Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso

Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso, Organização política, Avenida Argélia, 156, apto. 404C, Cuiabá.

A AEEC-MT tem como como missão o fomento, a proteção, a salvaguarda, o registro e a divulgação dos saberes e filosofias ciganas, de maneira a desconstruir estereótipos e lutar contra o racismo e a exclusão social.

O projeto “Caminhos e Vozes dos Povos Ciganos”, realizado pelo grêmio estudantil da Escola Estadual de Tempo Integral Ma...
30/05/2026

O projeto “Caminhos e Vozes dos Povos Ciganos”, realizado pelo grêmio estudantil da Escola Estadual de Tempo Integral Maria de Lourdes Ribeiro Fragelli, de Guiratinga, para comemorar o mês comemorativo à História e Cultura dos Povos Ciganos, foi um dos três selecionados na etapa regional do processo lançado pela Diretoria Regional de Educação (DRE) de Rondonópolis e que visa a certificação do selo “Tereza de Benguela”. A DRE é um órgão da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC/MT).

O resultado foi anunciado na sexta (30/05) pela DRE e, seguindo o documento Orientativo da instituição, o vídeo da Escola Maria Fragelli foi publicado na página oficial da DRE e pode ser acessado no seguinte link: https://www.instagram.com/reels/DY7VENOx_IO/

O vídeo mostra como foi a programação da escola no último dia 19 de maio (terça-feira) em comemoração ao Dia Nacional dos Povos Ciganos (24 de Maio) e que contou com a parceria da AEEC-MT.

Realizada pelo grêmio estudantil União Jovem, o projeto Caminhos e Vozes dos Povos Ciganos, ocorreu no período da manhã e contou com a participação especial do grupo de Danças Tradição Cigana, de Rondonópolis.

Integrando a rede estadual de ensino, o projeto foi coordenado pelos professores Joaquim Vilela Neto e Selma Ribeiro - também cigana de etnia Calon e associada da AEEC-MT.

A programação contou com apresentações de dança do Tradição Cigana e a presença do ator Ataíde Arcoverde, que é natural e morador de Guiratinga.

O evento contou com um cine-debate que exibiu o filme “Caminhos Ciganos” e dois episódios da websérie “Diva e As Calins de Mato Grosso”: episódio 1 Mestra Diva e episódio água Terezinha Alves.



escolamariafragelli

30/05/2026

Francisco de Assis Santos nasceu em Bambuí, Minas Gerais, no dia 18 de outubro de 1953. Ainda jovem, aos 17 anos, deixou sua terra natal e veio para Mato Grosso, estado onde construiu sua vida e permanece até hoje. Trabalhador dedicado, iniciou sua carreira na zona rural. Mais tarde, mudou-se para a cidade, onde trabalhou por 23 anos na empresa Comercial Rio Negro.
Foi em Mato Grosso, na região de Guiratinga e Beira Rio, que Francisco conheceu Francisca Pereira dos Santos, nascida em 16 de outubro de 1956, em Guiratinga, Mato Grosso. Filha de José Alves Pereira e Isaura Cabral, Francisca cresceu vivendo a tradição cigana ao lado de sua família. Até os 15 anos, viveu viajando com os pais, acompanhando a rotina cigana, até que seu pai comprou um sítio e a família passou a viver no interior. Ela relembra que, por conta das dificuldades da época e da vida itinerante, não teve oportunidade de estudar, mas aprendeu desde cedo o valor do trabalho e da união familiar.
Foi nesse contexto que Francisco encontrou Francisca. Depois do casamento, passaram a viver em Rondonópolis, onde construíram a família. Casados há mais de 42 anos, Francisco e Francisca tiveram dois filhos, Antony e João Miguel. Ambos se formaram e deram ao casal seis netos, entre eles José Arthur, que também segue com os estudos.
Francisco afirma que, depois de mais de 43 anos convivendo junto da família cigana, também se considera cigano: “Eu já me considero cigano também e queria aproveitar para dizer que amo todos eles. É uma família muito boa, que me ajudou muito quando adoeci”.
Francisca também demonstra com convicção o amor por suas origens: “Eu amo ser cigana, eu tenho orgulho de ser cigana e eu amo a minha tradição cigana!”. Em seu relato, ela relembra com carinho a experiência de participar da peça de teatro “Dai Purim”, atuando pela primeira vez como atriz no grupo Rarripe, durante o VI Encontro de Cultura Cigana.

🌟➡️ Nascido em Jataí-GO e vivendo há 46 anos ao lado de sua esposa em Mato Grosso, Estroécio é o homenageado do Ancestra...
28/05/2026

🌟➡️ Nascido em Jataí-GO e vivendo há 46 anos ao lado de sua esposa em Mato Grosso, Estroécio é o homenageado do Ancestralidade Viva de hoje!
Pai de quatro filhos, avô de quatro netos e bisavô de três bisnetos, construiu sua vida no interior mato-grossense trabalhando com negócios.
ℹ️ Este projeto é realizado pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT) e Ministério da Igualdade Racial (MIR).

28/05/2026

Estroécio Rodrigues Cunha nasceu em Jataí, no dia 28 de agosto de 1955. Cigano, relembra seus tempos com a família nas andanças entre Goiás e Mato Grosso, considera que teve uma infância muito boa.
Em 1975, mudou-se para Tangará da Serra. Depois viveu em Juscimeira, em 1979, e, no ano seguinte, se casou com sua esposa, com quem construiu uma união de 46 anos. Juntos, moraram em Rondonópolis por 35 anos e formaram uma grande família. Estroécio é pai de quatro filhos, André, Jonathan, Adriana e Italo, além de avô de quatro netos e bisavô de três bisnetos. Hoje, vive em Tangará da Serra novamente, há 11 anos.
Grande parte de sua história profissional foi construída através dos negócios. Trabalhou fazendo gambira: comprando, vendendo e trocando mercadorias. Também trabalhou na roça em alguns períodos da vida. “Eu criei minha família só no negócio”, relembra.
Estroécio demonstra gratidão pelo projeto Encontro de Cultura Cigana realizado pela AEEC-MT: “Esse evento é uma bênção de Deus. Meu sobrinho é caprichoso com nós. Ele acha que nós, ciganos, merecemos. Ele é abençoado por Deus. E a família dele também: a mãe, o pai, a irmã. A sobrinhada que eu tenho é muito inteligente, graças a Deus.”

➡️ O Ancestralidade Viva de hoje é dedicado a Aparecida Alves, mulher cigana que carrega com orgulho as memórias da vida...
27/05/2026

➡️ O Ancestralidade Viva de hoje é dedicado a Aparecida Alves, mulher cigana que carrega com orgulho as memórias da vida em barracas e os ensinamentos de união de seus pais. ❤️
ℹ️ Este projeto é realizado pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT) e Ministério da Igualdade Racial (MIR).

MatoGrosso Rondonópolis

27/05/2026

Aparecida Alves nasceu no ano de 1956, em Jatai-GO. Filha de pai cigano e mãe não cigana, passou a infância em barracas, viajando em tropas até cerca dos 10 anos de idade, quando seu pai decidiu deixar a vida itinerante e se estabelecer como morador.
Começou a trabalhar muito cedo como empregada doméstica, profissão que exerceu durante grande parte da vida, assim como algumas de suas irmãs. Teve três filhos, um deles, infelizmente, partiu cedo, aos seis anos de idade.
Mais tarde, encontrou um companheiro com quem viveu por dezoito anos. Durante esse relacionamento, criou também uma filha do coração, Delícia, por quem guarda enorme carinho e consideração. Ao longo da vida, trabalhou em diferentes áreas: além do trabalho doméstico, teve uma mercearia, vendeu roupas e roupas de cama e também trabalhou em escritório de empresa.
Mãe, avó e bisavó, considera a família uma das maiores bênçãos de sua vida. Há mais de uma década dedica grande parte do seu tempo ao cuidado de seu neto.
Aparecida afirma que sempre carregou consigo os ensinamentos do pai: ser honesta, trabalhadora e manter a união familiar. Também guarda lembranças afetivas da infância nas barracas, das noites ao redor da fogueira e da mãe lendo romances para a família ouvir antes de dormir.
Acredita que, apesar do preconceito histórico enfrentado pelos ciganos, atualmente existe um reconhecimento maior da cultura e das lutas de seu povo. Os encontros culturais da AEEC-MT, segundo ela, são um dos fatores que têm fortalecido o sentimento de união e pertencimento.

🌟➡️ Conheça a história de Anésio, nosso homenageado do Ancestralidade Viva de hoje! Nascido em Alto Garças, Anésio é cig...
26/05/2026

🌟➡️ Conheça a história de Anésio, nosso homenageado do Ancestralidade Viva de hoje! Nascido em Alto Garças, Anésio é cigano da etnia Calon, orgulhoso de suas origens, e residente em Tangará da Serra desde seus 15 anos de idade. Nesse tempo, teve cinco filhos e construiu uma carreira sólida como corretor na cidade.
ℹ️ Este projeto é realizado pela Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel/MT) e Ministério da Igualdade Racial (MIR).

26/05/2026

Anésio Divino Rodrigues nasceu em Alto Garças no dia 20 de abril de 1959 e é pai de cinco filhos, Vitor, John Lennon, Hélida, Samuel e Isadora, e avô de um neto.
Anésio tem muito respeito por suas origens. Para ele, todos os ciganos merecem sua consideração. Agradecido a Deus por ser cigano, afirma que nunca desfez de ninguém e que sempre buscou agir de forma honrada. Segundo ele, por onde passou conquistou o carinho das pessoas e se tornou alguém respeitado na comunidade em que vive.
Sua história em Tangará da Serra começou aos 15 anos de idade. Quando chegou à cidade, a realidade era bem diferente da atual: não havia energia elétrica como hoje, apenas motor de luz, as ruas não eram asfaltadas e as casas de alvenaria eram raras, predominando as construções de madeira ou “casa de tábua”, como diz ele.
Foi ali que permaneceu e construiu sua vida. Até hoje vive em Tangará da Serra, onde formou sua família e conquistou sua independência trabalhando como corretor.
Ao falar de sua atuação, faz questão de pontuar sua honestidade. Segundo ele, seus negócios são feitos de forma correta, sem “sacanagem” ou “negócio torto”, sempre de maneira alinhada e transparente. E mais: com sucesso! Anésio é bom de venda.
Nosso homenageado de hoje é um grande homem, trabalhador, querido por todos e muito orgulhoso em ser cigano. Viva, Anésio!

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