24/10/2015
HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
As instituições de Educação Infantil nasceram na França, no século XVIII, em resposta a situação de pobreza, abandono e maus-tratos de crianças pequenas, cujos pais trabalharam em fábricas, fundições e minas, criadas pela Revolução
Industrial. Todavia os objetivos e forma de tratar as crianças dos extratos sociais mais pobres da sociedade não eram consensuais. Setores da elite defendiam a idéia de que não seria bom para a sociedade como um todo,que se educasse as crianças pobres, era proposta a educação da ocupação e da piedade (Oliveira 1995).
Durante muito tempo as instituições infantis, incluindo as brasileiras, organizavam seu espaço e sua rotina diária em função de idéias de assistência, de custódia e de higiene da criança.
A partir da década de 70, com os movimentos populares, começou a se pensar em um lugar de educação e cuidados coletivosdas crianças de zero a seis anos.
O que permitiu o reconhecimento social desses direitos foi à abertura política.
A Constituição de 1988 (art.208, inciso IV) pela primeira vez na História do Brasil, definiu como direito das crianças de zero a seis anos de idade e dever do Estado o atendimento a infância.
Vários fatores contribuíram para que ocorressem as mudanças: o
desenvolvimento urbano, as reivindicações populares, o trabalho da mulher, as transformações das funções familiares, as idéias de infância e as condições socioculturais para o desenvolvimento das crianças.
Modificar essa questão de concepção de educação assistencialista significa atentar para várias questões que vão além do aspecto legal. Envolve principalmente assumir as especificidades da Educação Infantil e rever concepções sobre infância, as relações entre classes sociais, as responsabilidades da sociedade e o papel do Estado diante de crianças pequenas.
Considerando que a criança é um ser completo e indivisível, devemos entender que a educação delas deva promover a integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos e sociais.
As primeiras creches, no Brasil, foram criadas em São Paulo. Por congregações religiosas e também por iniciativas dealguns empresários em virtude do processo de industrialização iniciada no Século XX.