02/06/2025
🇮🇹 Il 2 e il 3 giugno 1946 gli italiani furono chiamati a votare per un referendum semplice e importantissimo: continuare come monarchia o diventare una repubblica. Fino a quella data l’Italia era una monarchia e gli italiani erano appena usciti dagli orrori della seconda guerra mondiale e dall’occupazione nazi-fascista.
Erano appena finiti vent’anni di fascismo, che aveva ricevuto l’appoggio del re. Era la prima votazione libera dal 1924 e in quella data si votò con il suffragio universale per la prima volta. Le donne, che che avevano dato un grande contributo alle lotte partigiane per liberare l’Italia, finalmente ricevettero il diritto di voto. L’affluenza fu altissima: quasi l’89% della popolazione si recò alle urne. L’Italia era completamente da ricostruire, sia fisicamente, che economicamente e socialmente, sia nei cuori che nelle menti.
Vinse la Repubblica e lo Stato passò nelle mani dei cittadini, diventando, appunto, una “res publica”. L’Assemblea Costituente cominciò i lavori e diede vita alla Costituzione Repubblicana, che nel suo primo articolo cita: “L’Italia è una Repubblica democratica fondata sul lavoro. La sovranità appartiene al popolo, che la esercita nelle forme e nei limiti della Costituzione”.
A partire da quella data veniva messa una parte di responsabilità sulle spalle e nelle mani di ogni cittadino. Sandro Pertini in quell’occasione ricordò che “la Costituzione è un buon documento, ma spetta ancora a noi fare in modo che certi articoli non rimangano lettera morta, inchiostro su carta. In questo senso la Resistenza continua.” Per tutti questi motivi la data del 2 giugno 1946 è così importante e viene celebrata come festa della Repubblica Italiana. Viva la repubblica!
🇧🇷 Nos dias 2 e 3 de junho de 1946, os italianos foram chamados a votar em um referendo simples e muito importante: continuar como monarquia ou se tornar uma república. Até aquela data, a Itália era uma monarquia e os italianos tinham acabado de sair dos horrores da Segunda Guerra Mundial e da ocupação nazi-fascista.
Vinte anos de fascismo, que haviam recebido o apoio do rei, tinham acabado de terminar. Foi o primeiro voto livre desde 1924 e naquela data o sufrágio universal foi realizado pela primeira vez. As mulheres, que deram uma grande contribuição à luta “partigiana” (de resistência) para libertar a Itália, finalmente receberam o direito de votar. A participação foi muito alta: quase 89% da população foi às urnas. A Itália precisava ser completamente reconstruída, física, econômica e socialmente, nos corações e nas mentes.
A República venceu e o Estado passou para as mãos dos cidadãos, tornando-se, de fato, uma “res publica”. A Assembleia Constituinte iniciou seus trabalhos e deu origem à Constituição Republicana, que em seu primeiro artigo afirma: "A Itália é uma República democrática fundada no trabalho. A soberania pertence ao povo, que a exerce nas formas e dentro dos limites da Constituição".
A partir dessa data, uma parcela de responsabilidade foi colocada nos ombros e nas mãos de cada cidadão. Sandro Pertini, na ocasião, lembrou que “a Constituição é um bom documento, mas ainda cabe a nós garantir que certos artigos não fiquem letra morta, tinta no papel. Nesse sentido, a Resistência continua.” Por todas essas razões, a data de 2 de junho de 1946 é tão importante e é comemorada como a Festa da República Italiana. Viva a República!
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