23/06/2026
Entre os dias 22 de junho e 3 de julho, a APIB estará em Londres, Paris e Bruxelas levando aos espaços internacionais de decisão uma mensagem que os governos e mercados ainda insistem em ignorar: não existe enfrentamento à crise climática sem a garantia dos direitos dos povos indígenas.
Enquanto empresas, bancos e governos ampliam acordos comerciais e cadeias globais de produção que continuam pressionando nossos territórios, seguimos denunciando os impactos desse modelo sobre direitos dos povos indígenas, do meio ambiente e do clima. O avanço do agronegócio, da mineração e de grandes empreendimentos tem aprofundado conflitos, incentivado invasões, ampliado a violência e colocado em risco centenas de culturas e a vida de lideranças indígenas que lutam pela defesa de seus territórios e modos de vida.
Não aceitaremos que a transição energética repita a mesma lógica colonial que historicamente transformou nossos territórios em zonas de sacrifício. Não aceitaremos que a demanda global por commodities, minerais e energia continue sendo utilizada para justificar violações de direitos humanos e destruição ambiental.
Levaremos aos debates internacionais a defesa da demarcação e proteção dos territórios indígenas, do fortalecimento de mecanismos de responsabilização das cadeias globais de produção, do financiamento direto para povos indígenas e da implementação efetiva de medidas que combatam o desmatamento e as violações de direitos.
Os povos indígenas são sujeitos políticos que apresentam respostas concretas para enfrentar a emergência climática, proteger a biodiversidade e construir futuros baseados no bem viver.
A defesa dos territórios indígenas é uma agenda global. Defender os povos indígenas é defender a democracia, os direitos humanos, os biomas e o futuro do planeta.
A Resposta Somos Nós!
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