14/05/2026
O presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez publicou em X:
"A situação do Sistema Elétrico Nacional está particularmente tensa nos últimos dias.
Para o dia de hoje, prevê-se um déficit de mais de 2 mil MW no horário de maior demanda, ou pico noturno.
Esse agravamento dramático tem uma única causa: o bloqueio energético genocida a que os EUA submetem nosso país, ameaçando com tarifas irracionais qualquer nação que nos forneça combustível.
Nesta quarta-feira, por exemplo, a energia que deixa de ser gerada em devido à indisponibilidade de combustíveis, provocada por esse cerco criminoso, chega a 1.100 MW.
A melhor demonstração do que afirmamos está na sensível melhoria do serviço no mês de abril. A chegada a um porto cubano de um único navio de combustível, dos oito que são necessários no mínimo a cada mês, permitiu reduzir o déficit e, com isso, os apagões que, embora não tenham desaparecido totalmente, conseguiram ser atenuados.
Nos últimos dias, meios de comunicação norte-americanos que servem à agenda belicosa de agências federais daquele país demonstraram desconcerto diante da resistência heróica do povo cubano e da firmeza e unidade inabalável do nosso Governo.
Eles tiveram que reconhecer que, apesar das cruéis medidas de asfixia econômica e energética que os EUA decretaram, continua de pé, não é um Estado falido.
Com isso, admitem que a crise que nos aflige é fruto da severa guerra econômica que nos impõem e da perseguição energética.
Em resumo: o que os porta-vozes do regime norte-americano tentam mostrar ao mundo como consequência direta de uma má gestão do governo cubano é, na verdade, o resultado de um plano perverso que visa levar a extremos as carências e dificuldades do povo.
Nem o bloqueio imposto há mais de seis décadas, nem as 243 medidas de endurecimento impostas pelo antigo governo Trump conseguiram destruir a Revolução.
Por isso, adotaram uma ordem executiva que bloqueia totalmente o fornecimento de combustível a Cuba e outra que persegue e penaliza quem comercializa ou investe em Cuba.
É um plano perverso que tem como principal objetivo o sofrimento de todo o povo, para tomá-lo como refém e levá-lo contra o governo.
A flexibilização de algumas medidas do bloqueio há poucos anos evidenciou, sem qualquer dúvida, o quanto os povos de Cuba e dos EUA, as relações comerciais entre ambos os países e o desenvolvimento econômico e social de nossa nação poderiam se beneficiar, caso essa política draconiana não existisse.
Essa melhoria é temida por um pequeno grupo de ultradireitistas que sequestraram a política em relação a Cuba e mentem ou desinformam deliberada e cinicamente sobre a realidade cubana, enquanto exigem mais sufocamento e ameaças contra nosso povo.
Nossa resposta continua a mesma: sempre dispostos ao diálogo em condições de igualdade, continuaremos resistindo e criando, cada vez mais convencidos de que cabe a nós superar, com nossos próprios esforços, as enormes dificuldades, unidos como nação e firmes para enfrentar os desafios mais difíceis."