A história dessa gente é como a de muitos outros produtores rurais brasileiros que antes de encontrarem uma atividade que os permitissem viver dignamente da agricultura, podendo se dar por abençoados quando conseguem encontrar, passaram por muitas dificuldades e por vários ramos na atividade rural. Assim, os produtores rurais de Dona Euzébia antes de se dedicarem obstinadamente ao ramo de produção de mudas cítricas, frutíferas, ornamentais e florestais de tal forma que conseguiram se colocar em 1º lugar no estado de Minas Gerais e em 2º no País passaram por vários ramos de produção na agricultura. Hoje, Dona Euzébia é conhecida em todo o Brasil, devido à coragem destemida dos conterrâneos caminhoneiros, que transportam o verde das mudas cítricas, frutíferas e ornamentais para todos os rincões do País, levando para os lugares por onde passam, um pedacinho da terra de Dona Euzébia, em cada muda que vedem.
O início do povoado se deu em 1928, o Município de Dona Euzébia recebeu este nome, em homenagem à Dona Euzébia de Souza Lima, benemérita da comunidade.
Anteriormente o território de Dona Euzébia, pertencia ao Município de Astolfo Dutra, posteriormente Porto de Santo Antônio, como distrito de Cataguases.
O Povoado agrupou-se em torno da Igreja Nossa Senhora das Dores. Um outro fator que contribuiu para o desenvolvimento foi a passagem da estrada de ferro Leopoldina.
Como parte integrante do município de Cataguases, o povoado de Dona Euzébia, foi elevado a Distrito pela Lei 843 de 07 de Setembro de 1923, quando passou a denominar-se Astolfo Dutra. Manteve esse nome durante curto período, pois, em 1938 pelo decreto Lei 148, de 17 de dezembro, voltou ao nome primitivo. Por esse mesmo ato, passou a integrar o então criado Município de Astolfo Dutra, anteriormente Porto de Santo Antônio.
A autonomia Municipal foi assegurada, em 30 de dezembro de 1962, através da Lei 2.764, e seu território desmembrado do Município de Astolfo Dutra.
O município de Dona Euzébia localiza-se na Zona da Mata, fazendo parte da microrregião Mata de Cataguases (201 segundos classif**ação do IBGE), Estado de Minas Gerais. Sua Altitude média é de 220 metros, correspondendo à região das várzeas. As altitudes máximas localizam-se a extremo sudoeste, onde o relevo tende a tornar-se mais rigoroso com a declividade mais acentuada. Sua posição é marcada pela coordenadas de 21º 18` 59“lat. S e 42º 48`38“long. W Gr.
DIVISÃO TERRITORIAL
Os municípios limítrofes são: Itamarati de Minas, Astolfo Dutra, Guidoval, Rodeiro e Cataguases. O Município de Dona Euzébia é constituído pelo distrito de São Manoel do Guaiaçú e destacando os seguintes povoados: Serra da Onça/Cruzeiro, Prainha, Xopotó, São Roberto, Campo Lindo, Sertão, Córrego Alegre, Pedra Branca e Fonte Hélio’s.
*O município está subordinado à Comarca de Cataguases
Localização:
Região II – ZONA DA MATA MINEIRA
Área:
70,231 km² [2016]
Densidade demográf**a: 85,45 hab/km² [2010]
Receitas realizadas: 7.432 R$ (×1000) [2008]
Despesas realizadas: 7.655 R$ (×1000) [2008]
Gentílico: euzebense
Rios:
O rio principal é o Rio Pomba, no sentido W-E, recebendo as águas do Rio Xopotó (N-S), córrego Santa Cruz (N-S) e Ribeirão do Lambari (S-N). A densidade da drenagem é média tornando-se mais densa na porção central do município, onde já está ligada a bacia do Rio Novo, que corre na direção SW-NE.
População estimada: 6.527 pessoas [2017]
Índice de desenvolvimento humano municipal (IDHM): 0,701 [2010]
PIB per capita: 10.152,58 R$ [2015]
Sistema Educacional
A rede escolar é composta de uma escola particular e duas escolas públicas.
A rede de Ensino do Município é constituída pelas seguintes escolas.
Nome da Escola – Natureza do Ensino – N° de Alunos Urbana
Escola Municipal Francisco Ribeiro dos Santos – Ensino Fundamental
Escola Municipal Tertuliano Dias Moreira – Ensino Fundamental
Escolinha Lápis de Cor – Educação Infantil
Escola Estadual Domiciano Esteves – Ensino Fundamental e Ensino Médio
Escola Estadual Corina Vieira Henriques – Ensino Fundamental
* Fonte: Secretaria Municipal de Educação
Padroeira:
Nossa Senhora das Dores – 15 de setembro
Eventos Tradicionais:
Festa de São João (junho) – Festa de São Pedro (julho) – Dia da Padroeira (setembro) – Festas Folclóricas – Carnaval – Aniversário de Emancipação Pública – Festa à Fantasia – 7 de Setembro
Lazer:
Quadra Poliesportiva – Associação Recreativa Xopotó – Centro Cultural e Artístico
Pontos Turísticos:
Estação Ferroviária – Igreja Nossa Senhora das Dores – Ponte de Ferro – Fazenda do Funil – Cachoeira do Funil – Fruticulturas e Floriculturas Artesanais – Estância Hidromineral Fonte Hélios
Templos Religiosos:
Igreja Católica (Apostólica Romana) – Igreja Assembléia de Deus – Congregação Cristã do Brasil – Igreja do Evangelho Quadrangular
Acomodações:
Hotel Dona Euzébia – Pousada Pedra Branca
Instituições Financeiras:
01 – Itaú
02 – Sicoob
03 – Bradesco – 04 – Banco do Brasil -(Banco Postal)
INFORMAÇÕES HISTÓRICAS E CURIOSIDADES SOBRE SUA FUNDAÇÃO:
Signif**ado da bandeira/brasão do Município:
Coroa – a Altitude de Dona Euzébia
Coração – a bondade
A faixa branca – o rio que corta a cidade
O verde – a pastagem e a cultura
Os ramos – o café e o fumo
Ao lado o coração com o nome da homenageada: Euzébia de Souza Lima (Dona Euzébia)
O nome da cidade:
É uma homenagem à Sra. Euzébia de Souza Lima, benemérita do lugar, esposa do Sr. José Lima que morava na cidade de Conselheiro Lafaiete. Ficando viúva vendeu suas propriedades em Lafaiete e comprou as terras onde no passado estava localizada a antiga Fazenda Dona Euzébia, acompanhando o seu filho Dr. Leopoldo de Souza Lima, engenheiro responsável pela construção da Estrada de Ferro Leopoldina S/A.
A ponte que liga os dois lados da cidade:
A cidade oferece uma ponte de cimento construída pelo Estado. Antes existia uma ponte de madeira, mas a madeira estragou e a enchente acabou por levá-la, conseguiram em 1940 recursos para a construção de outra ponte, agora de cimento, mas muito pouco resistente, e com o tempo também foi cedendo e acabou por cair. Durante o intervalo de 1 ano foi construída, uma balsa para transportarem pessoas, caminhões, carros, etc para o outro lado da cidade. A balsa acabou f**ando precária, afundou com a enchente matando 3 pessoas, só assim foi acelerada a construção da ponte atual, no ano de 1943.
Estação Ferroviária:
A estação trouxe muitos benefícios à cidade. As mercadorias como material de construção, e outras eram despachadas de Dona Euzébia sempre no horário de 8 horas da manhã e assim foi por muitos anos. Também havia o trem de passageiros, com os nomes de Expresso e Misto, para o Rio de Janeiro e Ubá. Ela foi desativada posteriormente devido aos transportes mais baratos que surgiram e de fácil acesso. Atualmente o prédio é patrimônio histórico e cultural, onde está localizada a Praça Augusto Mendes e onde funciona o Centro Cultural Adelina de Assis, Biblioteca Municipal e Telecentro comunitário. O local foi reformado em 2017 e tem um espaço dedicado a eventos de lazer, como Forró da Melhor Idade, palestras e esportivos como aulas de ginástica e jiu-jitsu.
Avenida Antônio Esteves Ribeiro
A avenida foi urbanizada em 1977, com seus passeios medindo 60 cm de largura e 2 metros de altura. No centro da Avenida haviam postes de ferro com lâmpadas de mercúrio. Como a Avenida não suportava mais estes postes de ferro, eles foram substituídos pelos atuais. Ela também era arborizada por árvores centenárias que posteriormente foram substituídas por arvores de menor porte. Com a construção da estação, foram construídas outras residências com o apogeu do café, a propriedade de alguns fazendeiros. Pouco tempo depois surgiu a 1ª casa comercial, pertencente ao Sr. Bertoldo Balbino. É valido lembrar que a casa Mendes, de propriedade do Sr. Augusto Mendes, muito contribuiu para o comércio, bem como a Padaria Mineira, que já pertenceu a quatro gerações da família Vicentini.
Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores
Edif**ada na Avenida Antônio Esteves Ribeiro, a mesma foi construída no ano de 1954, pois a Igreja f**ava situada no bairro Bela Vista, local de difícil acesso, principalmente nos dias de chuva. Por esse motivo surgiu a idéia da construção de uma nova matriz, pois a cidade estava crescendo e sua população aumentando.A comissão comprou então aquele terreno onde está localizado atualmente a nova matriz.