04/09/2026
Uma criança que chega ao acolhimento institucional não deixa sua história para trás.
Ela continua sendo aquela criança que tem gostos, medos, sonhos, vínculos, lembranças, jeitos de ser e uma história que precisa ser respeitada.
E é nesse cotidiano que o trabalho de educadores e educadoras sociais se torna tão importante.
São eles que estão ali todos os dias: acompanhando a rotina, oferecendo cuidado, estabelecendo limites, ouvindo, orientando, acolhendo um choro, comemorando uma conquista e ajudando a construir segurança em um momento de tantas mudanças.
O acolhimento institucional é uma importante medida de proteção. E qualificar esse cuidado também é responsabilidade de todos nós.
Mas existe um propósito que vai além da modalidade de acolhimento:
garantir que crianças e adolescentes tenham seus direitos protegidos e possam viver em um ambiente de afeto, segurança e convivência familiar.
Por isso, quem trabalha no acolhimento institucional também é parte da construção e do fortalecimento do acolhimento familiar.
Porque sabemos que, quando o afastamento da família de origem é necessário, o acolhimento familiar possibilita que a criança ou o adolescente seja cuidado, temporariamente, dentro de um ambiente familiar — com atenção individualizada, vínculos e a possibilidade de continuar vivendo experiências próprias da infância e da adolescência.
Os educadores do Abrigo Estrela Guia conhecem de perto os desafios e a importância do cuidado no acolhimento institucional.
E é justamente por conhecerem essa realidade que também se unem a uma causa que é de todos:
fortalecer o acolhimento familiar.
Porque não importa onde o cuidado acontece.
Importa que ele seja feito com respeito, proteção, afeto e compromisso com cada história.
Acolher não é apagar uma história.
É cuidar dela enquanto um novo capítulo é construído.
E, para construir esse novo capítulo, precisamos de famílias dispostas a acolher.🤍