24/08/2026
Há 144 anos, em 24 de agosto de 1882, morria o Patrono da Abolição da Escravidão no Brasil, Luiz Gama. Nascido no dia 21 de junho de 1830, em Salvador, Bahia, foi vendido como escravo pelo próprio pai, vivendo na pele a brutalidade que marca a história do povo negro no Brasil. Luiz era filho de Luíza Mahin, ex-escravizada e de um português branco.
A inspiração revolucionária é de família, a mãe de Luiz, Luíza Mahin, participou da Revolta dos Malês (1835) e da Sabinada (1837), dando de herança para seu filho, o espírito de luta contra as injustiças sociais e enfrentamento as classes dominantes. Autodidata, conquistou judicialmente sua liberdade aos 17 anos e, mais tarde, tornou-se advogado. Apaixonado por letras e pelo Direito, se candidatou à Faculdade de Direito do Largo do Machado, no entanto foi recusado por ser negro. Mesmo com a recusa, Gama seguiu frequentando as aulas como ouvinte, seguindo os estudos por conta própria.
O senso de justiça apurado e sua indignação com uma sociedade ra***ta, Luiz libertou mais de 500 pessoas escravizadas ao longo da vida. Também foi poeta, professor, jornalista combativo e satírico, sempre fiel ao fato, mas sem deixar de denunciar a hipocrisia da aristocracia brasileira. Luiz Gama morreu em 24 de agosto de 1882, deixando como legado para as gerações futuras sua determinação e abnegação na luta abolicionista.
Passado mais de um século desde sua morte, o Brasil segue marcado pela desigualdade, exploração e opressão estrutural da população preta e periférica. Tudo isso para sustentar um patrimônio estratosférico dos super-ricos.
Nessa data, relembramos a história e o legado de Luiz Gama, reafirmando a necessidade da organização e da mobilização, pois os direitos e as liberdades, nunca são concedidos, mas sim, conquistados.