12/02/2015
Alimentação complementar (6 a 12 meses)
FONTE: FALANDO DE INTRODUÇÃO ALIMENTAR
Simone de Carvalho
Adaptado por Dr. Moises Chencinski
Após a manutenção do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, ou mesmo que isso não tenha sido possível por alguma questão (trabalho, final do leite, doenças, cirurgias, etc.), chegou a hora de oferecer à criança outros tipos de alimentos que complementem as suas necessidades para um crescimento saudável: a ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR. E nessa hora é visível a dificuldade e o desconforto dos pais, com muitas dúvidas, sobre o que pode ou não pode ser feito.
Ela tem esse nome porque até um ano de idade a criança é considerada lactente, ou seja, tem como sua alimentação fundamenta o LEITE, de preferência o LEITE MATERNO, que pode ser estendido até 2 anos de idade ou mais. Até os 6 meses, a criança está em desenvolvimento de seu paladar, de seu sistema digestório e tem no aleitamento materno o seu melhor caminho e, apenas a partir daí passa a ser natural mudar texturas, sabores e formas de alimentação.
Assim, a partir do 6º mês costumamos introduzir as frutas (papas doces sem adição de açúcar ou mel) de preferência em purês ou, assim que possível, em pedaços e não em forma de sucos. Evitar, inicialmente, kiwi e morango por serem frutas mais alergênicas. Uma vez que a criança se habitue ao doce (mais fácil e mais natural), podemos iniciar as refeições (melhor não chamar de papa salgada por estarmos evitando o uso de sal de adição, prevenindo quadros renais e de hipertensão). De forma geral, eu costumo fazer essa iniciação aos 7 meses, antecipando apenas de acordo com a necessidade de cada caso.
É importante que a mamãe tenha uma alimentação saudável e variada e equilibrada, pois a criança amamentada sente esses sabores através do LEITE MATERNO. Dessa forma, quando for oferecido um alimento novo na refeição, o fato de o bebê já ter sentido esse sabor enquanto estava em aleitamento materno pode facilitar e favorecer a aceitação.
A refeição em família, assim que a criança esteja em condições de sentar com todos já à mesa, compartilhando esse momento com os adultos (pais, avós e outros cuidadores), deve ser instituído para que ela veja os alimentos, perceba a rotina alimentar da família e tenha esse hábito adquirido desde cedo. A hora da refeição em família deve ser preservada como um momento fundamental para estabelecer e conservar o vínculo, tão importante nos nossos dias.