Articulação De Esquerda de Mato Grosso - AE/MT

Articulação De Esquerda de Mato Grosso - AE/MT Página destinada a publicações da tendencia petista Articulação de Esquerda do estado de Mato Grosso.

23/02/2023
O processo elei-toral realiza-do no dia 2 de outubro de 2022 foi sob novas regras eleitorais, que trouxeram a possibi-li...
14/10/2022

O processo elei-
toral realiza-
do no dia 2 de
outubro de 2022 foi sob
novas regras eleitorais,
que trouxeram a possibi-
lidade de um novo mo-
delo de formatação das
chapas, o fim das coliga-
ções, a formação das fe-
derações, a exigência de
cortes mínimos no nú-
mero de votos para o
candidato se eleger e o
cálculo da média de vo-
tos nas disputas propor-
cionais. É preciso levar is-
so em conta ao ler os re-
sultados no estado das
eleições.

Em Mato Grosso, a
estratégia adotada pelo
chamado grupo majori-
tário (tendência Cons-
truindo um Novo Brasil
- CNB) levou o PT a um
movimento de aproxima-
ção com a centro direita
e direita, de maneira fi-
siológica, não programá-
tica, tentando garantir a
manutenção dos man-
datos já existentes, sem
construir para tanto uma
chapa equilibrada, mais
potente e com maior
viabilidade eleitoral, que
mantivesse a vaga para a
Câmara Federal, poten-
cializasse as candidatu-
ras proporcionais para
a Assembleia Legislativa
e fizesse detidamente a
projeção matemática da
expectativa de votos pa-
ra a Federação, construí-
da de maneira amadora.
Tal movimentação levou
o partido a não ter can-
didatura própria para os
cargos majoritários, tanto
para o governo do estado
quanto para o senado.

A euforia do campo
majoritário do PT MT
com a Federação era evi-
dente desde as primeiras
ventilações de sua cons-
trução. Afinal, abria-se a
possibilidade deles, ten-
do próximo de 70% da
direção partidária, repe-
tir a tática eleitoral redu-
cionista, que concentra
os votos petistas e recur-
sos em poucos candida-
tos do PT, uma vez que
os outros partidos da fe-
deração, em tese, entra-
riam com candidaturas
potentes para disputar
as eventuais vagas con-
quistadas pela federação.
Contudo, essa perspecti-
va não se concretizou.

O fato do PSB, parti-
do que tinha vários pré-
-candidatos, ter disputa-
do diretamente os votos
proporcionais relativos
aos votos do "time" do
Lula e não ter sido partí-
cipe da Federação Brasil
da Esperança; e, princi-
palmente, o fato do Par-
tido Verde, em que pese
estar federado com o PT,
manter forte vínculo com
a “familiocracia” do pre-
feito de Cuiabá, Emanoel
Pinheiro (MDB), que, pa-
ra sintonizar lançou Már-
cia Pinheiro, esposa dele
e filiada ao PV, candidata
à governadora, enquan-
to seu filho, Emanoelzi-
nho (MDB), foi candida-
to a reeleição para depu-
tado federal, não foram
fatores que demoveram a
tendência CNB da sua tá-
tica, que operaram até o
último instante para sua
efetivação e, por ela, tem
total responsabilidade.
O PSB obteve mais de
146 mil votos, mas tam-
bém não atingiu o coe-
ficiente eleitoral e o fi-
lho da candidata a gover-
nadora foi reeleito com
quase 75 mil votos pe-
lo MDB. Na federação o
PV não jogou peso nas
candidaturas proporcio-
nais e contribuiu com
apenas 4% dos votos e
o PC do B com 3%. Es-
sa proporção se mante-
ve idêntica na chapa esta-
dual (PT=93%, PV=4%
e PC do B=3%). Os vo-
tos válidos somaram pa-
ra a chapa federal e esta-
dual, aproximadamente
148 mil e 144 mil votos,
respectivamente, ficando
a votação de ambas cha-
pas, federal e estadual,
próximas.

Detectamos uma cam-
panha com menor envol-
vimento da militância,
com uma ou outra exce-
ção, em razão da manei-
ra como o processo de
construção das candida-
turas e da federação fo-
ram conduzidos e um
aumento da profissio-
nalização daqueles que
“tocam” a campanha.
Por outro lado, na ques-
tão do financiamento e
marketing eleitoral, tive-
mos uma deficiência que
nos custou um mandato,
por falta de construção
de alternativas de finan-
ciamento e de assessoria
orientativa aos candida-
tos à eleição para a Câ-
mara Federal e Assem-
bleia Legislativa Estadual.

Também é preciso re-
fletir as razões da perda
da capacidade de envol-
vimento da base dos sin-
dicalizados pelos sindica-
tos de vanguarda, como
os da educação, que mes-
mo sendo a maior base
organizada no estado de
Mato Grosso e com qua-
tro candidaturas parla-
mentares estaduais, não
conseguiu eleger repre-
sentante da educação
para a Assembleia Legis-
lativa. Repensar o mode-
lo organizativo para uma
resposta mais efetiva é
urgente e necessário!

O resultado da táti-
ca eleitoral adotada foi
a redução programática;
a perda do único cargo
que o Partido dos Traba-
lhadores tinha na Câma-
ra Federal, mesmo a can-
didata a deputada fede-
ral do PT/MT obtendo a
maior votação dentre os
candidatos a deputados
federais; e o distancia-
mento entre a votação
do candidato Lula e as
chapas proporcionais do
PT MT, que consolidaram
o total de 23,37% de vo-
tos para a chapa a depu-
tados federais e 22,72%
de votos para a chapa de
deputados estaduais, em
relação ao total de votos,
633.748 votos válidos,
para o candidato à Presi-
dência da República, Luís
Inácio Lula da Silva.

Ao final, considera-
mos que a ausência de
candidaturas do PT MT
aos cargos majoritários
trouxe mais prejuízos
do que ganhos ao proje-
to que pretendia repre-
sentar, no limite, os inte-
resses da classe trabalha-
dora no estado de Mato
Grosso. 

Thiago Oliveira,Jusci
Rondon, Otto Ten Caten
e Maria Luiza são
integrantes da direção
estadual da tendência
petista AE no Mato Grosso

13/10/2022

⛔DEPOIMENTOS DA ENFERMAGEM NA PANDEMIA
"Não banalizo a vida, eu voto Lula" - Enfermeiro Zenaldo Apodaca, Cuiabá, MT

29/09/2022

Julier Sebastião 1310

12/09/2022

Lúdio Cabral - 13130

*Nota de Repúdio ao assassinato de Benedito dos Santos*A morte de Benedito não pode ficar impune. Não podemos aceitar qu...
09/09/2022

*Nota de Repúdio ao assassinato de Benedito dos Santos*

A morte de Benedito não pode ficar impune. Não podemos aceitar que essas eleições sejam pautadas pela violência.

A morte de Benedito não pode ficar impune. Não podemos aceitar que essas eleições sejam pautadas pela violência.

Orientação Militante da Articulação de Esquerda - MT Após diálogo com candidatos/as a deputados/as estaduais e federais ...
05/09/2022

Orientação Militante da Articulação de Esquerda - MT

Após diálogo com candidatos/as a deputados/as estaduais e federais homologadas em 04/08/2022 pela Diretoria Executiva do Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Mato Grosso, a Articulação de Esquerda, tendência interna do PT, orienta sua militância a apoiar candidaturas cujas plataformas e práticas políticas têm uma maior aproximação com o programa da AE.

Sendo assim:

- Considerando a necessidade de incidir no processo eleitoral para a inclusão de questões programáticas fundamentais nas plataformas políticas dos candidatos a deputados estaduais;

- Considerando a necessidade de efetivar e ampliar a representação dos trabalhadores/as nos espaços políticos onde se disputam e decidem os rumos econômicos, sociais e políticos do Estado de Mato Grosso, que repercutem grandemente em nossas vidas, especialmente na propositura e controle social e fiscalização da execução de políticas públicas que atendam à classe trabalhadora, a Articulação de Esquerda registra a orientação e a nossa posição frente ao desafio de elegermos candidaturas comprometidas com a plataforma política das Trabalhadoras e Trabalhadores deste estado.

Portanto:

1. Em Mato Grosso, a estratégia adotada pelo grupo majoritário (tendência Construindo um Novo Brasil - CNB) levou o PT a um movimento de aproximação com a direita, de maneira fisiológica, não programática, tanto por meio quanto tentando garantir manutenção dos mandatos já existentes. Lembremos que a direita mato-grossense é majoritariamente representada pelo agronegócio. E que este fez circular falas e três notas que explicitam seu caráter conservador e reacionário, para ficar apenas em um exemplo;

2. O agronegócio e o setor empresarial têm sido em todas as instâncias, inimigo de classe trabalhadora, classe responsável pela construção e consolidação de nosso partido. Emergido das greves dos operários do ABC, o movimento que originou o PT se espalhou para vários cantos do Brasil e fez nascer o novo sindicalismo. Posteriormente, junto com outras forças sociais represadas nos anos da repressão militar, este movimento originou o PT e o colocou como o principal instrumento de luta da classe trabalhadora do país. Há setores no PT que, de duas uma: ou estão cegamente enganados com a falácia da governabilidade, aliando-se com aqueles pelos quais outrora fomos golpeados, ou o fazem com intencionalidade, ambos os movimentos negam as bases pelas quais fez ser construído o PT. Já ficou demostrado que o agronegócio e o empresariado não possuem nenhum viés democrático, muito pelo contrário, tampouco são ou estão divididos. O que de fato ocorre é um recuo estratégico do abismo ao qual o Bolsonarismo levou o país, afetando até mesmo os negócios desses setores. Contudo, vale reforçar sempre, eles são parte do projeto do capitalismo neoliberal que têm imposto mazelas, em suas expressões mais cruéis, à classe trabalhadora, aos povos originários e ao meio ambiente;

3. Assim como ocorre nacionalmente, as decisões aqui em Mato Grosso nesse último período também não passam pelas instâncias partidárias. Articulam-se no âmbito e em nome da federação (PT, PV e PCdoB), e vale lembrar que a adesão a essa formatação política tampouco foi democrática. Essa formatação fragiliza o partido no estado, abre espaço para os ruralistas e produz perdas programáticas e organizativas. Essa estratégia privilegia alguns mandatos, em detrimento da construção partidária;

4. Chama a atenção que não só o campo maioritário do partido, mas outros setores da esquerda e movimentos sociais também fizeram movimento similar. E isso tem ocorrido a despeito da violência política que temos sofrido: petistas, mulheres, servidores públicos, indígenas, LGBTQIA+, negros, quilombolas, entre outros/as/es;

5. Outro destaque necessário refere-se às sucessivas desqualificações, na sociedade e junto à militância, de qualquer petista que faça críticas, e em especial as críticas que a AE tem feito desse processo para o partido e para a luta de classes.

6. Precisamos enfrentar a violência política em crescimento. Não podemos ficar recuados diante dos ataques que a militância petista tem sofrido, seja no âmbito do parlamento, nos espaços públicos e até mesmo privados. É necessário instalar comitês de enfrentamento à violência política como estratégia de proteção da militância petista, no âmbito da instância partidária, de maneira efetiva, no estado e municípios. Exemplo categórico do teor da violência política foi o caso de um vereador da capital de Mato Grosso que, em plenário, declarou que possui arsenal para matar 500 petistas, caso aconteça qualquer tipo de manifestação em frente à residência dele. Depois, esse mesmo sujeito atirou e matou um servidor público da área da segurança, mesma área da atuação dele, praticamente à queima roupa e pelas costas, de forma covarde e sem qualquer possibilidade de rendição, se fosse o caso, ou de defesa;

7. Há na dinâmica partidária a necessidade de construir outras perspectivas de diálogo interno e, na sociedade, como forma de disputa programática na direção de retomada do projeto democrático e popular, pelos valores coletivos da democracia, da cultura política e dos valores socialistas. Sabemos da importância de eleger o companheiro Lula. Contudo, também é fundamental o fortalecimento das lutas populares em cada canto deste imenso país. E, nas ruas, disputar corações e mentes, sobretudo da classe trabalhadora que sofre as consequências atrozes da lógica capitalista neoliberal e do governo do cavernícola;

8. É preciso que esses valores sejam resgatados no âmbito da construção interna do Partido dos Trabalhadores. O PT não pode se tornar um instrumento à disposição de interesses particulares. Reveste-se de enorme importância neste momento da vida política nacional resgatar os valores democráticos a partir dos quais o PT foi forjado nos estertores da ditadura militar. Para tanto, se torna fundamental a construção dos comitês populares e de espaços de diálogos e debates, internos e com a população, sobre temas que teremos de enfrentar rumo à retomada de uma democracia substantiva no país;

9. Diante da constatação da secundarização desses elementos durante o processo de construção das possibilidades eleitorais, transformadas em candidaturas, a AE-MT, deliberou na etapa estadual do seu 7° Congresso o apoio à candidaturas que tenham responsabilidade com estes aspectos elencados e que estejam dispostos/as a reconstruir um partido democrático, popular, de massas e com direção estratégica na construção do socialismo. Para tanto, orientamos a militância da AE neste momento de eleições, mas também de acúmulo de forças da classe trabalhadora a melhor direção para essa construção.

Sendo assim, nessas eleições, orienta-se o voto nas seguintes candidaturas, em ordem numérica dos candidatos:

Assembleia Legislativa de MT:
- 13130 - Lúdio Cabral;
- 13131 - Edna Sampaio;
- 13136 - Professora Fanise Alboês; e
- 13613 - Professora Graciele Marques.

Câmara dos Deputados Federais:

- 1310 - Julier Sebastião.

- já para derrotar o neofascismo representado pelo governo de milicianos que tomaram de assalto o poder do país, pela retomada do projeto democrático e popular e reconstrução do Brasil, com o povo nas ruas para tensionar que haja um governo à esquerda.

Mato Grosso, 03 de setembro de 2022.

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Cuiabá, MT

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