06/09/2014
Prezadxs alunxs de pós-graduação,
A gestão autonomia da APG UFMG conseguiu ao fim da última gestão do reitorado 266.727.12 reais do orçamento da UFMG para ser viabilizado na FUMP com a finalidade de contemplar a Assistência Estudantil aos pós-graduandos.
Curto background: o Plano Nacional de Assistência Estudantil envia verbas proporcionais às Universidades para este fim, entretanto limitando sua aplicação aos cursos de graduação. Portanto, todas as nossas demandas apresentadas ao Presidente da FUMP prof. Seme, foram inviabilizadas por não terem verba disponível.
Na luta por encontrarmos uma fonte livre do PNAES, encontramos uma taxa na UFMG de nome 10-95, que determina 2% dos serviços particulares prestados usando os recursos humanos e/ou físicos da UFMG serem destinados à formação de recursos humanos.
Tentamos ir ao DCE, pois infelizmente os somos subordinados, para proporem ao Conselho Universitário (CU) aumentarmos essa taxa de 2 para 8% ao menos. Fomos ignorados. Inclusive a vaga que eles nos permitiram para termos representante da pós no CU nunca foi indicada.
Então ficamos apenas com os 2% que correspondem à esse valor acima citado de 266 mil. Ele é muito pouco, mesmo. 40% dos pós-graduandos não possuem bolsa. Uma bolsa de doutorado, por exemplo, por ano seriam 24 mil. Poderíamos contemplar de 10 a 16 pessoas ao máximo.
Quando a FUMP e a Reitoria nos perguntaram qual seria o principal modo de usar a verba, fizemos uma pesquisa de assistência estudantil para nos guiar e tivemos 223 participantes. Agradecemos aos que participaram.
As demandas principais não podem ser cobertas apenas por este valor, que são moradia e auxílio a eventos.
Portanto o dinheiro ficou para a alimentação (abater o valor do RU que o CU aumentou no ano em que entramos) e alguns pós-graduandos são considerados carentes da FUMP para todos os propósitos. Cerca de 180 pessoas. Foi o melhor que conseguimos fazer.
Ontem, nossa gestão reuniu com a gestão atual do reitorado, de posse do Relatório da Pesquisa que fizemos sobre AE e dos projetos em andamento com o antigo reitorado e muita coisa importante se deu.
Estavam presentes a Vice-Reitora, o PRPG, o diretor da DAE que será elevada à PRAE e o presidente da FUMP atuais.
Neste encontro conseguimos (ninguém ainda assinou nada, entretanto nunca nos foi prometido e não cumprido), até 80 vagas para pós-graduandos na moradia 3 e a determinação de que lançaremos editais para auxílio a eventos para pós-graduandos e para graduandos.
Estes editais evitarão o "balcão" que era antigamente de alunos pedindo pedaços de auxílio em todos os órgãos e sobrecarregando pessoal e o financeiro.
Seria nos moldes de editais de eventos como o CNPq faz. Há uma verba X e as pessoas concorrem com seus pedidos de auxílio nos moldes de sua necessidade com prestação de contas e sem permitir privilégios, pois seria às cegas.
Eles não disseram o quanto isso vai custar, então imagino que será de uma fonte ainda separada das taxas 10-95. O que não nos faz desistir de aumentá-la. 2% apenas de retorno para a Universidade para cursos de extensão e workshops não pagam nem a luz, aluguel de sala e datashow, banheiros, água e internet que alguns professores e empresas usam (nada contra). Vamos retomar a conversa com o DCE, mas já sabendo que nada disso acontecerá em nossa gestão que se encontra no fim (e não vamos nos candidatar à reeleição). Mas nos deixa satisfeitos em que fizemos o nosso melhor.
O relatório segue anexo.
Sinceramente,
APG-UFMG
Gestão APG-UFMG Autonomia