12/04/2020
Me fez lembrar aquela imagem dos peixes se organizando contra o tubarão. É isso gente, o povo pelo povo!
"A comunidade transformou 420 moradores em presidentes de rua. Cada um é responsável por monitorar umas 50 casas.
“Assim que a gente identifica um caso suspeito, a gente passa a monitorar essa família, dar orientação. Então o presidente de rua ele é responsável por garantir que essa pessoa fique em casa, conscientizá-lo. Passando mal, a ambulância vai ser acionada”, diz Gilson Rodrigues, líder comunitário de Paraisópolis.
Paraisópolis mantém três ambulâncias e profissionais de prontidão.A comunidade já registrou 15 casos confirmados de Covid-19 e oito mortes suspeitas. Alexandra Pereira da Silva é uma das presidentes de rua e já chamou os socorristas para ajudar um vizinho.
“A gente foi até a casa da pessoa, eles examinaram ela lá, depois trouxeram para cá porque ela estava com muita falta de ar, e graças a Deus está até em casa, tomando medicação, está em casa, a gente está de olho, claro”, conta.
A rede dos presidentes de rua também identificou quais são os moradores que perderam a renda por causa da pandemia e estão mais necessitados. Para essas pessoas, voluntários preparam marmitas todos os dias. Neste sábado, foram duas mil refeições.
“A nossa população, além de ela ser de serviço, ela não tem como fazer o home office porque são diaristas, cozinheiras, pessoas que trabalham no serviço de manutenção, a grande maioria. E a gente juntou todo mundo, a mulherada, para poder se acolher e superar esse desafio aqui na comunidade”, diz Elizandra Cerqueira, presidente da Associação das mulheres de Paraisópolis."
A comunidade de Paraisópolis se organizou para tentar saber com rapidez quem tem sintomas da doença, quem precisa de ajuda e qual a situação na casa de cada família.