11/11/2020
- Aumento da violência doméstica perante pandemia de Covid -19
Um assunto bem conhecido por grande parte dos brasileiros e que infelizmente não é um problema específico de certa região do planeta, não há distinção de gênero, classe ou qualquer que seja a característica isolada. É importante ressaltar que este tipo de problema ultrapassa até mesmo as barreiras do tempo, podendo ser observado ao longo da história da humanidade de diversas perspectivas.
Mais uma vez a cultura destrutiva praticada por humanos prevalece, sendo percebida a cada passo em meio a sociedade. Motivados pelo egoísmo e cegos pelos próprios desejos impensáveis, seguem aqueles que propagam a violência, os mesmos que destratam todo o meio ambiente e a diversidade de vidas que nele habita.
Nos vemos na obrigação de oferecer alguns dados informativos, métricas que podem ser usadas por vocês para reflexões interessantes.
Primeiro -
Você acredita no poder do amor ?
Como anda aceitando a diversidade ?
Possui pensamentos negativos frequentemente ?
Controla seus sentimentos ?
Possui paradigmas que impossibilitam sua evolução pessoal?
Você perdoa o próximo ? E você mesmo ?
Busca sua melhor versão todos os dias ?
Vamos aos dados :
“A Organização das Nações Unidas (ONU) recebe informações que permitam ampliar a compreensão sobre a violência contra a mulher no contexto da pandemia da covid-19. As contribuições podem ser de organizações da sociedade civil, pesquisadores, instituições de defesa dos direitos humanos, autoridades governamentais, organizações institucionais e demais interessados.
A violência contra mulher pode acontecer de várias formas: moral, psicológica, física, patrimonial e sexual, que inclui o estupro marital, ou seja, dentro de um casamento. Em 12 estados do Brasil, em março e abril deste ano, houve um aumento de 22,2% no número de feminicídios, a expressão máxima da violência contra mulher. O apontamento, que compara o índice com o registrado em março e abril de 2019, consta de um relatório produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a pedido do Banco Mundial.
De acordo com a ONU, inúmeros fatores da pandemia têm limitado as possibilidades de as vítimas romperem o ciclo de violência. Conforme cita a ONU, elas estão atualmente ainda mais suscetíveis às agressões e tendo mais dificuldades na hora de pedir socorro, já que as medidas de distanciamento social as levam a f**ar, muitas vezes, isoladas sob o mesmo teto dos agressores, o que as inibe de prestar queixa.
"O risco é agravado pelo fato de haver menos intervenções policiais; fechamento de tribunais e acesso limitado à Justiça; fechamento de abrigos e de serviços para as vítimas e acesso reduzido aos serviços de saúde reprodutiva", diz a ONU."
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2020-06/onu-coleta-informacoes-para-compreender-violencia-contra-mulher
"Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se que 35% das mulheres em todo o mundo já tenham sofrido qualquer violência físico e/ou sexual praticada por parceiro íntimo ou violência sexual por um não-parceiro em algum momento de suas vidas. Ao mesmo tempo, alguns estudos nacionais mostram que até 70% das mulheres já foram vítimas de violência física e/ou sexual por parte de um parceiro íntimo.
A ONU (Organização das Nações Unidas) calcula que de todas as mulheres que foram vítimas de homicídio no mundo em 2012, quase metade foram mortas pelos parceiros ou membros da família.
Estudo realizado em Nova Deli em 2012 mostrou que 92% das mulheres indianas relataram haver sofrido algum tipo de violência sexual em espaços públicos ao longo da sua vida e 88% declararam ter sido alvo de algum tipo de assédio sexual verbal (incluindo comentários indesejados de natureza sexual, assobios ou gestos obscenos).
Pouco mais de 1 em 10, tiveram relação sexual forçada ou outros atos se***is forçados em algum momento de suas vidas. De acordo com estudo do Unicef, os agressores se***is mais comuns são os atuais ou ex-maridos, companheiros ou namorados.
Na União Europeia, uma em cada 10 mulheres disseram já haver sofrido assédio pela internet, incluindo ter recebido de forma indesejada mensagens via SMS ou e-mails explícitos, sexualmente ofensivos, ou abordagens inadequadas em redes sociais). O risco é maior entre as mulheres jovens entre 18 e 29 anos."
Fonte: Facts and Figures: Ending Violence against Women (UN Women)