Emanuel Isaque Pela Ordem

Emanuel Isaque Pela Ordem Apenas uma perspectiva de um brasileiro indignado com os assuntos do seu país.

Boa noite, para poucos! Eu podia estar assistindo e não me importando, mas não! Temos o direito de saber o que acontece ...
12/07/2020

Boa noite, para poucos! Eu podia estar assistindo e não me importando, mas não! Temos o direito de saber o que acontece com o nosso país e os outros estados, mesmo não sendo o nosso... O ex-
secretário de saúde do Rio nomeado por Witzel foi preso por desviar cerca de $33 milhões de reais da compra de respiradores dos hospitais de campanha
do Rio e demais hospitais públicos; dos 1000 somente 13% entregues. Em sua casa, a Polícia encontrou a bagatela de $8 milhões em espécie! Ah, o que eu fazia com esse dinheiro meu Deus!
O Covid-19 não mata ninguém, o que mata é a corrupção! Já que as escolas estão fechadas e o desvio da merenda está congelado, a saúde do povo que está a penar à luz da perversidade dos nomeados por outro que ganhou a eleição de governador às custas do "Messias do Povo". Witzel, pra quem não sabe, é o Governador do Rio eleito pelo povo alienado. Atualmente, há 14 pedidos de
Impeachment do governador na ALERJ. Resta saber se vão tirar.
Isso somente no Rio, porque o Amazonas também entrou na quadrilha do roubo da saúde.
Eu falei que iam politizar o Covid-19, politizaram! A pandemia é o mais novo e o mais rentável negócio dos políticos. Atualmente, há hegemonia da APAROFOBIA!
SER BRASILEIRO NÃO É, NUNCA FOI E NUNCA SERÁ
FÁCIL!

11/07/2020

Jair Bolsonaro anunciou em seu Facebook o pastor evangélico Milton Ribeiro como novo ministro da Educação. Ribeiro é ligado à universidade Mackenzie e é considerado um conservador, mas moderado. A nomeação já foi publicada em edição extra do Diário Oficial. Leia mais: https://bit.ly/3iNSzJP

Ótimo dia!!!Político José Serra é indiciado pela Lava-Jato, da Polícia Federal, nesse dia 03 de Julho. A LJ apurou que S...
03/07/2020

Ótimo dia!!!
Político José Serra é indiciado pela Lava-Jato, da Polícia Federal, nesse dia 03 de Julho. A LJ apurou que Serra teria se beneficiado quando era governador de SP nos anos de 2006-2007, isso é só o começo!
A PF ainda apreendeu uma conta de mais de $40 milhões de reais no exterior que era em nome da filha do político. Imagine a conta bancária do pai e da mãe!

Maravilhoso dia para todos os mais de 47 milhões de brasileiros que votaram no Serra em 2002 e os quase 34 milhões que depositaram confiança no mesmo em 2010 (Dados do TSE). Imagine se o mesmo tivesse ganhado!
Os fatos falam por si só.

Texto: E. I. C. da Silva

09/08/2019

SOCIOLOGIA DO TRABALHO: O TRABALHO E A SUA EVOLUÇÃO CONCEITUAL AO LONGO DA HISTÓRIA – SOBRE A DEFINIÇÃO DE TRABALHO SOCIOLOGY OF WORK: WORK AND ITS CONCEPTUAL EVOLUTION THROUGH HISTORY – ...

Mais e mais cortes na Educação deste país. O que estava alcunhado de 'Nova Política' nada mais é do que a 'Velha e Corru...
08/08/2019

Mais e mais cortes na Educação deste país. O que estava alcunhado de 'Nova Política' nada mais é do que a 'Velha e Corrupta Política de Sempre'.

R$ 926 milhões estavam congelados e, com projeto de lei, foram remanejados para outras áreas

10/06/2019
05/05/2019

Não foi por falta de aviso!
Bolsonaro mostra suas "garras" quando se refere à educação. Agora, além de asfixiar os cursos de humanidades e ciências sociais, o governo junto com o MEC cortam investimentos, garantidos constitucionalmente em lei, da educação básica, secundarista e superior do país. A estúpida e terrorista decisão é reflexo da EC 95 que atingem diretamente as políticas públicas. Pois bem, diretamente atingidos, as UFes e os IFes perdem investimentos primordiais ao atendimento de seus campi em todo o país, bem como afeta diretamente 80% das pesquisas em fluxo.
Com isso, a Educação perde R$ 5,839 bilhões.
Venho repudiar agora o asfixiamento dos cursos de humanidades.
Na semana passada, o presidente da república comunicou que o Ministério da Educação (MEC) estuda “descentralizar investimento em faculdades de Filosofia e Sociologia”. Bolsonaro declarou que a função do governo é “respeitar o dinheiro do contribuinte”, e que o objetivo é “focar” em carreiras como Veterinária, Engenharia e Medicina, as quais “geram renda para a pessoa e bem-estar para a família”.
No mesmo (des)compasso do discurso presidencial, o ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou que o MEC reduzirá verbas de universidades que, “em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia”. Ao citar a existência de “festas inadequadas” e “gente pelada dentro do ‘campus’”, Weintraub concluiu que “a universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”.
Antes que o pudico ministro saísse por aí com o seu “balburdiômetro” a aferir a moral e os trajes dos estudantes, tal qual uma inspetora de colégio de freiras, alguém com o mínimo de sensatez logo o advertiu da sua estultícia. Pra quê? Já no dia seguinte, com receio de ser acionado na Justiça, o MEC recuou da medida, mas propôs um contingenciamento de cerca 30% para todas as universidades federais, e não apenas para as que tivessem comportamento reprovado. Ou seja, o que era ruim para alguns ficou pior para todos.
No fundo, o real objetivo do MEC é simplesmente eliminar os cursos de Filosofia e Sociologia. Cabe ressaltar que tal iniciativa não possui amparo legal, já que, nos termos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, cabe à União assegurar recursos suficientes para manutenção e desenvolvimento das instituições de educação superior por ela mantidas.
Importa destacar também que a decisão do MEC fere a autonomia didático-científica constitucionalmente garantida às universidades, posto que a criação, a extinção e a modificação de cursos de graduação no Brasil são de atribuição exclusiva das instituições de ensino superior. Além disso, a autonomia compreende a gestão financeira e patrimonial das universidades, conferindo-lhes a prerrogativa de autogovernar os recursos de que dispõem.
A ingerência do MEC na área das ciências humanas causa estranheza por emanar de um governo mentoreado por um astrólogo autodeclarado filósofo. A incoerência é ainda mais evidente porque implica nítida intervenção do Estado no mercado de trabalho, o que contradiz a agenda liberal do governo na economia.
É inacreditável que o Ministério da Educação (da Educação!) esteja tão empenhado em patrocinar uma causa tão ignóbil, uma autêntica ode à ignorância. Ao asfixiar os cursos de Filosofia e Sociologia, o governo pretende promover um patrulhamento ideológico pela mordaça, já que não é capaz de conviver com a pluralidade e com a crítica. Nesse sentido, a medida é flagrantemente autoritária, pois revela total desprezo pelo conhecimento subjetivo e aspira ao nivelamento de uma sociedade impedida de raciocinar sobre si mesma e sobre o mundo. O sonho do governo é criar uma enorme coletividade de técnicos que se lhe submetam como o gado ao boiadeiro, preferencialmente batendo-lhe continência.
“O que a gente tem que ensinar pras crianças, pros jovens…? Primeiro, habilidades: de poder ler, escrever, fazer conta”, disse o ministro. Na escola da mediocridade de Weintraub, só não se ensina a pensar.

JÚNIOR, P. C., SILVA, E. I. C. da. Ode à Ignorância. 2019.

22/03/2019

*PRISÃO DE TEMER É FARSA E ESPETÁCULO DA LAVA JATO*

A prisão de Temer vem em boa hora para o governo Bolsonaro e para os defensores da reforma da Previdência. Enquanto foi útil para aprovar medidas a favor do capital financeiro e da burguesia interna, foi mantido solto. Provas não faltavam, mas o Congresso impediu sua prisão em duas votações. A prisão no aniversário de Bolsonaro, é um gesto, um agrado ao presidente de ultra direita com propósitos fascistas.

Sua prisão nesse momento favorece o governo, desvia o foco da reforma da Previdência – que é o que realmente interessa aos banqueiros e ao povo -, fortalece a Lava Jato após duas derrotas sofridas no STF, e na decisão do conselho do MP que impediu Dallagnol de vir a ser o chefe da PGR. Fortalece a operação depois dela ter sido defenestrada pelo absurdo fundo que pretendia criar de R$ 2,5 bilhões com recursos dos EUA e da Petrobrás. Não por um acaso a prisão vem um dia antes da reforma da Previdência entrar na pauta do Congresso Nacional.

A jogada fortalece Moro no momento que foi desqualificado por Rodrigo Maia e abre espaço para espaço para impedir novas derrotas da Lava Jato no STF. Fortalecerá ainda a campanha contra o STF abrindo margem para o fim da PEC da bengala o que permitira Bolsonaro indicar 5 ministros do STF. Favorecendo ainda mais o controle do judiciário por interesses fascistas.

A prisão de Temer ainda busca justificar a prisão de Lula, buscando enfraquecer o discurso de que ele e a esquerda estão sendo perseguidos. É diversionismo diante da entrega do Brasil aos interesses dos EUA.

A prisão está longe de ser um gesto concreto de combate a corrupção e muito mais um lance político para ganhar a opinião pública. O saldo é a favor de Bolsonaro e sua trupe, tirando-o do foco da crise política e dos recentes dados sobre enorme queda na sua popularidade.

A campanha do partido da Lava Jato, e dos bolsonaristas segue forte. Se a população não for esclarecida comprará gato por lebre. Se as forças democráticas não se atentarem somaram forças para o crescimento do fascismo no Brasil.

Obs: uma boa síntese, autoria desconhecida

Emanuel Isaque Cordeiro da Silva - Tecnólogo em Agropecuária (IFPEBJ), Biologia, Filosofia e Sociologia (CAPUFPE). Normalista pela Escola Frei Cassiano Comacchio. Pesquisador assíduo de assuntos com cunho zootécnico, filosófico e político.

09/03/2019

*Aulinha sobre o Dia Internacional da Mulher*

Hoje, ao passo do dia 8 de março de 2019, se comemora o dia das mulheres, data esta que tem uma forte raiz histórica bastante complexa e coberta de lutas por direitos. Pois bem, a data do 8 de março se oficializou pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1975.

Com fortes raízes de lutas pelos direitos e igualdade de gênero numa sociedade machista e patriarcalista, as mulheres, amparadas por movimentos socialistas, se lançaram às ruas de todo o mundo, precisamente às ruas europeias, para lutar pelos seus direitos ante a sociedade, lutavam em favor do voto e das condições de trabalho, que eram de longe, piores que as condições masculinas.

Traçando uma linha do tempo sobre o dia em questão, tudo se iniciaria em Nova Iorque, ao passo do dia 26 de fevereiro de 1909, quando cerca de 15 mil mulheres marcharam às ruas novaiorquinas para protestar contra suas más condições de trabalho e de longas e extensas jornadas de trabalho que chegavam à 16 horas por dia, seis dias por semana e até aos domingos; ali também se comemorava o primeiro"Dia Nacional da Mulher" americano.

Enquanto isso, ao passo de 1910, na Europa emergia o grande movimento nas fábricas. No mesmo ano, a alemã Clara Zetkin, propôs em reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação de uma jornada de manifestações pelos países europeus.

Segundo a socióloga e pesquisadora sobre os direitos das mulheres no Brasil Eva Blay: "Não era uma questão de data específica. Ela fez declarações na Internacional Socialista com uma proposta para que houvesse um momento do movimento sindical e socialista dedicado à questão das mulheres". Ainda diz que "A situação da mulher era muito diferente e pior que a dos homens nas questões trabalhistas daquela época", diz ela que coordena a USP mulheres.

A proposta da então Clara Zetkin era de uma jornada anual das mulheres pelos seus direitos sem a determinação de uma data específica, porém os primeiros registros datam o dia 19 de março de 1911 como a primeira celebração do Dia das Mulheres.

Chegamos ao ponto da tragédia histórica da História das mulheres. Em março de 1911, uma fábrica novaiorquina, a Triangle Shirtwaist Company, pega fogo matando 146 trabalhadores, sendo 125 destes mulheres. Esse incêndio histórico para muitos foi propositado pela sociedade machista em resposta às lutas das mulheres por todo o mundo, uma vez que muitos historiadores e sociólogos afirmam que essas mulheres foram trancadas dentro da fábrica de tal forma que não puderam sair da mesma no início do incêndio. Esse incêndio também trouxe à tona, as más condições de trabalho vividas pelas mulheres na Revolução Industrial.

Em 1913, nos Estados Unidos, as mulheres lutavam pelo seu direito ao voto, bem como melhorias nas condições de trabalho.

Em 1917, na Rússia, milhares de mulheres foram às ruas protestar contra a guerra e a fome no país, esse marco deu estopim a Revolução Russa e também deu origem ao Dia Internacional das Mulheres.

Na Segunda Guerra Mundial, as mulheres desempenharam papéis de suma importância na sociedade, uma vez que os homens estavam em combate, elas trabalhavam para assegurar o desenvolvimento em seus países, trabalhavam em todos os setores de produção.

A data que conhecemos hoje se oficializou em 1975 pela ONU como lembrança das conquistas sociais e políticas das mulheres por todo o mundo.

Não obstante, a luta das mulheres na inserção em uma sociedade machista continua e está longe do fim. Dados trazem à tona a luta constante das mulheres contra a opressão machista que as cerca.

No ano passado, 536 mulheres foram agredidas por hora no país (Fórum de Segurança Pública).

Dados do Sisnan do Ministério da Saúde:

1. VIOLÊNCIA FÍSICA POR CÔNJUGE OU NAMORADO:
2009: 4339 casos/ano
2016: 33961 casos/ano

2. VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA POR CÔNJUGE OU NAMORADO:
2009: 2629 casos/ano
2016: 18219 casos/ano

3. ESTUPROS POR CÔNJUGE OU NAMORADO:
2009: 73 casos/ano
2016: 890 casos/ano

4. ASSÉDIO SEXUAL POR CHEFE:
2009: 13 casos/ano
2016: 45 casos/ano

5. VIOLÊNCIA POR ARMA DE FOGO CONTRA A MULHER:
2009: 1120 casos/ano
2016: 4209 casos/ano

Em 2018: 9 mulheres foram vítimas de agressão por minuto. 1 mulher é vítima de estupro a cada 9 minutos no Brasil.

Apesar de todas as conquistas políticas e sociais a cultura da violência e machismo sofrida pelas mulheres é constante, e apesar de sancionar leis e políticas públicas para assegurar a integridade física e mental das mesmas, a sociedade machista sempre dá mais voz e direitos aos homens, homens estes que praticam a violência dentro de suas casas e são amparados pela pérfida justiça machista de todo o mundo.

Por: Emanuel Isaque Cordeiro da Silva
Tecnólogo em Agropecuária pelo IFPE-BJ.
Normalista pela Escola Frei Cassiano Comacchio.
Tecnólogo em Biologia, Filosofia e Sociologia pelo Colégio de Aplicação da UFPE.
Professor substituto e de reforço do Colégio Santa Maria e do Colégio de Aplicação da UFPE.
Apoio de: Alana Mayza
Estudante do Colégio de Aplicação da UFPE.
Membro do CAP Mulher e da UFPE Mulheres.
LGBT.
Referencial do: BBC NEWS.

O débil e o parasita tal qual diz o filósofo Paulo Ghiraldelli.Olavo de Carvalho o débil, base do pensamento da direita ...
23/01/2019

O débil e o parasita tal qual diz o filósofo Paulo Ghiraldelli.
Olavo de Carvalho o débil, base do pensamento da direita no Brasil, o magnum opus do governo Bolsonaro, a falácia intelectual da contemporaneidade, o que subjaz a todos os cidadãos, até os mais analfabetos, contra Luiz Felipe Pondé, o parasita neoconservador da supra direita.
Em vídeos postados em respectivos canais do YouTube, Pondé critica a influência demasiada de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, em resposta o débil do Olavo o ataca, colocando Pondé subjacente à si. É um fracasso para a filosofia brasileira, um grande mestre da mentira e da alienação dos seguidores que o seguem como uma seita, em que o Olavo os designa à idolatrá-lo como supremo bem da sociedade. A direita pede socorro, e o governo alicerçado por tal pensamento vai ao fracasso.

Eu tenho acompanhado pouco os vídeos de Olavo de Carvalho, pois ele tem muito pouco a me acrescentar. No passado, já recebi influências do trabalho dele, mas, aos poucos, fui questionando e vendo q…

07/10/2018

Quando me perguntam por que voto em Haddad, eu vos digo...

Devo começar declarando minha admiração por Boulos e Ciro. Acredito que Boulos se tornará uma grande referência política, cujo protagonismo contribuirá para redesenhar a configuração partidária atual e espero poder acompanhá-lo no futuro pós-eleitoral. Sua candidatura, entretanto, foi assumida como oportunidade de politização da sociedade, particularmente das classes subalternas, sem a pretensão de disputa efetiva. E aí está o problema, porque as eleições de 2018 são dramaticamente decisivas para o país.
Ciro Gomes é um dos políticos mais inteligentes e preparados de nossa história republicana e propõe ao país uma transformação importante, dispondo-se a enfrentar os interesses do capital financeiro com o propósito de retomar o desenvolvimento e reduzir as desigualdades, tendo em vista sempre a defesa da soberania nacional, profundamente ameaçada pelo atual governo ilegítimo. Considero sua aliança com Katia Abreu -candidata a vice- compreensível, no esforço de evitar o isolamento, mas não subestimo os riscos aí envolvidos, uma vez que, mesmo tendo sido contrária à farsa do impeachment, ela tem um histórico extremamente negativo, no que diz respeito ao meio ambiente, à preservação das terras indígenas e à luta contra o trabalho escravo.
Todavia, há uma dificuldade mais relevante: Ciro é um homem na ventania. Quero dizer o seguinte: o candidato atua e se situa no mapa político como indivíduo, isto é, como um agente desprovido de vínculos orgânicos com organizações democráticas da sociedade civil e movimentos sociais. Seu partido, embora proveniente de uma origem respeitável, há muito tempo afastou-se da identidade que Brizola tentou construir. Por isso, Ciro transita entre zonas distintas do espectro político conforme cálculos táticos, apoiados em seu projeto pessoal, que por mais generoso que seja é, antes de tudo, seu próprio projeto. E, como sabemos, as conjunturas, sobretudo nesse período de constante instabilidade, são centrípetas e agonísticas. A taxa de imprevisibilidade da candidatura do PDT é elevada. Quando os críticos lhe cobram pelo temperamento explosivo erram o alvo. O que é explosivo, incerto e errático é seu destino político, porque condenado a ser moldado por decisões individuais, sob os constrangimentos das diferentes conjunturas. Sim, trata-se de um grande homem, mas é um indivíduo. E o que há lá fora é ventania.
Por fim, Haddad. Vamos lá.
O PT vinha perdendo seus laços com os movimentos sociais porque, a despeito das enormes conquistas dos governos Lula, os melhores de nossa história, não estava sendo capaz de realizar sua autocrítica, publicamente, extraindo daí todas as consequências. Entretanto, o Partido dos Trabalhadores e os movimentos sociais se reencontraram. Velhos militantes decepcionados, como eu mesmo, voltaram à trincheira comum. A aprovação do partido, que caíra vertiginosamente, retornou à marca de 24%. Críticos contumazes, como eu mesmo, cerraram fileiras com os antigos companheiros. Desafetos resolveram colocar a gravidade da situação política acima de desentendimentos, por mais significativos que fossem. Por que? Eis a resposta -há aqui muito de testemunho pessoal. Creio que o processo de afastamento foi revertido pela brutalidade com que as elites passaram a agredir o partido, chegando ao ponto de negar as conquistas alcançadas, tentando apagar da memória coletiva o fato de que Lula concluiu o segundo mandato com 85% de aprovação popular e se recusou a sequer considerar a hipótese de aceitar a mudança das leis para buscar um terceiro mandato, que lhe cairia nas mãos por gravidade, mesmo sem campanha. Apesar da grande mídia insinuar que o presidente terminaria por copiar os passos de Chaves, ele fez o contrário, dando a maior demonstração possível -não consigo imaginar outra que fosse comparável- de que, acima de tudo, respeita o Estado democrático de direito, o qual, paradoxalmente, não o respeitou, desrespeitando-se a si mesmo, negando sua própria natureza, mergulhando o país no arbítrio de violações sucessivas.
Por uma questão de honestidade intelectual, importa assinalar que o presidente FHC não resistiu ao canto da sereia, ele que, com seu partido, condena o “bolivarianismo”. Mas é claro que a compra de votos para que se viabilizasse a reeleição e a mudança das regras de jogo, enquanto o jogo era jogado, não feriram a sensibilidade moral da mídia conservadora, a qual não apenas calou-se, cúmplice, como apoiou a candidatura do PSDB à reeleição, cancelando, com o despudor que lhe é próprio, os debates entre os candidatos, nos quais FHC teria de responder por seus malfeitos na economia, na política, na ética.
A campanha pelo impeachment foi tão cínica, venal e repulsiva, que infiltrou e disseminou na opinião pública o veneno do antipetismo, o grande mal que nos assola e divide. Desde aquele momento, impunha-se, para qualquer democrata, resistir com o antídoto: o anti-antipetismo. Era preciso e urgente denunciar o perigo escandaloso das generalizações, não apenas aquelas que estendiam para o conjunto dos membros do partido qualquer acusação que atingisse algum de seus membros, como aquelas que comprometiam todas as conquistas históricas do partido e de seus governos ao conectá-las a erros econômicos específicos e recentes. E ainda aquelas generalizações que conectavam crise econômica a corrupção. O antipetismo escapou ao controle dos comunicadores que o gestaram, vestiu o uniforme do fascismo e retirou dos armários em que se escondiam, envergonhados, o racismo, a sede de vingança, os cavaleiros da barbárie.
O processo grotesco foi sendo conduzido por vazamentos seletivos, estrategicamente distribuídos. E por decisões evidentemente artificiais. Direitos foram violados sob o silêncio de uns e os aplausos da mídia conservadora. O que era importante e necessário combate à corrupção converteu-se em método de desconstituição política, ideologicamente orientado. A Justiça degradou o direito e a Constituição corrompeu-se na exceção.
Para quê incendiaram o país e o contaminaram com esse ingrediente patológico, o ódio feroz ao PT, transfigurado em signo do mal? Para levar ao poder, em nome da luta contra a corrupção, os que mais fundo enterraram seus pés no pântano. Mas é claro que havia uma razão superior para que se perpetrasse tamanha traição ao que um dia chamaram pátria. Era preciso aproveitar a oportunidade para impor goela abaixo do povo brasileiro, que jamais a aceitaria pelo voto, uma agenda neoliberal extremada, liquidando direitos sociais e o patrimônio nacional, inclusive ambiental. Eis, enfim, o propósito do golpe. Havia duas metas a cumprir para garantir a continuação da política ruinosa em curso: (1) excluir Lula das eleições, a qualquer preço; (2) difundir a versão mais primária da ideologia liberal nas camadas médias. Segundo essa concepção tosca haveria uma oposição entre Estado e Sociedade. No âmbito dessa visão de mundo primitiva, o Estado atuaria como predador, a serviço dos interesses de seus operadores (governantes, legisladores e funcionários): os sanguessugas sorveriam a energia e os frutos do trabalho da sociedade, a qual seria um s**o de batatas, um aglomerado de indivíduos -como gostava de dizer Margareth Tatcher. Conclusão: para salvar o Brasil, seria necessário reduzir o Estado ao mínimo e liberar o mercado, porque a sociedade entregue a si mesma, livre das garras do Estado e de seus impostos escorchantes (que só serviriam para alimentar políticos e funcionários), se desenvolveria a pleno v***r, harmoniosa e feliz. Como veem, não há mitologia mais adequada para justificar o darwinismo social. A pobreza e as desigualdades seriam expressões da distribuição desigual do mérito. É nesse ponto que a corrupção torna-se central: o sangue drenado do corpo social alimenta o vampiro imoral, o mal supremo, a mãe de todos os males: a corrupção. Desse modo, uma ideologia política, travestida de descrição objetiva e neutra da “realidade”, ganha a alma que falta ao discurso economicista e suscita o ódio que a radica nas redes intersubjetivas que formam opiniões coletivas.
Nesse sentido, a corrupção é a linguagem que engata percepções, valores e afetos, no âmbito da ideologia neoliberal. Corrupção, enquanto tema midiaticamente associado ao impeachment de natureza golpista, é antes de tudo o veículo da ideologia anti-Estado, anti-Política, é a dramaturgia do ódio, a conclamação ao linchamento, a exaltação da vingança, o combustível do punitivismo e a dupla negação: por um lado, da sociedade como conjunto de contradições, constelação de classes sociais em conflito; por outro lado, do Estado, como espaço de luta por hegemonia.
Em síntese, eis aí o resultado: Lula preso e excluído da disputa eleitoral, que ele venceria no primeiro turno; o neoliberalismo disseminando-se como o outro lado da moeda da corrupção; a recusa à Política como apanágio da moralidade popular. Enquanto isso, o país segue sendo entregue aos interesses internacionais e a grande massa da população volta a mergulhar na miséria, ouvindo dia e noite a cantilena anti-Política. Para varrer o PT do mapa, para vetar Lula, foi preciso tentar ferir de morte a política, como atividade humana imprescindível na democracia, e a própria República. O lugar do público foi tragado pelo vórtice do mercado. O coletivo reduzido ao ajuntamento de indivíduos. As desigualdades acabaram justificadas pelo mérito.
Sabem qual é o nome disso, desse fenômeno monstruoso? Bolsonaro.
Nesse contexto, se vejo assim o país, como eu poderia não apoiar Haddad? Claro que, além disso, além do que julgo ser meu dever --confrontar sem medo o anti-petismo, resistir à tentação de capitular (por exemplo, aceitando que uma vitória do PT produziria muito desgosto nas hostes opostas e geraria uma atmosfera excessivamente tensa no país)--, além de tudo isso, há o candidato, Fernando Haddad, um dos políticos jovens mais talentosos, preparados e inteligentes de sua geração. Estão mais do que claros seus compromissos com a democracia (e a urgentíssima democratização da mídia), a soberania nacional e os direitos humanos, com a luta contra o racismo, as desigualdades, e com a defesa do meio ambiente, das sociedades indígenas e das minorias. Chega de violações aos direitos e de manipulação. Está em jogo o futuro do país.

Hoje está em jogo o futuro da democracia brasileira, assim como afirma Stadelli, há uma polarização nessa eleição, uma polarização de classes, de quem está com o povo e de quem está contra ele.
(SOARES, L. E.; SILVA, E. I. C. da)

Emanuel Isaque Pela Ordem, Brasil, 2018.   Em vista de mais uma situação catastrófica ao país, em que deu-se pelo aument...
24/05/2018

Emanuel Isaque Pela Ordem, Brasil, 2018.
Em vista de mais uma situação catastrófica ao país, em que deu-se pelo aumento do preço dos combustíveis, aumento do dólar e do preço do barril de petróleo, logo aumento nas bombas dos postos de abastecimento de combustível. Os caminhoneiros protestam, com certeza, contrários à mais uma medida de sugar mais dinheiro dos trabalhadores, e agora todos sofrem pela falta de alimentos e dos próprios combustíveis, além é claro de outros posteriormente. A situação é de calamidade, e temos que unir forças, pois não só os caminhoneiros sofrem, mas todos nós cidadãos brasileiros. Medidas de diminuição não vão adiantar por 15 dias, acordem! Só querem que fazer a crise duplicar nesse prazo.
É nosso dever enquanto cidadãos desse país, lutar pelos nossos ideais. Que a situação sirva para que amadurecemos enquanto seres dotados de conhecimento, para repensar uma nova política.
Emanuel Isaque
Dep. de Filosofia da UFPE.

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