A corrente sindical Unidade Classista promoveu seu primeiro congresso nacional em 2012, no Rio de Janeiro. A convocação do evento reforçou a decisão de concentrar esforços, na maior organicidade da UC, que tem trabalhado de forma autônoma no movimento sindical. Antes inserida organicamente em uma das duas organizações intersindicais que atuam no país, a Unidade Classista passa a ter independência
política em sua prática diária e em seu projeto de reunificação dos setores classistas e combativos que militam no movimento sindical. Afinal de contas, desde os anos 90 o avanço do neoliberalismo fez com que muitos segmentos do movimento sindical abandonassem a luta pelo fim da exploração do homem pelo homem e passassem a lutar por compensações. Alguns setores chegaram a se render completamente ao capital, funcionando como sócios minoritários deste, através dos fundos de pensão. A CUT, apesar de sua origem combativa, é hoje o principal exemplo desta realidade. A Unidade Classista é uma corrente sindical, não uma central sindical. A Unidade Classista pretende contribuir para reconstruir uma organização sindical nacional de cunho classista, que atue em conjunto com outros movimentos sociais organizados para enfrentar o desemprego, os baixos salários, a precarização das relações de trabalho, lutar pela retomada os direitos sociais que foram retirados da classe trabalhadora e deixar claro que, no capitalismo, não há solução para os problemas da maioria da população, para a classe trabalhadora. Para os que atuam no movimento sindical, é urgente formar uma frente de forças políticas e sociais, anticapitalista e antiimperialista, que leve adiante a luta pela revolução socialista no Brasil. Foi com este espírito que se realizouo I Congresso Nacional da Unidade Classista, poucos anos após a criação da corrente. Desde 2005, os sindicalistas comunistas do PCB, e aqueles que se identificam com as orientações do Partido no movimento sindical, formalizaram a corrente sindical Unidade Classista.