05/06/2026
Mentes que ensinam, mãos que plantam
por Ana Bonatto de Castro
Tudo começa com um traço. Na sala de aula, a força do giz desenha caminhos, traduz a ciência, desperta a consciência e projeta o amanhã. É por meio da palavra e do ensino que provocamos os questionamentos necessários sobre o mundo em que vivemos e os impactos que causamos a ele. Mas nós, educadores, sabemos que o conhecimento não pode ficar restrito à lousa. Para transformar a realidade, a teoria precisa tocar o solo.
É por isso que levamos a nossa lição para a terra, ativando o poder da raiz.
Ao plantarmos árvores para compensar as emissões de gases do efeito estufa, estamos transformando conceitos abstratos de ecologia em ação climática real. Cada muda que fincamos no solo da nossa terra é um compromisso físico com a neutralização do carbono, com a restauração da biodiversidade local e com o bem-estar do ecossistema que abriga as nossas escolas. A raiz fixa o solo, segura a água, absorve o que polui e devolve a vida em forma de oxigênio, alimento e sombra.
O programa “A força do giz e o poder da raiz: juntos por um futuro mais verde” nasce do encontro entre esses dois universos: o giz que planta ideias na mente e a raiz que planta vida no planeta. Não se trata apenas de arborizar um espaço, mas de cultivar uma nova mentalidade. A mesma mão que segura o giz é capaz de manejar a terra e cuidar do futuro, pois o conhecimento é a ferramenta que ativa a transformação ambiental.
Afinal, a educação que transforma o mundo começa no no solo que pisamos.