Academia Cabense de Letras

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GERSON DE TODOS OS SANTOSPor Tereza Soares*Em 31.05.2025Gerson Santos. Quem nunca ouviu falar desse poeta atrevido, sonh...
31/05/2025

GERSON DE TODOS OS SANTOS
Por Tereza Soares*
Em 31.05.2025

Gerson Santos. Quem nunca ouviu falar desse poeta atrevido, sonhador, popular e bom moço, sempre tomando o partido dos que sofrem ou precisam de alguém pra lhe defender? E ele defendia com suas armas verbais que saíam do próprio pão que ele comia e rolavam pelas ladeiras, viajavam para outros estados e serviam ao conhecimento, com versinhos sobre saúde, educação e tantas campanhas educativas a que o seu cordel atendeu. Se alguém chamava, ele já ia. Gerson era fiel a quem precisava de gente pra enfileirar os pedidos de poesia que chega a todos de maneira fácil, nessa linguagem tão criativa, e era encantado com o estado de ser poético a que se dispôs por toda uma vida. Nasceu para se comunicar dessa forma, com sua voz fininha e meio rouca. Ele nem se importava com isso, porque o livrinho do cordel estava na mão quase sempre, e isso era o que o colocava na posição em que queria estar. Vendia sua expressão por aí e o dinheiro não dava pra nada, mas ele sabia, e não se importava. Gerson era a cara do Cabo de tantos santos, como ele repetia. O mais popular sendo Santo Agostinho. Para ele era muito fácil abrir a boca e dizer: “Sou desta cidade onde faltam investimentos na cultura”, como reclamava.
Me disse uma vez o Gerson que andava muito feliz por estar participando de eventos literários no Espírito Santo, levando o nome desta cidade que ele tanto amava. Noutra ocasião, fizemos um vídeo com ele na ladeira da descida do shopping, que tem a vista da Vila da Cohab. Ele surgia recitando versos numa homenagem singela aos trabalhadores. O vídeo era para o sindicato. Contracenamos nesse período e em outros, quando ele insistia em receber o dinheirinho do cordel contratado pela Prefeitura. O calote que ele recebia, muitas vezes o deixava desanimado. Que insistência! Que resistência! E eu lembrava de Gerson vendendo chá mate com limão na frente dos Correios, na época em que a Casa da Cultura do Cabo era no Teatro Barreto Junior, que hoje nem existe mais.

Depois, teve uma lojinha de xerox na rua da Escola Casulo, a rua que eu morei desde que nasci, a Amaro P. Cavalcante. Sempre encontrava Gerson por ali, onde ele expunha seus cordéis no mural do próprio negócio. Por muitos anos Gerson foi reivindicado para entrar na Academia Cabense de Letras, abrindo o precedente para a Literatura de Cordel, que hoje começa a ser mais valorizada com outros membros representantes desse gênero mais popular e tão em evidência. Um dia estive com Gerson e outros colegas recitando poemas para os professores do Cabo, na Secretaria de Educação. Ele saiu com uns versos de mesa de bar. E para minha surpresa, todos adoraram e aplaudiram. Era a cultura popular que ele sempre defendeu.
Esse era o nosso Gerson.

*Tereza Soares – Poetisa e jornalista cabense. Integrante da Academia Cabense de Letras.

Imagem destaque: Gérson Santos e Tereza Soares esteve no lançamento da Coletânea de Poetas Cabenses produzida pela Academia Cabense de Letras, em 2014. A publicação foi organizada por Tereza. Divulgação.

NOTA DO EDITOR: O poeta cordelista Gérson José dos Santos faleceu anteontem (29.05.2025), vítima de insuficiência cardíaca severa. Natural do Cabo de Santo Agostinho, ocupava a cadeira número 28 da Academia Cabense de Letras.

Fonte: Blog Falou&Disse
Gerson de todos os Santos

GÉRSON SANTOS: O POETA QUE FEZ DO CABO DE SANTO AGOSTINHO UM CORDEL VIVOPor Wilson Firmo*Em 30.05.2025O Cabo de Santo Ag...
31/05/2025

GÉRSON SANTOS: O POETA QUE FEZ DO CABO DE SANTO AGOSTINHO UM CORDEL VIVO
Por Wilson Firmo*
Em 30.05.2025

O Cabo de Santo Agostinho se despede de um de seus maiores ícones da literatura popular. Faleceu ontem (dia 29 de maio de 2025), o poeta e acadêmico Gérson José dos Santos, vítima de insuficiência cardíaca severa. Natural do município, Gérson ocupava a cadeira nº 28 da Academia Cabense de Letras, tendo como patrono o padre Antônio Melo Costa.

Com uma trajetória marcada pela paixão pelas letras e pela cultura nordestina, Gérson se consolidou como uma das vozes mais representativas do cordel em Pernambuco. Nos anos 1980, participou da criação do folheto poético “Para não nos Esquecermos”, ao lado de Natanael Júnior, Paulo Cultura (in memoriam), Antonino Júnior (também in memoriam), Frederico Menezes, Jeová, entre outros. O projeto tinha como missão resgatar o fazer poético do município e fortalecer a memória cultural cabense.

O também imortal Dr. João Sávio resumiu bem sua relevância: “Gérson Santos é um talentoso poeta que tem suas raízes nas ladeiras do Cabo. Sempre valorizando as tradições culturais da nossa terra e presente em todos os movimentos que sustentam essa magia do homem pernambucano.”
Sua produção literária, marcada por lirismo e crítica social, circulou amplamente pelo Brasil. Gérson teve obras incluídas no Dicionário Biobibliográfico dos Cordelistas Contemporâneos, da Editora Nordestina, que reúne 204 nomes fundamentais da literatura de cordel. Em 2010, participou da Feira Internacional de Artesanato e Decoração (Feincartes), no Espírito Santo, onde foi elogiado por cordéis como “Os 100 anos do mestre Vitalino”, “A história da Bíblia” e “Mensalão do DEM”.

Em 2024, foi um dos homenageados do Festival Cordelando no Palácio da Cultura, evento que celebrou os grandes nomes do cordel nordestino. E mesmo durante a pandemia, manteve sua arte como instrumento de serviço público: em vídeo gravado no calçadão da praia de Suape, alertou com poesia sobre os cuidados necessários contra a Covid-19.

O velório acontecerá na Loja Maçônica Alvorada da Paz, no centro do Cabo, a partir das 10h30. O sepultamento está previsto para as 16h30, no mausoléu da Alvorada da Paz, no Cemitério São José, também no centro do Cabo.

Para o presidente da ACL, Carlos Gomes, o acadêmico e amigo Gérson José dos Santos deixa uma marca indelével na história cultural do Cabo. “Poeta do povo, das praças e das feiras, sua voz continuará ecoando em cada folheto, em cada verso e em cada memória cabense”, destacou o presidente, enfatizando também que Gérson foi — e sempre será — parte essencial da alma poética do nosso povo.

A Academia Cabense de Letras expressou suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos, confrades, confreiras e admiradores.

*Wilson Firmo é jornalista e integrante da Academia Cabense de Letras.

Fonte: Blog Falou&Disse
https://falouedisse.blog.br/?p=19043

CABOPor Carlos L. Gomes*Sou um pedaço de Cabo,Verde, mercadoria humanaVendida por almas,Cristãs desumanas.Sou do Cabo da...
12/04/2025

CABO
Por Carlos L. Gomes*

Sou um pedaço de Cabo,
Verde, mercadoria humana
Vendida por almas,
Cristãs desumanas.

Sou do Cabo da foice
Que cortou cana para
Adoçar a boca do Rei.

Sou vítima da mão que usou
O Cabo do chicote, rasgou
Minha carne e, me enterrou.

Sou do Cabo da baqueta linda,
Que faz o tambor reviver o passado, Alegrando os foliões de Olinda.

Sou do Cabo do Santo confessor,
Que pecou, vendeu a alma ao
Diabo, virou filósofo, se consagrou.

Sou do Cabo da cana,
Sou da África, de Massangana.
Sou lembrança de Zumbi,
Sou ancestralidade, enfim.
Ainda estou aqui.

*Carlos L. Gomes – Escritor/Psicólogo. Integrante da Academia Cabense de Letras.

NOTA DO EDITOR: Cabo de Santo Agostinho é um município de Pernambuco integrante da Região Metropolitana do Recife. Área de grande concentração de engenhos de cana-de-açúcar desde o início da colonização do Brasil, abriga o Engenho Massangana, onde viveu parte da infância o abolicionista Joaquim Nabuco. A casa grande do engenho sedia Museu Massangana, ligado à Fundação Joaquim Nabuco.

Fonte: Blog Falou & Disse

Cabo https://falouedisse.blog.br/?p=18643

“REALIDADE” PARALELAPor Enildo Luiz Gouveia*Em 10.01.2025Um discurso sobre a realidade remonta à ideia de verdade. O que...
13/01/2025

“REALIDADE” PARALELA
Por Enildo Luiz Gouveia*
Em 10.01.2025

Um discurso sobre a realidade remonta à ideia de verdade. O que é de fato a verdade? Ela é única ou podemos falar no plural? Independentemente de qual for a opção, uma coisa é certa, a verdade está no fato, naquilo que acontece, se manifesta, não apenas concretamente, diante de nós. Ai reside outra questão: se a verdade é a realidade em si, ou seja, o fato, porque há discursos tão contraditórios sobre ela?
Na filosofia é conhecida a revolução copernicana do filósofo Kant. Basicamente a ideia é que os objetos e fatos não existem por si só. Eles passam a existir quando são trazidos à luz pelo sujeito observador. O físico Thomas Young (século XIX), estudando o comportamento da luz através do experimento conhecido como dupla fenda identificou que a natureza da luz (ondas ou partículas) é alterada quando observada. Mas o fato é que a luz continua a mesma. Assim, podemos concluir que o observador ao observar altera não o objeto/fato, mas a compreensão sobre o mesmo, e daí retira sua verdade, inventos e visão de mundo.

Tendo o cuidado de não cair no relativismo exagerado diante de afirmações que se colocam como verdades absolutas, seja na religião, na política ou até mesmo no conhecimento (episteme), é preciso procurar sempre a correlação entre o discurso e o fato. Dai chega-se à seguinte conclusão: nossa visão em geral busca o conveniente, aquilo que satisfaz nossas preconcepções sobre a realidade. Na ausência de preconcepções somos tentados a aderir ao primeiro discurso minimamente organizado e feito de forma incisiva. Dito de outra forma, a aderência não é com a realidade, mas com a comodidade que nos traz satisfação e a sensação de estarmos certos.

No limiar deste novo ano é sintomático que no Brasil e no mundo existam tantas interpretações para os mesmos fatos. Cada um, cada uma, mediado por suas convicções procura impor suas verdades aos demais. E para isto não importa a eliminação simbólica, cultural ou violenta do outro. O discurso vencedor é quase sempre de quem detém o poder (econômico, militar e midiático). Molda-se a realidade aos seus interesses, negam-se os fatos, distorcem-se a história e, assim, arrebatam milhões de mentes desavisadas ou incultas que passam a acreditar fielmente na realidade paralela criada ou manipulada com o objetivo aparentemente nobre de manter o status quocivilizatório.

*Enildo Luiz Gouveia é professor, poeta, cantor, compositor e teólogo. É integrante da Academia Cabense de Letras.

Imagem – Internet

Fonte: Blog Falou & Disse

REENCONTRO COM CELINA DE HOLANDAPor Rodolfo Aureliano*Em 23.11.2024Hoje eu me reencontrei, num sonho, com a poetisa Celi...
27/11/2024

REENCONTRO COM CELINA DE HOLANDA
Por Rodolfo Aureliano*
Em 23.11.2024

Hoje eu me reencontrei, num sonho, com a poetisa Celina de Holanda.
Ela quando me viu, sorriu e logo mandou a fraternidade de um abraço para minha mãe, Flora de Holanda Aureliano, que era sua prima. Como vai Flora?
Brilharam os seus olhos.
Eu falei encabulado que no lugar onde ela estava, minha mãe estava muito bem.
Também lhe falei de Augusto, Tito, de Maria, de Joana Teresa e Zuleidinha, que estavam eles todos muito bem nos lugares onde hoje estão.

Perguntei-lhe por Paulo e Breno, seus filhos. Ela me disse que eles estavam muito bem, também, nos lugares onde estavam, cada qual no seu canto, em cada canto um amor.

Daí, Celina me falou sobre a Poesia Pernambucana, a qual ela achava que nesse momento já não estava tão bem quanto estava ontem.�Não tinha agora, nossa poesia, tantas expressões quanto na época em que ela e Alberto Cunha Melo urdindo versos, inventavam universos infindos para a Poesia de Pernambuco, sobranceira, permanecer fluindo.

Então perguntei à Celina como ela via esse Brasil cingido de agora, com tanta gente desaforada cultuando a Ditadura Militar.
Ela me disse que isso não dava poesia, mas que ainda assim não deveríamos nos furtar de honrar os que sofreram ou morreram sob o peso demente do regime excludente. E me olhou com uma inesperada tristeza nos seus olhos tão bonitos, para minha surpresa.

Aí me despedi de Celina que me permitiu afetuoso e apertado abraço. Ela, afastando-se gentilmente de mim, me jogou o seu sorriso mais lindo.
Eu, de minha parte, me esforcei também para deixar o melhor sorriso que eu pude lhe dar.

Celina me deu adeus e, elegante como sempre, faceiramente subiu aos Céus por uma escada de Nuvens.

*Rodolfo Aureliano é engenheiro, ator teatral, poeta e compositor.
Imagem: Divulgação.

NOTA DO EDITOR: Nascida no Cabo de Santo Agostinho, Celina de Holanda é a patronese da Academia Cabense de Letras. Exerceu forte influência no fazer literário de Rodolfo Aureliano.

Fonte: Blog Falou & Disse

PARABÉNS, FREDERICO MENEZESEm 17 de novembroNeste dia especial, celebramos não apenas o seu aniversário, mas também a su...
27/11/2024

PARABÉNS, FREDERICO MENEZES
Em 17 de novembro

Neste dia especial, celebramos não apenas o seu aniversário, mas também a sua brilhante trajetória e todas as suas contribuições à cultura, ao espiritismo e à comunidade cabense. No Dia da Criatividade, saudamos sua capacidade incomparável de tocar corações através da palavra e promover o bem em cada passo.

Você é não apenas um publicitário excepcional, mas um expoente do espiritismo, cujo talento como médium psicógrafo ilumina nossos caminhos. Sua presença nos eventos espíritas regionais e nacionais é sempre aguardada com grande expectativa, trazendo conhecimento e paz para todos nós.

Agradecemos à sua querida esposa Luciana por compartilhar a sua vida conosco, assim como Talita, Dandara, Esperança e a pequena Maya. Em você, encontramos o abraço caloroso de um pai e avô devotado, que vê na família a base de todo sucesso.

Como disse Allan Kardec, "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas inclinações más." Você, caro Fred, é um exemplo desta verdadeira transformação, tocando vidas com seu amor incansável e suas palavras inspiradoras.

Sua ligação à Academia Cabense de Letras nos enriquece continuamente. Inspirados por suas palavras, buscamos, como bem afirmou Antoine de Saint-Exupéry, “deixarmos uma marca de amor em cada alma que tocamos”. Você, Fred, esta marca imprime em todos nós, com sua genialidade criativa e amor pela cultura e pelo próximo.

Ao fundar a Casa do Caminho, você plantou uma semente de esperança e caridade que cresce e floresce, beneficiando inúmeras vidas na comunidade do Cabo de Santo Agostinho. Sua obra nos lembra de que "Amar ao próximo é a realização da alma", frase de León Denis que tão bem descreve sua jornada.

Fred, seu legado é um farol que continua a brilhar cada vez mais intensamente. Que este novo ciclo traga ainda mais inspiração, luz e paz. A Academia Cabense de Letras se orgulha de tê-lo como membro fundador, e hoje, todos nós estamos unidos em celebração à sua vida.

Feliz aniversário!

Com todo carinho e admiração,
Os membros da Academia Cabense de Letras

QUERIDO CONFRADE LUIZ NAVARROPor João Sávio É com enorme orgulho e alegria que celebramos mais um ano de sua vida, marca...
13/10/2024

QUERIDO CONFRADE LUIZ NAVARRO
Por João Sávio

É com enorme orgulho e alegria que celebramos mais um ano de sua vida, marcando a belíssima trajetória na literatura e nas artes cênicas. Seu brilho ilumina não apenas o Cabo de Santo Agostinho, sua terra natal, mas também todo o Brasil, onde seu talento e determinação não têm fronteiras.

Seu legado na Academia Cabense de Letras é indiscutível, um marco de inspiração e excelência. Sua formação pela Uninassau e sua atuação na gestão pública municipal demonstraram como a arte e a cultura podem transformar uma comunidade, trazendo à tona o melhor de cada um. Lamentamos profundamente a injustiça de sua partida de nossa cidade, mas a distância apenas evidenciou sua força e resiliência.

Temos acompanhado, cheios de orgulho, suas conquistas em Tocantins, especialmente em Palmas e Araguaína, onde a arte ganha um novo significado com suas obras primas. No Grupo ARTPALCO, "Um Minuto para Dizer que Te Amo" não só emocionou o público como também consolidou seu lugar entre os grandes da cena teatral contemporânea.

Sua integração à Festa do Divino Espírito Santo em Araguaína ressalta sua habilidade única de mesclar o sagrado e o profano, algo tão bem descrito por Gilberto Freyre: “Seria uma perda irreparável se rendêssemos à superficialidade aquilo que clama por profundidade.” Sua visão continua sendo um elo entre a fé e a celebração, proporcionando não apenas entretenimento, mas uma verdadeira experiência cultural e espiritual para todos.

Luiz, enquanto você continua a expandir seu impacto cultural e humano, saiba que suas raízes permanecem firmes aqui, no coração de cada membro da Academia Cabense de Letras. Como disse o grande Guimarães Rosa: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.” E você, querido amigo, dança magistralmente com esse ritmo.

Receba nosso caloroso abraço e votos de muitos anos de sucesso, criatividade e realizações. Que seu caminho continue repleto de luz, e que seu trabalho continue a inspirar e transformar vidas por onde passar. Em nome de todos os confrades, nossos parabéns mais sinceros.

Com um Forte Abraço!

João Sávio é médico, escritor e membro da Academia Cabense de Letras.

SOB O CÉUPor Matias Borba (07/10/24)Sob o Céu, vou tecendo meus versos bucólicos.Minhas flores preciosas,colhidas no jar...
13/10/2024

SOB O CÉU
Por Matias Borba (07/10/24)

Sob o Céu, vou tecendo
meus versos bucólicos.
Minhas flores preciosas,
colhidas no jardim da vida.

Meus versos, imprescindíveis,
são presentes de Deus.
Seja tarde, noite,ou alvorada,
vou cantando meus versos,
livres, ou rimados.

Onde quer que seja
meu coração deseja,
minha mente vai
e lá estão meus versos.

E neste berço de acalanto
minha alma deita-se, dorme,
sonha e me faz poeta

Matias Borba o Poeta do amor, é membro da Academia Cabense de Letras.

DOUGLAS MENEZES para PATRONO da Biblioteca da Escola Técnica Epitácio PessoaPor José Ambrósio dos Santos*Em 23.09.2024Na...
29/09/2024

DOUGLAS MENEZES para PATRONO da Biblioteca da Escola Técnica Epitácio Pessoa
Por José Ambrósio dos Santos*
Em 23.09.2024

Na quinta-feira da semana passada, depois de 51 anos, retornei à Escola Técnica Estadual Epitácio Pessoa, no Cabo de Santo Agostinho, onde conclui o Ginásio em 1973. Uma visita que me deixou emocionado, mas principalmente confiante na atual geração de estudantes do antigo Ginásio Industrial.
É que estudantes e professores estão escolhendo um nome para patrono da Biblioteca da Escola, e eu fui apresentar o de Douglas Menezes de Oliveira, o maior cronista do Cabo de Santo Agostinho nas últimas quatro décadas.

Além de Douglas Menezes eles avaliam os nomes do professor Carlos Silvino, dos poetas Théo Silva e José Plech Fernandes (Zeca Plech), e da poetisa Celina de Holanda. Todos sugeridos pela Escola e referendados pela Academia Cabense de Letras (ACL), que acrescentou o de Carlos Silvino.

Todos os concorrentes foram defendidos por integrantes da ACL. Tereza Soares apresentou Théo Silva. Ivan Marinho defendeu os legados de Celina de Holanda e Zeca Plech. Enquanto Vera Rocha e Carlos Gomes exaltaram a contribuição de Carlos Silvino para a literatura.
Poeta, contista, compositor, cronista e escritor, Douglas Menezes, que ocupou a cadeira de número 11 da ACL e estudou no antigo Ginásio Industrial, foi também professor. Amante da literatura, dedicou a vida ao ensino, a repassar à juventude conhecimentos, valores éticos, sentimentos de cidadania e a ensinar a arte da reflexão, do pensar e compreender o valor transformador da Educação. Passou mais de 40 anos em sala de aula.

Apaixonado pela cidade onde nasceu no dia 23 de setembro de 1954, Douglas completaria hoje 70 anos de idade. Como escreveu seu irmão mais velho, jornalista Roberto Menezes, na apresentação do livro Douglas Menezes, um operário das letras, seu “querido” irmão se encantou de repente. “Sumiu desse mundo como se falasse no pé do ouvido de cada cabense: já fiz o que tinha que fazer. Fui!”
E Douglas tanto fez (cantou) o Cabo de Santo Agostinho e a sua gente, que no dia da despedida, a Quarta-feira de Cinzas de 2020, ele escreveu e divulgou a sua última crônica, Felizmente, a vida continua. “Por isso, um pouco de carnaval prolonga a utopia de que se é feliz, ao menos uns dias por ano. Daí a dor ao terminar esse reinado de fantasia. Quando o pobre se sente um pouco elite, um pouco rei e rainha”, ressalta Douglas em um dos trechos da crônica.
E conclui: “Enfim, amanhã as cinzas estarão dissipadas na quinta-feira cotidiana, com os foliões fazendo as contas juvenis, aguardando de novo o momento de se virar criança, na busca do próximo carnaval de ilusões e sonhos e cinzas ingratas.”

O livro Douglas Menezes, um operário das letras foi entregue ao coordenador da Biblioteca, professor Bernardo Tenório, e já compõe o acervo daquela sala de leitura e pesquisas. Doutorando em História da Filosofia, o professor Bernardo se empenha no estímulo à ampliação da leitura e do conhecimento por parte das alunas e dos alunos.
Como ressaltei no início e no final da apresentação de Douglas Menezes, que contou com a expressiva participação de Vera Rocha e da viúva de Douglas, Débora Oliveira, o nome escolhido para patrono me representará e também a Academia Cabense de Letras.

Na verdade, quem ganha com esse processo de escolha para patrono da Biblioteca da Escola Técnica Estadual Epitácio Pessoa é o fazer literário, a democracia e a cidade que pode ofertar valorosos nomes.

*José Ambrósio dos Santos é jornalista, escritor e integrante da Academia Cabense de Letras.

Fonte: Blog Falou & Disse
https://falouedisse.blog.br/?p=17346

PARABÉNS ANDERSON MENDONÇA Neste dia especial, 20 de agosto, queremos te parabenizar por mais um ano de vida! Você, um e...
23/08/2024

PARABÉNS ANDERSON MENDONÇA

Neste dia especial, 20 de agosto, queremos te parabenizar por mais um ano de vida! Você, um excelente psicólogo e autor de renome, tem sido uma referência inestimável para todos nós na Academia Cabense de Letras, mesmo quando tua presença física é mais rara.

Que Deus te ilumine com bênçãos de saúde, amor, paz e sabedoria nesta nova etapa de vida. Sua contribuição e dedicação são inegavelmente valiosas para nossa academia e para quem tem o privilégio de te conhecer.

Parabéns!

Seus confrades da ACL

AMOR DE PAIPor Carlos Luiz Gomes em 06/08/24Esta semana, andei pensando em escrever um texto sobre o tema AMOR DE PAI. L...
13/08/2024

AMOR DE PAI
Por Carlos Luiz Gomes
em 06/08/24

Esta semana, andei pensando em escrever um texto sobre o tema AMOR DE PAI. Lembrei-me de ter lido, em algum lugar, esta frase: O amor é o único sentimento que preenche o vazio existencial do ser humano. Analisei-a bastante, concordo em parte, porém ainda não era o suficiente para me inspirar a escrever. De repente, o meu sistema límbico me lembrou de uma frase que um grande amigo, Joilton, me falava: ̈ VOCÊ É MEU E O BOI NO LAMBE. ̈ Embora tivesse um significado enigmático e metafórico, ela expressava o quanto ele me amava. Este é o amor que deveria permear a relação pai x filho x pai, um amor verdadeiro vindo das profundezas da alma.
Quando minha família se mudou para o Bairro São Francisco, na cidade de Cabo de Santo Agostinho, em 1964, em plena ditadura militar, o destino me fez vizinho de Joilton Miguel dos Santos. Eu, um garoto de 8 anos, cheguei naquele lugar cheio de expectativas e dúvidas, pois o meu porto seguro, a Usina Santo Inácio, ficara para trás. Logo me adaptei ao novo ambiente, que tinha desafios a serem vencidos, a saber: falta de água encanada e calçamento; tinha uma população majoritariamente pobre, constituída de muitos cortadores de cana e moradores de casas de taipa. Apesar deste quadro social, aprendi a gostar daquele bairro.
O primeiro amigo que fiz foi Joilton Miguel dos Santos, filho de Dona Zefinha e Seu João, irmão de 3 irmãs e 3 irmãos. Ele tinha uma doença congênita, que o tornou paraplégico desde criança, com braços e pernas atrofiadas, porém sem comprometimento de fala, visão, audição e cognição . Este tipo de quadro patológico comprometia muito sua qualidade de vida, pois o impossibilitava de andar e fazer tarefas corriqueiras que uma pessoa não deficiente faz. Porém, ele desafiava o destino, sempre com humor elevado, andava numa cadeira de roda de madeira, adaptada ergonomicamente, jogava dominó magnificamente, torcia fanaticamente pelo sport, participava da maioria dos eventos sociais da cidade. A garotada da rua gostava dele, e o levava para missas, casamentos, aniversários, jogo de futebol na Destilaria e no campo do Sesi, apresentação do cavalo-marinho no Alto da Foice, procissões, festas dos Santos da cidade, circos, cinemas, etc. Sempre vestido a caráter.
Em 1982, a vida me fez deixar o Cabo e Joilton, fui morar em Maceió. Logo depois da minha partida, meu amigo veio a óbito. Infelizmente, não estava fisicamente presente na cidade quando ele faleceu. Confesso que gostaria de estar perto dele nos momentos finais da sua vida para dizer-lhe carinhosamente: VOCÊ É MEU E O BOI NÃO LAMBE.

Não poderia concluir este texto sem falar do Amor de Pai. Uma reportagem da BBC, há dois anos, intitulada Por que cada vez mais filhos cortam laços com os pais por saúde mental? Este texto traz estudos científicos que demonstram uma ̈epidemia silenciosa de rompimentos familiares ̈. Nos EUA, um em cada quatro norte-americanos se distanciam de familiares. No Reino Unido, o fenômeno atinge uma a cada cinco famílias. Estudos na Austrália e no Canadá afirmam a existência deste fenômeno. Estes dados são preocupantes, que podem trazer impactos mentais negativos nos indivíduos, causando separatividade que levam a transtornos mentais ou a um individualismo exacerbado que permeia atual sociedade. A expressão inglesa ESTRANGEMENT, que significa distanciamento, está sendo usada nos estudos para casos onde alguém corta relação com um ou mais parentes, muitas vezes perdura por longo prazo ou indefinidamente, sem aceitar nenhuma aproximação da pessoa rejeitada.
Tenho lidado no consultório de psicologia com pacientes, mulheres e homens, que amam apaixonadamente seus pais. Em contrapartida, tenho tradado pacientes que trazem consigo complexo paterno, consequência de traumas por abandono, abuso sexual, por negligência, por disputa de herança, por puro egoísmo, devido à separação dos cônjuges, etc. Estas pessoas se apresentam com ressentimento e uma raiva descomunal; muito destes pacientes se recusam a falar o nome do genitor, às vezes, o chama de sujeito, ele ou aquele.
No papel de psicólogo, trabalho para o conflito ser superado, fechando um ciclo que está aberto, que causa sofrimento ao pai, bem como ao filho ou filha, , criando barreiras intransponíveis. Uma reaproximação não garante que terão uma relação de amor pleno, mas deve-se trabalhar para ser, no mínimo, harmoniosa, apesar do passado complicado do genitor. Todos os filhos e filhas jamais deverão esquecer que sem a existência dos pais biológicos suas vidas não existiriam neste mundo. Vale salientar que já presenciei aproximações com finais felizes, para ambas as partes, com pais falecendo sem culpas e filhos se livrando de fardos emocionais .
No próximo domingo, 11 de agosto de 2024, será o Dia dos Pais. Caso eu pudesse nesse dia trazer meu pai de volta à minha convivência, eu o beijaria, presenteava-lhe e diria: VOCÊ É MEU E O BOI NÃO LAMBE.

CARLOS LUIZ GOMES, É psicólogo, escritor e membro da Academia Cabense de Letras

https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-59656561. Acessado em 06/08/24

Endereço

Rua Joaquim Nabuco 28, Centro, Cabo De Santo Agostinho/
Cabo De Santo Agostinho, PE
54500000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
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