Projeto Manuelzão

Projeto Manuelzão Saúde, Meio Ambiente e Cidadania na Bacia do Velhas Projeto de ensino, pesquisa e mobilização social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Em parceria com 51 municípios e com o governo de Minas, o Projeto Manuelzão busca a revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas.

A Copasa é nossa! 💧A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) iniciou nesta manhã a votação final para a privatizaç...
17/12/2025

A Copasa é nossa! 💧

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) iniciou nesta manhã a votação final para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

A proposta é uma iniciativa do governador do estado, Romeu Zema (Novo), por meio do Projeto de Lei 4380/2025.

O processo contraria a vontade popular, salientada por pesquisa da Quaest realizada no ano passado, que mostrou que a maioria dos mineiros rejeitam a venda da Copasa.

Após aprovação preliminar do projeto de desestatização, foi aprovada a PEC 24/2023, conhecida como PEC do Cala-Boca, que retirou a necessidade de referendo popular para a privatização da companhia

A experiência brasileira e internacional de privatização de serviços essenciais apontam para a deterioração da qualidade, aumento vertiginoso das tarifas e subordinação do acesso a direitos básicos à lógica do lucro.

Movimentos sociais, sindicatos, entidades ambientalistas e setores da sociedade civil seguem mobilizados para impedir a privatização e defender o acesso à água como direito inalienável.

Leia mais em manuelzão.ufmg.br (link na bio e nos stories 🤳)

Revista Manuelzão 96 no ar!Já está disponível a Revista Manuelzão 96, “Meta 2034: rio das Velhas vivo”, em formato físic...
15/12/2025

Revista Manuelzão 96 no ar!

Já está disponível a Revista Manuelzão 96, “Meta 2034: rio das Velhas vivo”, em formato físico e digital.

A edição destrincha a Meta 2034, a terceira iniciativa para melhora das águas da bacia do Rio das Velhas. As metas anteriores, de 2010 e 2014, melhoraram a água da bacia em 60%.

Dessa vez o Manuelzão propõe tratar o epicentro da degradação, um trecho de 60 quilômetros entre Bela Fama, em Nova Lima, e a foz do Ribeirão da Mata, que concentra 85% da poluição e do Produto Interno Bruto da bacia.

Essa edição também apresenta a viabilidade científica da Meta, ressaltando a melhora da do Velhas nos últimos 20 anos, além da volta de peixes como dourado e a matrinxã depois da Meta 2010.

A publicação também traz uma reflexão sobre o esquartejamento do território brasileiro e seus impactos na gestão das bacias hidrográficas e a dimensão educativa da Meta 2034, por meio do Programa Pró-Mananciais.

Por fim, testemunhos de diversas lideranças ambientais validam a importância de uma iniciativa que envolva poder público, empresas e sociedade civil.

A versão digital da Revista Manuelzão 96 e de todas as edições você encontra em manuelzao.ufmg.br (link na bio e nos stories🤳)

17/11/2025

Meta 2034 para a bacia do Rio das Velhas 🐟

Leia mais sobre a proposta em manuelzao.ufmg.br

Imagens e edição por Guilherme Haruo ()

Meta 2034: um pacto de vida 🐟Na manhã de ontem, 13, às margens do Rio das Velhas, a Meta 2034 foi lançada em Santa Luzia...
14/11/2025

Meta 2034: um pacto de vida 🐟

Na manhã de ontem, 13, às margens do Rio das Velhas, a Meta 2034 foi lançada em Santa Luzia!

O evento reuniu a equipe e núcleos do Projeto Manuelzão, integrantes do CBH Velhas, prefeitos, gestores públicos, movimentos ambientalistas, estudantes e comunidade.

A música de , , .etequilas e embalou a manhã de mobilização e celebração.

Santa Luzia, historicamente penalizada pela poluição metropolitana, agora pode liderar a transformação. Afinal, “se o peixe voltar a Santa Luzia, volta a toda a bacia”, defende o médico sanitarista e professor Apolo Heringer Lisboa, idealizador do Manuelzão.

O prefeito Paulo Bigodinho assumiu compromisso público pela recuperação do rio, destacando que o município será um articulador regional.

Representantes de diversos municípios do epicentro da degradação também firmaram o pacto.

A Meta 2034 rompe com a gestão fragmentada e defende um pacto coletivo pela recuperação do Velhas.

Após a construção da estação de tratamento de esgoto do Arrudas, em 2001, e do Onça, em 2010, reduzimos mortandades de peixes e melhoramos em 60% a qualidade da água na Grande BH.

Agora, é tempo de avançar! Queremos transformar em Classe 2 até 2034 as águas do trecho metropolitano, entre a foz do Rio Itabirito e a foz do Ribeirão da Mata, o epicentro da Meta.

Confira a cobertura completa e galeria de fotos do evento em manuelzao.ufmg.br (link na bio e nos stories 🤳)

Santa Luzia adere à Meta 2034 🐟O município de Santa Luzia sedia nesta quinta-feira, às 8h30, um ato público de adesão à ...
10/11/2025

Santa Luzia adere à Meta 2034 🐟

O município de Santa Luzia sedia nesta quinta-feira, às 8h30, um ato público de adesão à Meta 2034, iniciativa que busca elevar a qualidade das águas do Rio das Velhas para Classe 2 até 2034.

O evento é realizado às margens do rio, na ponte central da cidade, próximo ao Posto Beira-Rio, no bairro Boa Esperança.

O encontro marca o início das formalizações municipais de apoio à proposta, conduzido pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Vicente de Paula e pelo embaixador da Meta 2034, Apolo Heringer, idealizador do Projeto Manuelzão.

A escolha de Santa Luzia é estratégica: a cidade integra o epicentro da degradação do Velhas, trecho que concentra 85% da população e da poluição da bacia.

Atualmente, a qualidade da água no trecho é Classe 4, equivalente a esgoto segundo interpretação do Projeto Manuelzão.

A meta é transformar esse cenário e beneficiar 51 municípios, promovendo a volta do peixe, a melhoria da saúde pública e o aumento da renda das comunidades ribeirinhas.

O Projeto Manuelzão oferece transporte gratuito para o evento, com saída às 7h da Faculdade de Medicina da UFMG, na Avenida Alfredo Balena, 190, Santa Efigênia.

Junte-se a nós e apoie o movimento por um Rio das Velhas vivo e com biodiversidade!

Leia a notícia completa em manuelzão.ufmg.br (link na bio e nos stories)🤳

Desde o início do governo de Romeu Zema (Novo), em 2019, Minas Gerais sofre com a falta de criação de unidades de conser...
07/11/2025

Desde o início do governo de Romeu Zema (Novo), em 2019, Minas Gerais sofre com a falta de criação de unidades de conservação (UC).

Essa defasagem impacta a proteção dos biomas e enfraquece a resposta à crise climática. O estado abriga Mata Atlântica, Cerrado, um pequeno trecho da Caatinga e campos de altitude.

O hiato na criação de áreas protegidas no estado está relacionado, na avaliação da geógrafa Márcia Marques, coordenadora de Integração do Instituto Guaicuy/Projeto Manuelzão, à postura conservadora dos governos.

A ausência de novas UCs é um dos aspectos que reflete a fragilidade da política ambiental em Minas Gerais.

Outro, é que mesmo unidades constituídas correm o risco de perder terreno em função da pressão político-econômica.

Na contramão do discurso economicista, as UCs de uso sustentável apresentam grande potencial de geração de renda, especialmente para as comunidades locais.

Em um contexto de emergência climática, as áreas protegidas tornam-se ainda mais cruciais, pois são capazes de amenizar eventos extremos como secas e inundações, aumentando a resiliência dos ambientes.

A reportagem completa está na edição 95 da Revista Manuelzão e agora também no nosso site!

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Dez anos de impunidadeO rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, maior desastre socioambiental da história do Brasi...
05/11/2025

Dez anos de impunidade

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, maior desastre socioambiental da história do Brasil, hoje completa dez anos.

A lama liberada em Bento Rodrigues no dia 5 de novembro de 2015 varreu comunidades inteiras, matou 19 pessoas, desabrigou centenas e atingiu 39 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Os rejeitos percorreram mais de 600 km pela bacia do Rio Doce até o mar. Para os Krenak, o Rio Doce — Watu, avô ancestral — foi assassinado. A lama destruiu vínculos sagrados entre pessoas e águas de forma irreversível.

As responsáveis são Samarco, Vale e BHP Billiton. Apesar de relatórios apontarem riscos, nada foi feito para evitar a tragédia. Até hoje, nenhuma empresa foi punida criminalmente.

Em novembro de 2024, a Justiça Federal absolveu as mineradoras e outras 11 pessoas físicas e jurídicas. O Ministério Público Federal recorreu, mas parte dos crimes já prescreveram.

O coordenador do Projeto Manuelzão, professor Marcus Vinícius Polignano, destaca a fragilidade do processo de reparação: “Muitos moradores que perderam suas casas não foram reparados, milhares não foram reconhecidos como atingidos e a pesca não voltou no Rio Doce, que continua contaminado”.

Essa é uma cicatriz que não se fecha na história de Minas Gerais, resultado de um modelo extrativista que coloca o lucro acima da vida.

Leia o texto completo em manuelzao.ufmg.br (link na bio e nos stories 🤳)

Arte: Gabriele Paiva
Texto: Bruno Pereira

A caminho do retrocesso! 💧⚖️Às 4h30 dessa madrugada, foi aprovada em primeiro turno a PEC 23/2024, que prevê mudanças na...
24/10/2025

A caminho do retrocesso! 💧⚖️

Às 4h30 dessa madrugada, foi aprovada em primeiro turno a PEC 23/2024, que prevê mudanças na Constituição Estadual e facilita a privatização da Copasa.

A proposta, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), foi debatida em reunião extraordinária por mais de 10 horas e aprovada por 52 votos favoráveis contra 18 vencidos.

O projeto acaba com a obrigatoriedade de consulta à população, por meio de referendo popular, para a privatização da Copasa. Também retira a necessidade de quórum qualificado para a desestatização.

A experiência brasileira e internacional de privatização de serviços essenciais aponta invariavelmente para o mesmo desfecho: deterioração da qualidade, aumento vertiginoso das tarifas e subordinação do acesso a direitos básicos à lógica do lucro.

Apesar dos exemplos negativos, o governo de Minas insiste na privatização da companhia.

Confira como votou cada deputado estadual e leia a notícia completa em manuelzao.ufmg.br (link na bio e nos stories 🤳)

Arte: Ralph Passos
Texto: Bruno Pereira

Mata da Baleia em debate 🌳A Assembleia Legislativa de Minas Gerais realiza nesta quarta-feira, 22, às 16h, uma audiência...
20/10/2025

Mata da Baleia em debate 🌳

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais realiza nesta quarta-feira, 22, às 16h, uma audiência pública para discutir a proteção da Mata da Baleia, na Serra do Curral.

O encontro foi convocado pela deputada Beatriz Cerqueira, por demanda do Subcomitê Ribeirão Arrudas, e ganha urgência após incêndio que consumiu parte da área no início de outubro.

A mata abriga um dos últimos córregos com leito ainda natural em Belo Horizonte, o Córrego Navio-Baleia, e funciona como corredor ecológico essencial para a cidade.

Apesar de sua importância ambiental, a maior parte da área não está protegida por unidades de conservação.

O Parque Florestal Estadual da Baleia, criado em 1932 e uma das primeiras unidades de conservação do estado, ocupa apenas a parte mais alta da serra, deixando de fora a maior parte da mata.

O incêndio recente expôs a vulnerabilidade da região e trouxe consequências graves.

As chamas, que duraram três dias, afetaram diretamente o Hospital da Baleia, forçando a realocação de cerca de 100 pacientes e a suspensão de 45 sessões de quimioterapia.

Ambientalistas e pesquisadores alertam para a necessidade urgente de tombamento e políticas eficazes de proteção da Serra do Curral.

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Lançamento 📚No dia 23 de outubro, às 19h30, o Projeto Manuelzão lança o livro “Empoderamento Jurídico e Socioambiental” ...
14/10/2025

Lançamento 📚

No dia 23 de outubro, às 19h30, o Projeto Manuelzão lança o livro “Empoderamento Jurídico e Socioambiental” no Salão Nobre da Faculdade de Medicina da UFMG.

A obra é fruto de dois anos de atuação que unem saberes técnicos e populares no enfrentamento aos impactos da mineração em Minas Gerais.

O trabalho abrange quatro das principais bacias hidrográficas do estado: Velhas, Paraopeba, Doce e Jequitinhonha, onde diversas comunidades foram assessoradas pelo Núcleo de Direito Ambiental do projeto.

Organizado por Márcia Marques e Pedro Andrade, o livro apresenta em 200 páginas reflexões sobre advocacia popular, relatos de audiências públicas e dossiês técnicos produzidos pela equipe multidisciplinar do projeto.

Entre os resultados documentados estão as mobilizações contra projetos minerários na Serra do Curral e no distrito de Antônio Pereira, em Ouro Preto.

O lançamento também inclui um e-book complementar, o dossiê “Mineração Predatória na Serra do Curral”.

“Consolidamos uma equipe interdisciplinar, vimos prevalecer o interesse coletivo e ambiental em processos e promovemos a troca de saberes com as comunidades. Esse é o verdadeiro empoderamento”, afirma o coordenador do Projeto Manuelzão, professor Marcus Vinícius Polignano.

O evento é gratuito e aberto ao público, para participar inscreva-se pelo formulário disponível no site manuelzão.ufmg.br (link na bio e nos stories 🤳)

PEC do cala a boca aprovada ⚠️Com mais de 12 mil manifestações contrárias em consulta pública, uma comissão especial da ...
09/10/2025

PEC do cala a boca aprovada ⚠️

Com mais de 12 mil manifestações contrárias em consulta pública, uma comissão especial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou ontem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023.

A proposta extingue a necessidade de referendo popular para a venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Após dias de turbulência política, adiamentos sucessivos e forte mobilização popular, a decisão representa um avanço significativo do governo Zema no projeto de privatização da companhia, o PL 4380/25.

A PEC 24/2023, chamada “PEC do cala a boca”, é um ataque direto ao princípio democrático que condiciona a privatização de empresas públicas à consulta popular.

“Nós não podemos permitir que a privatização concretize a comercialização desse bem tão essencial à vida”, declara o coordenador do Projeto Manuelzão, Marcus Vinícius Polignano.

Um novo decreto federal do Propag prorrogou até o final de 2026 o prazo para federalização de estatais. A medida, publicada na terça-feira, 6, levou à suspensão temporária das discussões na ALMG.

A aprovação na comissão especial da PEC 24/2023, abre caminho para a votação em plenário. Movimentos, sindicatos e setores da sociedade civil seguem mobilizados para defender o acesso à água como direito inalienável.

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Reparação lenta e distante ⚠️No mês passado, diante da falta de repasses financeiros para execução dos trabalhos como As...
02/10/2025

Reparação lenta e distante ⚠️

No mês passado, diante da falta de repasses financeiros para execução dos trabalhos como Assessoria Técnica Independente (ATI), a diretoria do Instituto Guaicuy colocou parte da equipe da ATI Paraopeba em aviso prévio.

As pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 2019, nunca tiveram plenamente garantido seu direito de contar com as ATIs.

Apesar da eleição de Aedas, Nacab e Instituto Guaicuy e o posterior trabalho nos territórios, a continuidade das ações sempre esteve em risco e a incerteza que permeia os anos de atuação das ATIs tem se intensificado.

O cenário se mostra ainda mais tempestuoso porque, ironicamente, quase nada de reparação chegou às localidades atingidas, apesar de o direito à ATI enquanto durarem as ações de reparação estar previsto nas políticas estadual e federal de atingidos por barragem.

O direito à assessoria é fundamental para a garantia dos direitos de populações extremamente vulneráveis, que seguem sofrendo as consequências de um crime cometido por uma das maiores empresas do mundo.

As ATIs auxiliam na participação informada das pessoas mas, também, fundamentalmente, servem como um peso a mais nessa desigual balança de direitos, que sempre pende para o lado mais forte.

Mathias Botelho, integrante da equipe de Comunicação da ATI Paraopeba do Instituto Guaicuy, apresentou esse cenário na edição 95 da Revista Manuelzão. O artigo agora também pode ser lido em nosso site!

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Endereço

190 Avenida Professor Alfredo Balena
Belo Horizonte, MG
30130-100

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