14/03/2018
Stephen William Hawking, além de ser um dos cientistas mais consagrados da atualidade, foi um exemplo de determinação, perseverança e resiliência.
Aos 21 anos, Hawking foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa do sistema nervoso, que enfraquece os músculos e afeta as funções físicas. Os médicos deram a ele apenas alguns anos de vida, mas Hawking desafiou sua deficiência, encontrou maneiras alternativas de se comunicar, e viveu até os 76 anos.
“Minhas esperanças foram reduzidas a zero quando tinha 21 anos. Tudo o que aconteceu desde então é apenas um bônus”, disse Hawking ao New York Times.
A doença o privou progressivamente da mobilidade e o confinou a uma cadeira de rodas, quase completamente paralisado e incapaz de falar, exceto através de um sintetizador vocal.
“Eu vivi cinco décadas mais do que os médicos haviam predito. Tentei fazer bom uso do meu tempo”, declarou em 2013. “Porque todo o dia pode ser o último, tenho o desejo de aproveitar ao máximo cada minuto”, explicou.
Apesar de sua deficiência, o cientista fez inúmeras descobertas sobre os segredos do Universo.
“Minha deficiência não tem sido uma limitação importante para minha pesquisa no meu campo, que é a física teórica”, afirmou. “Ela me ajudou de certa forma, me afastando de palestras e todo o trabalho administrativo que eu deveria ter feito de outra forma”.
Hoje, o mundo da ciência está de luto. Stephen Hawking foi uma mente brilhante e extraordinária, um dos maiores cientistas de sua geração. Seu legado certamente será perpetuado por muito anos através do tempo e espaço.
“Primeiro, lembrem-se de olhar para as estrelas lá no alto e não para seus pés lá embaixo. Dois, nunca desistam do seu trabalho. O trabalho lhe dá sentido e propósito, e a vida é vazia sem isso. Três, se você for afortunado a ponto de encontrar amor, lembre-se de que ele está ali e nunca o jogue fora.” - Stephen Hawking