A Escola Municipal Secretário Humberto Almeida foi construída em 1983, em função da demanda do novo bairro, Conjunto habitacional Ribeiro de Abreu (BNH) e das adjacências (Monte Azul, Casas Populares e Novo Aarão Reis) carentes de uma escola de 5ª a 8ª série. A escola tinha a estrutura em placas de compensados com apenas 8 salas de aula. Os alunos adotaram-na como "coleginho", "escola de isopor
" e "isoprlândia" pelo material que havia entre as placas de compensados. O apelido "coleginho" ficou de forma carinhosa. É uma escola de periferia, região norte de Belo horizonte, às margens da MG 020 e tem como confluentes os ribeirões do Onça e Isidoro. Os diretores eram indicados pela Secretaria Municipal de Educação, o grupo de professores e funcionários era reduzido e a estrutura da escola não correspondia a demanda. Em 1991, na efervescência da discussão de gestão democrática e projeto político pedagógico na Rede Municipal, foi reinaugurada a EMSHA com uma nova estrutura com dois pavimentos: 17 salas de aula, biblioteca, laboratórios, sala da direção, sala dos professores, secretaria, sala de orientação e supervisão, cantina e depósito, banheiros e vestiários. Durante o período da construção do novo prédio, os alunos eram levados de ônibus escolar para estudar no prédio da antiga FAFICH, atual SMED. O novo prédio possibilitou reduzir a demanda reprimida, aumentou satisfatoriamente o número de professores que se ingressaram através do concurso de 1990 e ampliou o sistema de ensino com a inclusão do Segundo Grau (científico), atual Ensino Médio e curso profissionalizante de Contabilidade. Em 1993, implantou-se a Suplência de 1º Grau, no noturno, priorizando mães e pais de alunos e jovens trabalhadores. Esse trabalho teve o apoio do secretário adjunto de educação Miguel Arroyo. Para acompanhar o crescimento físico da escola, foi criado o projeto político pedagógico "Buscando o Caminho" na gestão Guilherme Barbosa e Clerenice Caixeta, diretor e vice diretora respectivamente. Este projeto apontava diretrizes para a mudança de grade curricular, organização das áreas e do tempo dos professores, reuniões de áreas, criação e eleições das coordenações pedagógicas, interdisciplinaridade e uma preocupação especial na concepção de avaliação.
É nesse contexto que a escola se insere na implantação do Projeto Político Pedagógico da Rede Municipal de Belo Horizonte - A Escola Plural. Ao longo da década de 1990, a EMSHA organizou o 2º Ciclo completo, o 3º Ciclo, manteve o Ensino médio, mas o profissionalizante deixou de existir por exigência de uma nova política educacional a partir de 1996. A inclusão passou a fazer parte da realidade pedagógica, mas a estrutura física da escola não acompanhou essa realidade. Monografia da professora Sonia dos Santos França - A Implantação da Escola Municipal Sec.