ESG Corporativo e Agronegócios

ESG Corporativo e Agronegócios Gestão ambiental, social e de governança em empresas e no campo, com ações e resultados comprovados.

12/06/2023

Logística reversa
É uma solução para a sociedade evitar diversas formas de poluição. O aumento do consumo traz consigo uma grande geração de resíduos sólidos urbanos e, muitas vezes, o gerenciamento desse lixo é realizado de forma incorreta. O desperdício de resíduos passíveis de reutilização, reciclagem ou reaproveitamento é comum e muitos deles acabam indo parar em aterros e lixões. Daí a importância de políticas públicas e empresariais de logística reversa.
As três etapas básicas da logística reversa são:

Coleta: Esta etapa envolve a coleta dos produtos ou materiais que serão retornados ao ciclo de produção ou distribuição. A coleta pode ser realizada diretamente do consumidor final, de pontos de venda ou de postos de coleta específicos. Entretanto, é importante ressaltar a importância do engajamento prévio do consumidor antes dessa etapa. É preciso fazer a separação do lixo, e quando possível, sua higienização, possibilitando que a coleta e a reciclagem aconteçam.

Triagem: Nesta etapa, os materiais coletados são separados e classificados de acordo com sua condição e destino final. Materiais que podem ser reutilizados ou reciclados são separados dos que devem ser descartados ou destinados a outras formas de tratamento.

Destinação final: Finalmente, os materiais são encaminhados para seu destino final. Isso pode envolver a reciclagem, o reuso em novos produtos ou o descarte apropriado de resíduos perigosos. A destinação final é escolhida com base no tipo de material, sua condição e nos regulamentos locais e nacionais.

11/06/2023

O que é Plano de Continuidade de Negócios?

O Plano de Continuidade de Negócios (PCN) é um processo de gestão que da capacidade a uma organização de conseguir manter um nível de funcionamento adequado até o retorno à situação normal, após a ocorrência de incidentes e interrupções de negócios críticos.
Um Plano de Continuidade de Negócios (PCN) visa prevenir a ocorrência de desastres e preparar a empresa para minimizar o impacto de uma crise com a rápida ativação de processos alternativos quando da indisponibilidade dos processos usuais.
Através da prevenção e do planejamento é possível atenuar ou eliminar o impacto de desastres sobre os negócios.

Conceitos sobre o Plano de Contingência de Negócios

O Plano de Continuidade de Negócios (PCN) é um conjunto de Planos e Procedimentos que fazem parte do processo de Gerenciamento de Crises e que visam garantir a continuidade dos processos e serviços vitais de uma Organização.
O Plano de Continuidade de Negócios deve ser desenvolvido preventivamente a partir de um conjunto de estratégias e planos táticos capazes de permitir o planejamento e a garantia dos serviços essenciais, devidamente identificados e preservados.
Este processo orienta e define como e quais ações devem ser executadas para que se construa uma resiliência organizacional capaz de responder efetivamente e salvaguardar os negócios da organização.
O Plano de Continuidade de Negócios (PCN) para uma empresa deve constituir parte integrante de uma governança corporativa bem estruturada e apoiada em princípios de melhores práticas de gestão de controles internos.

Qual o Objetivo do Plano de Continuidade de Negócios?

O objetivo do Plano de Continuidade de Negócios (PCN) é garantir que os sistemas críticos para o negócio de uma empesa sejam retornados a sua condição operacional normal em um prazo aceitável, por ocasião da ocorrência de um incidente de segurança.
O PCN visa, com isso, tornar possível o funcionamento da organização em um nível aceitável nas situações de contingência, resguardando os interesses, a reputação, a imagem da organização e suas atividades fim de significativo valor agregado.

Ameaças a Continuidade de Negócios

Todas as atividades de negócios de uma organização estão sujeitas a interrupções pelos mais diversos motivos. Ter um PCN propicia a organização a capacidade de reagir adequadamente às interrupções operacionais enquanto preserva a vida e protege o bem estar e a segurança dos envolvidos.
Ameaças potenciais :
Falhas sistêmicas;
Pandemias;
Terrorismo /Sabotagem;
Catástrofes Naturais;
Fraudes;
Sabotagem;
Roubo/assalto;
Incêndio.

Benefícios Plano de Continuidade de Negócios

A adoção de um Plano de Continuidade de Negócios é importante para a boa gestão e prudência na administração e traduz-se em benefícios, tais como:
Identificação de processos críticos e do impacto de sua paralisação para toda a organização;
Conhecimento do grau de exposição ao riscos;
Resposta eficiente às interrupções, sobretudo em função de um planejamento das ações necessárias;
Treinamento do pessoal envolvido na resposta a ocorrências de impactos negativos relevantes;
Preservação da reputação da organização no que tange a uma administração profissional na gestão, em caso de crise;
Minimização de possíveis impactos às partes interessadas e ao patrimônio;
Significativo aumento da probabilidade de sobrevivência da entidade ou do negócio em caso de uma crise, quaisquer que sejam as suas causas;
Promoção de entendimento mais claro e amplo do “modus operandi” da organização, permitindo a oportunidade de melhorias.

10/06/2023

Compliance
Pode ser definido como um conjunto de práticas e procedimentos que tem o objetivo de garantir que a empresa e seus colaboradores sigam as leis, regulamentações e normas internas.
Em uma tradução direta do inglês, compliance significa conformidade. Na prática, ele é uma série de atividades que as empresas implementam para estar em conformidade com regulamentos internos, normas, determinações dos órgãos reguladores e leis (municipais, estaduais ou federais) que tenham a ver com o seu ramo de atuação.

10/06/2023

Environmental (Ambiental)
A gestão ambiental corporativa é um sistema de administração empresarial que dá ênfase na sustentabilidade, na sua esfera ambiental. Desta forma, a gestão ambiental visa o uso de práticas e métodos administrativos que reduzir ao máximo o impacto ambiental das atividades econômicas nos recursos da natureza. Podemos definir a gestão ambiental como a área de estudo da administração e controle de impactos ambientais gerados pelas atividades humanas.

10/06/2023

Social
Responsabilidade social corporativa é a obrigação que corresponde a toda organização com fins lucrativos no que diz respeito à melhoria do campo em que atua , ou seja, com a melhoria econômica, social e cultural da comunidade envolvente .

Este tipo de responsabilidade vai além do necessário cumprimento de leis e regulamentos e do funcionamento normal da empresa , atribuindo-lhe um papel ativo e voluntário dentro da dinâmica de apoio às iniciativas de impacto local. Ou seja, é um trabalho social comunitário que a empresa realiza , para devolver à comunidade uma parte da riqueza que, graças a ela, a organização pode gerar no dia a dia.

Assim, uma empresa pode apoiar planos culturais, educacionais, ambientais, desportivos, comunitários ou de qualquer outra natureza, desde que conduzam à melhoria da qualidade de vida , para que a presença da empresa beneficie não só os seus acionistas, mas para a sociedade em geral . Quanto maior o porte da empresa, maior será sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

A origem da responsabilidade social empresarial remonta ao século XIX, época em que as grandes corporações buscavam estreitar seus laços com a democracia e com o padrão de vida das pessoas, estimulando assim a ideia de que o progresso econômico da organização traria consigo um melhoria geral para as pessoas.

10/06/2023

Governança
Governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas.”

Os 4 princípios da governança corporativa :

Transparência: todos os interessados e envolvido no negócio têm o direito de ter acesso às informações de seu interesse. E isso significa disponibilizar não apenas aquilo que a lei obriga, mas tudo que possa auxiliar na gestão, na melhoria do desempenho da empresa e na garantia da geração de valor sustentável em longo prazo para o negócio.
Equidade: equidade tem a ver – mas não somente – com igualdade. Gestores, proprietários, sócios e colaboradores, entre outros stakeholders devem ser tratados de maneira justa e isonômica. Para isso, devem ser considerados seus direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas.
Prestação de Contas: sem prestação de contas, não existe governança corporativa. Todos os que de alguma forma atuam na empresa devem fazer isso de forma transparente, clara e em tempo para que seus atos sejam avaliadas e acompanhadas. Esses agentes devem assumir totalmente as responsabilidade sobre seus atos e também omissões.
Responsabilidade Corporativa: se refere ao comprometimento de todos para que a viabilidade econômico financeira do negócio se preserve. Isso inclui evitar riscos desnecessários e buscar as melhores oportunidades de crescimento. O objetivo é que os capitais da empresa e sua capacidade de gerar valor sejam preservados em curto, médio e longo prazos.

10/06/2023

Estratégias de transição para carbono zero abrem oportunidades para o agro
Estudos mostram que os projetos atuais poderão mitigar, até 2030, 215 megatoneladas emissões de carbono
Por Mônica Magnavita, Para o Valor — De São Paulo

16/03/2023 06h00

A estratégia de carbono zero no agronegócio, um dos quatro pilares do Pacto Global da ONU e chave para o desenvolvimento sustentável, traz para o Brasil oportunidades de negócios superiores às de qualquer outro país. Investimentos entre US$ 14 bilhões e US$ 20 bilhões por ano, novas tecnologias e modelo de produção agropecuária carbono zero no país podem agregar ao PIB nacional entre US$ 40 bilhões e US$ 60 bilhões por ano, de acordo com os cálculos de Ned Harvey, CEO da Digital Gaya, especialista em tecnologias inovadoras de práticas regenerativas. “O Brasil tem a oportunidade da vida nesse momento”, afirma Harvey. Inovações originadas em pesquisas acadêmicas darão o suporte fundamental para sustentação dos projetos.

Mas para atingir tais cifras, o país precisa facilitar acesso aos milhares de pequenos produtores na região Amazônia a essas novas tecnologias, de modo que possam usar seus conhecimentos na transição rumo à produção sustentável. Além disso, enfrentar um dos principais desafios, o de garantir transparência e recursos adequados para atração dos recursos.

“Os investidores globais precisam confiar que terão o retorno esperado. Eles precisam acreditar que o Brasil é o lugar certo para aportar recursos na produção de superalimentos e produtos agrícolas sustentáveis”, afirma.

O agronegócio é setor chave para desenvolvimento sustentável nacional. Líder na exportação de carne bovina no mundo, além de ser um dos maiores exportadores de soja, o Brasil tem pela frente o desafio de ampliar sua produção mirando uma agropecuária de baixo carbono.

Estudos mostram que os projetos atuais poderão mitigar, até 2030, 215 megatoneladas emissões de carbono. O consumo de carne no mundo não para de crescer. Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), até 2030 o consumo médio global per capita deverá aumentar 14,2%. Hoje, é de 34,1 kg, chegando a 60 kg no conjunto dos países desenvolvidos.

O cenário atual é desafiador. Daniel Vargas, coordenador do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), observa que 50% das emissões brasileiras de gases de efeito-estufa são resultantes do desmatamento e do corte da floresta na Amazônia, os outros 25% estão associados à agricultura e pecuária. Para fazer frente à expansão da demanda global de alimentos de forma sustentável será preciso dialogar com o setor florestal e o de produção de alimentos. Transição verde prevê mudança do usa da terra, envolvendo produtores e gerando renda e oportunidade de crescimento.

Alessandra Fajardo, da Bayer, observa que o aumento da produção demanda preservação. “Não precisamos mais de área para produção. Precisamos produzir mais nas áreas já disponíveis”, afirma Fajardo. Para cada hectare plantado hoje no Brasil, há cerca de três hectares abandonados em regiões potencialmente férteis.

Paula Costa, fundadora da Preta Terra, cita técnicas ainda pouco utilizadas na produção agropecuária sustentável que podem ser expandidas para restauração. “Essa realidade é uma oportunidade para o Brasil. Podemos recuperar áreas degradadas com agricultura regenerativa, recuperando essas áreas por meio da produção de grãos, pecuária ou sistemas agroflorestais”, diz. O carbono é a ponta do iceberg, o protótipo do pagamento por serviços ambientais.

Renata Piazzon, diretora do Instituto Arapyaú, considera que um dos principais incentivos para avançar na cultura sustentável está no potencial das redes e na articulação entre poder público, privado e sociedade civil em torno de uma transformação sistêmica. Ou seja, estratégia integrada, que busca convergência entre a agenda agro e ambiental. A seu ver, não se pode falar em desmatamento sem falar em desenvolvimento que promova a transformação do território.

“Das 4,5 mil comunidades indígenas e quilombolas da Amazônia, só uma tem conectividade. Isso dificulta a disseminação da tecnologia de baixo carbono na região. Temos que olhar para as 30 milhões de pessoas que lá vivem. O desafio é promover alternativas que conciliem o capital natural com a dignidade das pessoas que vivem na região. Não dá para falar de alternativas econômicas que mantenha floresta em pé sem qualidade de vida para a população”.

10/06/2023

O que é ESG e por que o agronegócio deve ficar atento ao conceito
Questões sociais, ambientais e de governança têm ganhado espaço nas empresas, mas aplicação não pode ser generalizada para todo o setor.

Por Mariana Grilli e Carol Fernandes — Redação Globo Rural
14/11/2022 09h58

Você já deve ter ouvido falar em ESG. Essas três letras que formam uma das siglas mais comentadas do momento estão definitivamente colocadas na agenda econômica, de uma forma geral; e corporativa, de um modo particular. Mas, de fato, o que é ESG? E por que as empresas do agronegócio devem ficar atentas e conhecer cada vez mais este conceito?

ESG, na sigla em inglês, envolve trabalhar de forma conjunta e harmônica environmental, social and governance (ambiental, social e governança, em português). Na prática, uma versão 2.0 da responsabilidade socioambiental, mas um pouco mais voltada ao mercado. É desta forma que profissionais do meio rural, da indústria e do direito ambiental têm visto a entrada desta sigla na agenda das empresas.

À medida que os gestores passam a compreender que o cuidado com o meio ambiente e a sociedade são parte do quebra-cabeça para ter retorno econômico, o ESG se torna um novo departamento em muitas organizações. No agronegócio não é diferente. Agroindústrias, varejistas e grandes grupos produtores vêm assumindo a bandeira .

A advogada especialista em direito ambiental, Rafaela Parra, ressalta que a preocupação com o ESG parte da necessidade de as organizações cumprirem suas metas de descarbonização. Mais ainda, estarem em dia com os compromissos voluntários de país signatário do Acordo de Paris, a fim de colaborar com a meta global de redução de emissões de gases do efeito estufa.

Como a agropecuária é parte significativa das emissões de metano e dióxido de carbono no Brasil, o setor é grande interessado em estar em dia com os requisitos ambientais, econômicos e sociais ao longo de toda a cadeia produtiva.

"Para além do compliance, ou seja, do mero atendimento às normativas vigentes, o agronegócio necessita de adequação ao E, S e G de forma proativa, com gestão da cadeia de fornecimento e congregação dos interesses de todos os stakeholders nos processos que envolvem metas", avalia.

Rafaela ainda observa que o ESG deve ser pensado conforme a realidade das empresas: antes, dentro e fora da porteira. Neste sentido, uma fazenda e uma empresa de químicos podem ter parâmetros diferentes para aplicar os conceitos.

O uso de energia solar e a captação da água da chuva são exemplos que corroboram com o pilar ambiental do ESG em uma fazenda, a exemplo do que é feito na propriedade comandada por Luciana Dalmagro. Em Sales Oliveira (SP), a produtora também destaca a importância de olhar o quesito ambiental.

"Tudo parte da educação. Nós acreditamos que o ESG só é realmente colocado em prática quando você olha com igualdade para o ambiental, o econômico e também para a comunidade no entorno, para os colaboradores e até para os filhos deles. A governança passa pela capacitação, bem-estar e confiança no time", diz.

A rastreabilidade também é uma prática alinhada ao ESG, por buscar dar transparência à cadeia produtiva e ao consumidor. Liège Correia, diretora de sustentabilidade da Friboi, admite ainda ser um desafio rastrear totalmente os passos por onde um animal vai passar, pois entre cria, engorda e abate o gado pode passar por cerca de nove fazendas até chegar ao frigorífico.

Ainda assim, dos 80 mil fornecedores cadastrados na base da JBS, todos são rastreados e identificados, ela diz. Liège também ressalta a questão social para o equilíbrio do ESG, já que a JBS tem 140 mil colaboradores no Brasil. "É pensando em gente que vamos atingir as metas de descarbonização, olhando às pessoas".

10/06/2023

Nosso objetivo é ajudar a incluir seus Stakeholders, ou seja, público estratégico, pessoas ou "grupo de interesse" que são impactados pelas ações dos empreendimentos, projetos da empresa ou negócio.

Endereço

Cachoeira Do Sul, RS

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