08/06/2021
VAMO REFLETIR UM POUCO
Estamos no mês de junho de 2021 e , lá se foram sete anos em que Cuiabá sediou alguns jogos da copa do mundo.
É óbvio que a derrota vexatória da seleção brasileira deixou um gosto amargo em nossos sentimentos de patriotismo que até o momento ainda nos leva a repensar nossas atitudes diante de tal feito.
Mais, o que está feito é fato e não podemos mudar aquele resultado, porém, as lições que cada um de nós podemos aprender com esse episódio não deve ser descartadas e , sim , analisadas de forma prática no sentido de que devemos olhar aquele evento como um todo e,não somente a parte que envolve as realizações das partidas futebolista.
Pois ali não estava apenas o sentimento de desejo de conquistar mais um título para a nossa seleção e,sim, toda uma expectativa de que as estruturas montadas para a realização do evento pudesse trazer , de forma concreta, as melhorias na qualidade de vida de nossa gente com as construções da trincheiras, viadutos, abertura de novos empreendimentos( gerando empregos e renda) ,melhorias no sistema de saúde pública e a implantação de um modal de transporte moderno, que além oferecer agilidade, segurança e conforto para os usuários do transporte coletivo colocaria Cuiabá no cenário nacional como uma das cidades que seguia o trilho do desenvolvimento, oferecendo uma estrutura de qualidade para quem desejasse investir em nossos polos comerciais.
Investimento foram feitos em cifra de bilhões, porém, o resultado foi mais frustrante do que a derrota da nossa seleção e como herança, o que deveria ser orgulho para nós cuiabanos, revelou se como uma verdadeira arapuca para desvios de recursos públicos e descortinar as más condutas de autoridades em quais depositamos nossas confiança na esperança de ver nossa Cuiabá brilhar no horizonte da prosperidade.
Quem deveria fiscalizar a execução das obras se omitiu e deixou a cidade um verdadeiro caos com trincheiras inacabadas , viadutos que não oferecer segurança devido a má qualidade dos materiais utilizados e um VLT que até o momento só gerou transtornos para o comércio de Cuiabá e várzea Grande.
Hoje, sete anos depois, vejo com tristeza a proposta imoral de se trocar o VLT por BRT, uma vez que o investimento para conclusão do modal (VLT) já atingiu acima de um terço do valor proposto inicialmente e,que dificilmente seria restituído aos cofres do poder executivo. Todavia, faz se necessário ressaltar que os mesmos que apoia tal proposta são os mesmos (ao menos na sua maioria) que aprovaram o modal e se omitiram de fiscalizar sua implantação caracterizando incompetência para exercer tal papel nesse cenário onde o futuro, com melhores condições de vida é almejado por nossa população.
Enquanto continuamos a acreditar nas desculpas esfarrapadas das velhas raposas da política do nosso estado, situação como as que estamos vivendo hoje vai continuar se repetindo e , ainda veremos muitos castelos de areia sendo construídos apenas e tão somente para criar falsas expectativas em nosso povo de que o desenvolvimento sustentável de nossa Cuiabá está se tornando realidade.
Estou escrevendo este texto como forma de desabafo, porém, não deixa de ser um ponto de partida para quem desejar fazer uma reflexão mais coerente sobre a conduta dos nossos parlamentares e governantes no que se refere ao bem estar social de nossa querida Cuiabá e, porque não dizer de um Matogrosso por inteiro...
Sou Santiago Ribeiro, funcionário público Municipal concursado e cuiabano de chapa e cruz.