Este Coletivo começou em 2015, na época do golpe que derrubou a Presidenta Dilma, reunindo militantes de diversas matizes, visando reafirmar a necessidade de derrotar a ofensiva das forças conservadoras e golpistas, e propor outra política econômica, para caminhar em direção a transformações estruturais. No início nos identificávamos como Frente Brasil Popular e quando deixamos de ser uma frente p
assamos a nos denominar Coletivo Sementes da Democracia. O Sementes da Democracia tem atuado principalmente com ações de esclarecimento, promovendo debates, discussões e produção de material que ajudem no fortalecimento das lutas pela democracia. Para derrotar as forças conservadoras, defender as liberdades democráticas e os direitos, implementar outra política econômica e reformas estruturais, é preciso mobilizar e organizar os setores populares em torno de uma plataforma política mínima, que em nossa opinião deve conter os seguintes pontos:
1.Defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras: lutar por melhorias das condições de vida do povo, o que envolve emprego, renda, moradia, educação, terra, transporte público etc. Criticar e fazer ações de massa contra todas as medidas de política econômica e “ajuste fiscal” que retirem direitos dos trabalhadores e que impeçam o desenvolvimento com distribuição de renda.
2. Defesa dos direitos sociais do povo brasileiro: lutar pela ampliação dos direitos sociais que estão ameaçados por políticas públicas de extermínio, em curso a partir de 2016, como o Sistema Único de Saúde, Assistência Social, direitos trabalhistas e previdenciários.
3.Defesa da democracia: não aceitar nenhuma tentativa de golpe e retrocesso nas liberdades. Para ampliar a democracia e fazer reformas mais profundas, avançar na luta pela reforma política, pela reforma do poder judiciário, dos meios de comunicação de massa e da cultura.
4.Defesa da soberania nacional: o povo é o verdadeiro dono do petróleo, do pré-sal e das riquezas naturais. Lutar contra a transferência de bilhões de dólares ao exterior, de forma legal pelas empresas ou ilegal, por contas secretas (vide caso do HSBC).
5.Lutar por reformas estruturais e populares como a reforma política, urbana, agrária, tributária, educacional etc., entre outras propostas detalhadas no documento unitário construído pelos movimentos populares em agosto de 2014.
6.Defesa dos processos de integração latino-americana em curso, como Unasul, Celac, Mercosul e integração popular, que estão sendo atacados pelas forças do capital internacional.