01/09/2026
Você já sentiu que sua mente está em constante estado de alerta, mesmo fora do expediente?
Esse tema surgiu espontaneamente nas nossas rodas de discussão do GT Condições de Trabalho do Ipea, a partir do que nossos associados vivem diariamente. Num ambiente com excesso de estímulos — notif**ações, prazos, reuniões consecutivas e ruídos o tempo todo — o cérebro entra em sobrecarga. O que parece “produtividade” vira desorganização interna, dificuldade de foco, insônia e, com o tempo, pode evoluir para quadros graves de ansiedade, burnout e depressão.
Não se trata de fragilidade individual, mas de um problema estrutural do nosso ambiente de trabalho. A quem interessa a imposição de um ambiente adoecedor? Cabe pensarmos, coletivamente, em formas de aprimoramento do espaço de trabalho — com condições acústicas, materiais dignas e adequadas a todos e a todas, além de uma jornada de prazos e mediação de relações que sejam adequadas, respeitosas e que não comprometam a saúde física e mental — e, ao mesmo tempo, cobrarmos de nossos gestores institucionais a implementação urgente dessas medidas. É dever da casa garantir condições mínimas para que a gente trabalhe sem adoecimento.
Devemos trabalhar para viver, não para adoecer.