HISTÓRICO
A segunda edição será na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Belo Horizonte– MG, entre os dias 30 e 31 de outubro e 01 de novembro, de 2017. O primeiro Fórum foi realizado em São Paulo – SP, de 29 a 31 de outubro de 2015, na sede da Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, patrocinado pela Revista Higiene Alimentar, Instituto Qualittas e Veraki
s Médiation Scientifique, coordenado e administrado pela própria revista. Foram esgotadas as 50 vagas postas à disposição do público interessado, o qual foi formado por professores, profissionais de várias formações ligadas à área de alimentos, gestores de qualidade e segurança, empresários e técnicos em geral. A heterogeneidade de público foi amplamente positiva, traduzindo-se em riquíssimo debate, que permitiu ampla visão não só dos assuntos desenvolvidos mas, sobretudo, sua relação e interdependência com as questões trazidas pelos participantes e esclarecidas após farta e profícua discussão. Além das palestras proferidas por especialistas do Brasil e do exterior, houve o aporte bibliográfico de vários artigos e trabalhos de pesquisa, os quais, submetidos ao Conselho Editorial da Revista Higiene Alimentar, foram, posteriormente, por ela publicados. OBJETIVOS
Buscar-se-á contextualizar as variáveis que interferem sobre o grau de desenvolvimento e a condição atual dos programas aplicados à indústria de alimentos com o propósito de assegurar a qualidade e a segurança dos alimentos. Além disso, propor-se-á estabelecer o custo-benefício da instalação e manutenção de tais sistemas, com a finalidade de se tentar concluir acerca do valor realmente agregado aos produtos produzidos obedecendo tais sistemas. Paralelamente, pretende-se constatar e comparar a realidade da aplicação desses programas no Brasil e em alguns outros países, com o propósito de se avaliar as diferentes realidades. Constatam-se, por outro lado, as dificuldades econômicas e políticas que afetam atualmente o Brasil e que são responsáveis por uma série de transtornos no mercado, obrigando tanto o setor produtivo quanto o de serviços, a se adaptarem às novas condições, de sorte a enfrentarem problemas de ordem diversa, os quais precisam ser suplantados para manter a credibilidade, a eficiência e a rentabilidade dos negócios. O setor alimentício, entre outros, não foge à regra: precisa encarar os novos desafios e, principalmente, ser ágil e criativo, para conservar o que conquistou com muito esforço, como a qualidade e a segurança dos alimentos produzidos, industrializados, distribuídos e comercializados. Acima de tudo, é imperativo manter seus valores e seus processos gerenciais, sem comprometer a filosofia do trabalho implantado. Todos os setores da cadeia de alimentos têm sofrido muito nestes tempos de crise. E dentre os problemas enfrentados, assumem papel preponderante aqueles relacionados à garantia da qualidade e da segurança dos alimentos, especialmente os alimentos de origem animal (e destes, a carne assumiu posição de destaque nestes últimos meses), em face de questões como a contenção de despesas, a diminuição da atividade econômica, as exigências dos países importadores, mormente no que tange à questão sanitária, a redução do número de empregados e de investimento, o cancelamento de consultorias especializadas em qualidade, a necessidade de ajustes nos preços de venda, entre tantos outros. Espera-se, portanto, com o II Fórum, contribuir para um maior aporte de informações acerca da implantação e manutenção dos sistemas de qualidade e de segurança de alimentos, no âmbito das indústrias e serviços de alimentação, bem como estabelecer um paralelo de tal situação com aquelas existentes em outros países. A reunião entre especialistas brasileiros e estrangeiros formará, com certeza, um ambiente propício ao aggiornamento dos assuntos pautados, com ênfase a uma maior compreensão e aprofundamento das variáveis que atuam sobre a qualidade e a segurança dos alimentos produzidos e dos serviços de alimentação oferecidos. Lembrando que o Brasil desponta, hoje, como um dos grandes exportadores mundiais de alimentos e que, por isso mesmo, depende estrategicamente da credibilidade dos organismos oficiais de certificação sanitária e tecnológica, certamente se beneficiará com os resultados das exposições e discussões que ocorrerão durante o II Fórum, o qual certamente se converterá num grande catalisador de ideias e de soluções para os momentos de dificuldade e de questionamentos que atravessa. Entre os objetivos do evento espera-se, ainda, apresentar o papel relevante da fiscalização e vigilância sanitária dos alimentos, com destaque especial para aqueles de origem animal, bem como particularidades e responsabilidades dos profissionais envolvidos nas diferentes cadeias de produção de alimentos, tanto em relação aos organismos oficiais, em seus diferentes níveis de atuação, quanto em relação aos conduzidos pela própria empresa, os chamados auto-controles. Além disso, buscar-se-á apontar a importância do trabalho multidisciplinar e de referências internacionais em todos esses processos. E por fim, colaborar com a atualização, qualificação e reciclagem de profissionais inseridos na cadeia produtiva de produtos de origem animal. O evento acontecerá entre os dias 30 e 31 de outubro e 01 de novembro de 2017, e será sediado na Universidade Federal de Minas Gerais. Contará com a participação de todos os profissionais que atuam na extensa área de alimentos, como médicos-veterinários, nutricionistas, engenheiros de alimentos, químicos, farmacêuticos, biólogos, gestores de qualidade e de segurança de alimentos, técnicos industriais de controle de produção, supervisores, gerentes e responsáveis por gestão da qualidade de segmentos da cadeia de produção de alimentos em geral, tanto em nível industrial quanto em nível de varejo.