13/05/2022
Então hoje, 13 de maio de 2022! São exatos 134 anos da famosa Lei Áurea. E depois da assinatura da Lei como foi o dia seguinte? Já se perguntou? A pessoa nasceu na condição de escravo, cresceu e, às vezes, conseguiu envelhecer (porque a morte chegava mais cedo pelo excesso de trabalho, as doenças, as punições e os maus tratos) sempre na condições. No outro dia estava sem teto, sem uma compensação pelos anos de exploração e violência sofrida, sem escolaridade e sem qualificação para outro tipo de trabalho. Com uma psiquê construída desde a infância para a submissão e a humilhação. Na condição de mercadoria, posse de alguém. Não sujeito de suas ideias e vontades. Não cidadão. Sem direitos. Na condição de negro, ex-escravo. Não sujeito. Pensemos num salto para o futuro, onde estão os descendentes daqueles "libertos" e como usufruem hoje das riquezas coletivas da sociedade brasileira! Quais os acessos possíveis ao trabalho e renda, moradia, alimentação, esporte, cultura, lazer, educação e saúde (aliás, esse é o conceito de Saúde na Lei 8080/1990) hoje, 13 de maio de 2022, 134 anos depois? Qual a relação dessa construção histórica com o racismo e a violência de toda ordem sofrida por boa parte da população brasileira, notadamente as pessoas que são "empurradas" para as periferias? Comemorar não. Só cabe a luta! E mostrar que racismo é crime, mas ainda está nos dizeres e piadas, nas frases introjetadas como normais! Enfim, isto é história, amigos. Moderna e contemporânea.