Casa Gomm

Casa Gomm Discuta o futuro desta jóia da arquitetura de Curitiba, tombada pelo patrimônio histórico estadual.

"Mansão da família Gomm, importante linhagem inglesa da elite do Batel. A casa foi descaracterizada e transferida de lug...
02/02/2014

"Mansão da família Gomm, importante linhagem inglesa da elite do Batel. A casa foi descaracterizada e transferida de lugar para dar lugar a mais um mega-shop­ping. Foto da década de 1940" - Texto e Foto: Cid Destefani.

Foto: Circulando por Curitiba (2010)
02/02/2014

Foto: Circulando por Curitiba (2010)

FOTOS E TEXTO: Blog Circulando por Curitiba
13 DE DEZEMBRO DE 2010

Em 1906, após se casar com Isabel Withers, Harry Gomm compra na região do Batel um terreno de 20.000m². No mesmo ano, contrata a Brazilian Lumber Company, com serraria em Três Barras, que projeta e constrói para a família Gomm uma residência seguindo a tendência arquitetônica das construções existentes na região da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. A “Casa do Batel”, como é conhecida, é toda construída em pinho Araucária, com paredes duplas, sendo a maior casa de madeira de que se tem conhecimento na cidade de Curitiba. Em dezembro de 1946, um incêndio destruiu parte da residência que foi imediatamente restaurada, respeitando o projeto arquitetônico original. Nas décadas de 50 e 60, a “Casa do Batel” viveu seu apogeu transformando-se em sede da Embaixada Inglesa local e sendo palco de recepções e festas.

Hoje tombada pela Coordenadoria do Patrimonio Cultural e propriedade do Governo do Estado, até muito recentemente, a Casa Gomm era utilizada como uma das sedes da EMBAP (Escola de Música e Belas Artes do Paraná). No momento porém, encontra-se fechada para, segundo fui informado, uma grande reforma que a transformará num museu.

Como as fotos que fiz mostram apenas parcialmente essa impressionante casa (fotografei como pude por cima do muro e através de uma grade), vou tentar tão logo seja possível, uma autorização para visitar o local e fazer todas as fotos que gostaria e possivelmente, postar aqui na série Casas de Madeira de Curitiba.

A Casa Gomm f**a na Avenida do Batel, 1829 (as fotos fiz a partir da Bruno Filgueira, quase esquina com a Carmelo Rangel).

FOTOS E TEXTO: Blog Circulando por Curitiba8 DE JULHO DE 2013Ontem, 07/07/2013, uma série de eventos coincidiram diante ...
02/02/2014

FOTOS E TEXTO: Blog Circulando por Curitiba
8 DE JULHO DE 2013

Ontem, 07/07/2013, uma série de eventos coincidiram diante dos portões fechados da Casa Gomm. A partir das 09:30 começaram a chegar o pessoal do Croquis Urbanos, o pessoal das Caminhadas Observacionais, o pessoal da Freguesia do Livro, o pessoal do 2º Piquenique dos Sabiás no Bosque Gomm, de forma extraordinária depois de 85 anos, a 2ª Festa das Sombrinhas de Curitiba e porque não mencionar, o blog Circulando por Curitiba, marcando presença diante da histórica Casa Gomm e seu bosque (que é tombado pelo patrimonio histórico estadual) em contraste com o mais novo templo do luxo em Curitiba.
No fabuloso bosque, onde até o Clube das Violetas (do qual fez parte a mais famosa Miss Paraná, Didi Caillet) fez delicadas performances, em destaque f**ava implantada a Casa Gomm, a MAIOR casa em madeira que Curitiba já teve. A casa, não sei precisar quando, foi deslocada para o limite do terreno para abrir espaço para o novo shopping. Não sei se a implantação do shopping fez diminuir o bosque, mas o fato é que nos recentes noticiários vimos que a prefeitura autorizou (ou determinou) que várias árvores do bosque fossem derrubadas, para que uma rua fosse aberta para dar vazão ao inferno de carros que certamente será presenteado aos que moram ou passam pela região.
A primeira imagem mostra bem o tamanho do drama! A Casa Gomm foi empurrada quase que para fora do seu terreno e o shopping quase que faz o mesmo com o bosque!
Creio que se não fosse pela imprensa, moradores e cidadãos que não aceitam que seu patrimônio seja tratado como algo que possa ser riscado do mapa em favor de furiosos empreendimentos milionários, o Bosque da Casa Gomm já teria sido ainda mais invadido pela "modernidade".
Esse post será apenas o primeiro de uma série que farei com as fotos que fiz no local.
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Finalmente consegui acompanhar, pelo menos por um tempo, o pessoal do Croquis Urbanos - Curitiba, que todo domingo reúnem-se em algum ponto de Curitiba e desenham/pintam o tema escolhido.
Essa é a décima-nona semana deles e pelo que ouvi do Fabiano, quando chegarem na semana 52, um belo projeto pode acontecer (exposição, livro). Vou torcer para que aconteça!
Foram tantos os croquiseiros que dividirei as fotos em dois posts.
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Para esse post reservei as fotos que conseguem mostrar um pouco do que foi produzido pelos croquiseiros ao observarem a Casa Gomm. Belíssimos trabalhos foram feitos, como podem observar. Como não pude f**ar até o final, não registrei a finalização de muitos trabalhos, mas não faltarão outras oportunidades para acompanhar o trabalho desse grupo sensacional.
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Já tentei em duas oportunidades obter uma autorização de acesso à Casa Gomm junto à Secretaria de Estado da Cultura, mas não fui feliz. Gostaria muito de registrar a Casa Gomm com mais detalhes, algo que da rua f**a limitado. Soube que o pessoal que esteve no evento do último domingo tentou muito conseguir que o portão fosse aberto, mas também não lograram êxito.
Uma pena, já que todos temos apenas o desejo de que a casa e o bosque sejam preservados.

FOTOS E TEXTO: Blog Circulando por Curitiba20 DE JULHO DE 2013A Casa Gomm está incrivelmente bem cuidada como se a famíl...
02/02/2014

FOTOS E TEXTO: Blog Circulando por Curitiba

20 DE JULHO DE 2013

A Casa Gomm está incrivelmente bem cuidada como se a família lá ainda morasse. Tudo na casa é fabuloso: o piso, as janelas, as paredes e a grande quantidade de lareiras que se espalham por toda casa. Há detalhes, como uma espécie de roda-teto floral no quarto do casal, que será revelado numa futura ação de restauro.
A casa é de fato gigantesca e há tantos quartos, salas e escadas, que me fez f**ar confuso lá dentro. A equipe do patrimônio histórico ocupou a casa há uma semana e tudo ainda parece um pouco improvisado.
Tive a oportunidade de ver um projeto de 1.998 (quando o governador do Paraná era Jaime Lerner e o prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi) no qual um hotel e um centro de convenções ocupavam o terreno, só que nesse projeto, a Casa Gomm mantinha sua posição original e o bosque mantinha-se intocado. De qualquer forma, podemos facilmente concluir que a ocupação do terreno é uma intenção antiga que calhou de acontecer somente agora. O gigantesco valor comercial desse terreno é a explicação.
Pelo que soube, com a aprovação do projeto para construção do Shopping, a casa foi doada ao estado, incluindo uma outra de um terreno ao lado. Certamente a condição foi o translado da casa para a borda do terreno e o confinamento do bosque. Não sei se o bosque foi doado ao município, algo que está sendo questionado, mas que não foi confirmado ainda.
Havia um projeto para que as ruas Hermes Fontes e Alameda D. Pedro II se juntassem numa linha reta, o que deceparia uma enorme área do bosque (que assim como a casa, é tombado pelo estado). O projeto atual do prolongamento da Hermes Fontes pretende contornar a localização atual da casa e supostamente evitando o bosque. Vamos ver!
Agradeço à Secretaria de Cultura pelo acesso à casa e ao Cristiano (estagiário de história da secretaria) pela gentileza em me acompanhar pela casa, atrapalhando um pouco a rotina do pessoal.

FOTOS E TEXTO: Blog Circulando por Curitiba19 DE JULHO DE 2013Recebi um e-mail de uma funcionária da Secretaria de Estad...
02/02/2014

FOTOS E TEXTO: Blog Circulando por Curitiba
19 DE JULHO DE 2013

Recebi um e-mail de uma funcionária da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, informando que a Casa Gomm estaria aberta ao público das 09h00 as 18h00 desde o dia 06/07 e que se eu ainda desejasse fazer algumas fotos, seria bem-vindo. Sem pestanejar, à Casa Gomm fui novamente e dessa vez, o portão estava aberto (o menorzinho). Agora já posso lhes dizer, a casa é ainda mais linda do que eu imaginava.
Nessas fotos de hoje mostro a casa por ângulos que só se consegue circulando pelo terreno, que infelizmente é hoje incompatível com a grandeza da casa. A primeira foto (na verdade a foto de uma foto que me mostraram lá dentro) ilustra bem o que quero dizer com isso. Essa foto mostra como a casa estava originalmente (e fantasticamente) implantada no enorme terreno, linda como hoje e com o destaque que merece.
Passando o portão pude constatar que a casa foi espremida o máximo que puderam espremer (afinal, quantas lojas deixariam de existir se isso não fosse feito?) e que o bosque foi enclausurado por um espartilho de arame pelo mesmo motivo.
Pelo menos a casa foi (apesar de transladada) salva, o que, considerando a fúria imobiliária e a elasticidade com que nossos governantes tratam o tema do patrimônio histórico, não é pouca coisa!
No próximo post, mostrarei um pouco do interior da Casa Gomm e algumas histórias que me contaram a respeito do "chega prá lá" que deram nela.

Fonte das Imagens e Texto: Site "Curitiba Agora" - http://goo.gl/OBor1eResumo: Desde 1989 como um bem tombado pela Coord...
02/02/2014

Fonte das Imagens e Texto:
Site "Curitiba Agora" - http://goo.gl/OBor1e

Resumo: Desde 1989 como um bem tombado pela Coordenação do Patrimônio Cultural do Paraná, a Casa Gomm surgiu como um símbolo da modernidade de Curitiba no início do século XX, chegando a ser conhecida como a “embaixada do mundo”. A construção, que oficialmente f**a na Avenida Batel, teve sua entrada alterada para a Rua Hermes Fontes. Atualmente é utilizada pelo Governo como sede da Coordenação do Patrimônio Cultural.

História Completa: O bem de hoje é a Casa Gomm. Sua inscrição no livro do tombo aconteceu em 14 de abril de 1.989.

A casa da família Gomm foi construída para ser um símbolo de modernidade na cidade, durante a década de 1910. O local se tornou em um símbolo da aristocracia, trazida a Curitiba pela família inglesa. Localizada no final da Av. Batel, a casa ficou conhecida como “embaixada do mundo” em Curitiba.

O patriarca da família era o inglês Henry Gomm, que negociava a compra de erva-mate em Curitiba e tinha empresa em Antonina. Sua mulher, Isabel Withers Gomm, foi a criadora da Cruz Vermelha no Paraná. A Casa Gomm se tornou popular na cidade na década de 30/40, quando o filho do casal, Harry Blas Gomm, passou a morar na residência com sua mulher, Luísa Bueno. A frequência de estrangeiros era tão grande na casa, que na década de 50 surgiu uma canção francesa intitulada Monsieur Le Consul à Curityba, baseada em visitas ao local.

A arquitetura da casa é uma das poucas de origem americana, baseada em edif**ações da Nova Inglaterra. Localizada em um grande terreno, que era conhecido como Bosque Gomm, a casa apresenta dois pavimentos, com torreão oitavado no canto esquerdo e janelas duplas nas laterais. A cobertura é feita com telhas francesas e o único elemento em alvenaria é a chaminé, com tijolo aparente.

Na década de 80, o terreno foi vendido pelos cinco herdeiros da família e adquiro pelo empresário Salomão Soifer. Em 1989, a casa e o bosque foram tombados pelo governo do estado.

Em 2000, a casa foi toda desmontada e transferida para o final do terreno, para dar espaço a um empreendimento do Grupo Soifer. No local, foi construído um shopping, que será inaugurado em 2013.

Atualmente, um dos maiores símbolos da Avenida Batel, que “perdeu” seu espaço para o Shopping, é utilizado pelo Governo do Paraná, pela Coordenação do Patrimônio Cultural. A Casa Gomm, que oficialmente f**a na Avenida do Batel, 1829, teve a entrada alterada para a Rua Hermes Fontes.

Referências Bibliográf**as:

PATRIMÔNIO CULTURAL. Residência e Bosque na Av. Batel. Disponível em . Acesso em: 09 setembro 2013

GAZETA DO POVO. Velha história em novo endereço. Disponível em . Acesso em: 09 setembro 2013

Endereço

Rua Bruno Filgueira, 850
Curitiba, PR
80440220

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