Desde 1950 o Movimento Estudantil da Agronomia organizava-se com os/as estudantes de veterinária na União dos Estudantes de Agronomia e Veterinária do Brasil (UEAVB). Em 1955, criou-se o Diretório Central dos Estudantes de Agronomia do Brasil (DCEAB), o qual entrou na clandestinidade durante a ditadura militar, devido à promulgação do Ato Institucional Nº 5 (AI – 5). No ano de 1972, realizou-se o
15º Congresso Nacional dos Estudantes de Agronomia (CONEA) em Santa Maria – RS, onde fundou-se a Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB). Desde sua fundação, a FEAB foi protagonista de diversas iniciativas como o fim da Lei do Boi que oferecia cota para filhos de fazendeiros nas universidades; o desenvolvimento e consolidação do Currículo Mínimo Nacional; e a criação do Receituário Agronômico. A estrutura da FEAB é composta por uma Coordenação Nacional, 8 Coordenações Regionais, Comissão Organizadora (organiza o CONEA) e os Núcleos de Trabalho Permanentes, os quais são regidos pelas seguintes bandeiras: Juventude, cultura, valores, raça e etnia; Gênero e sexualidade; Relações internacionais; Comunicação e finanças; Movimentos sociais populares; Movimento estudantil da agronomia; Movimento estudantil geral; Ciência e tecnologia; Agroecologia; Formação profissional; e Educação. As principais atividades realizadas pela FEAB são o CONEA (instância máxima de decisões, com atividades formativas e construção coletiva das políticas de atuação da federação); Encontro Regional de Estudantes de Agronomia (EREA) e Encontro Regional de Agroecologia (ERA), nos quais são debatidas as bandeiras da FEAB; Estágio Interdisciplinar de Vivência (EIV), que proporciona uma relação entre estudantes e sociedade, em contato com a realidade agrária. A FEAB atua dentro de suas bandeiras, em defesa dos/as estudantes de Agronomia, de uma agricultura de base agroecológica e tem como objetivo a construção de uma nova Sociedade, onde a Universidade esteja a favor do povo.