%
Rural: 20.7%
Densidade demográfica: 143,3 habitantes por quilômetros quadrados
Voltagem elétrica: 220 w
Malha viária
O município de Forquilhinha tem 46% da sua malha viária urbana pavimentada.
Transporte