20/02/2020
RELATO DE PARTO Parte 4
Eu ainda permanecia muito lúcida, conseguia perceber tudo que acontecia a minha volta, consegui enviar a mensagem por volta de 07:08 da manhã, ate eu não consigo acreditar quando lembro. Eu estava muito focada no que eu queria, mas depois de um tempo me desliguei por completo.
As contrações ja estavam vindo bem doloridas e eu só queria ficar agaixada ali, não passou em momento nenhum caminhar, ou ir para o chuveiro, foi tudo muito rápido também. Acho que foram poucas contrações antes de sentir os puxos involuntários (periodo expulsivo).
Quando veio uma contração muito forte e meus joelhos também já estavam doendo por ficar agaixada, tava ficando dificil permanecer naquela posição. Isso foi mais ou menos umas 7:20 da manhã, então subi em cima da cama e ficar de quatro apoios. Nesse momento a Vanessa chegou. Eu simplesmente olhei pra ela e falei: JÁ CHEGA! Já tinha chegado ao meu limite. As lágrimas rolavam pelo meu rosto, a posição que eu estava já não tava mais confortável e aumentava a dor que eu sentia. De repente, eu senti vontade de fazer força e dei gemido alto. Então enfermeiras vieram correndo pra ver como eu estava, quando me avaliaram, já estava com 9 cm de dilataçao.
Após o toque a bolsa se rompeu e foi água para todo lado, os puxos ficaram mais fortes, era incontrolável. Buscaram a cadeira de rodas as pressas e correram comigo pra sala de parto. Eu lembro que no caminho até lá eu só sabia que queria deixar a minha mão ali no canal da va**na, eu queria muito sentir ela quando estivesse nascendo.
Quando chegamos lá, queriam que eu deitasse, mas eu não conseguia me levantar e sinceramente, era a posição que eu menos queria. Pra falar a verdade, eu desejava muito ter usado a banheira ou pelo menos o chuveiro, mas não deu tempo de fazer nada e naquele momento nao conseguia pensar em mais nada.
Continua no próximo post...
Fotografia:
@ Hospital Sofia Feldman