17/06/2025
Deputados do PT votam contra urgência de projeto que poderia reduzir custo do crédito para a população
Em mais uma decisão controversa na Câmara dos Deputados esta semana, a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) votou contra o regime de urgência do projeto de lei que buscava suspender o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A proposta visava acelerar a análise de uma medida que, se aprovada, poderia aliviar o peso do crédito – como cartões e empréstimos – no bolso de milhões de brasileiros, especialmente das camadas mais pobres da população.
Dos dez deputados federais do Piauí, seis apoiaram a urgência e quatro foram contra. Votaram a favor da tramitação acelerada os deputados Átila Lira (PP), Castro Neto (PSD), Jadiel Alencar (Republicanos), Júlio Arcoverde (PP), Júlio César (PSD) e Marcos Aurélio Sampaio (PSD). Já os quatro votos contrários à urgência partiram exclusivamente dos parlamentares do PT: Dr. Francisco, Flávio Nogueira, Florentino Neto e Merlong Solano.
A decisão da bancada petista chama atenção e gera críticas justamente por ir na contramão do discurso histórico do partido, que costuma se apresentar como defensor dos mais pobres e dos trabalhadores. O aumento do IOF, imposto que encarece diretamente o crédito pessoal e operações financeiras, afeta com maior intensidade exatamente a parcela da população que mais depende dessas modalidades para fechar o mês.
Com a rejeição da urgência, a votação do projeto f**a adiada sem data definida, mantendo em vigor o reajuste do IOF promovido pelo governo Lula. Enquanto isso, o custo das operações básicas de crédito segue subindo – um impacto real no dia a dia de milhões de brasileiros –, resultado de uma política fiscal que, na avaliação de muitos analistas e especialistas, desconsidera as dificuldades econômicas enfrentadas pela população.