A RBJA consolidou-se, desde 2002, como um espaço de identificação, solidarização e fortalecimento dos princípios de Justiça Ambiental ― marco conceitual que aproxima as lutas populares pelos direitos sociais e humanos, a qualidade coletiva de vida e a sustentabilidade ambiental. Constituiu-se como um fórum de discussões, de denúncias, de mobilizações estratégicas e de articulação política, com o o
bjetivo de formulação de alternativas e potencialização das ações de resistência desenvolvidas por seus membros ― movimentos sociais, entidades ambientalistas, ONGs, associações de moradores, sindicatos, pesquisadores universitários e núcleos de instituições de pesquisa/ensino. A RBJA opera como uma articulação horizontal e conta com um Colegiado Político e uma Comunicação. PRINCÍPIOS DA JUSTIÇA AMBIENTAL
O conceito de Justiça Ambiental refere-se ao tratamento justo e ao envolvimento pleno de todos os grupos sociais, independente de sua origem ou renda nas decisões sobre o acesso, ocupação e uso dos recursos naturais em seus territórios. As lutas por justiça ambiental defendem:
1 ― os recursos ambientais como bens coletivos, para o presente e para o futuro, cujos modos de apropriação e gestão devem ser objeto de debate público e de controle social;
2 ― os direitos das populações do campo e da cidade a uma proteção ambiental equânime contra a discriminação sócio-territorial e a desigualdade ambiental;
3 ― garantias à saúde coletiva, através do acesso equânime aos recursos ambientais, de sua preservação, e do combate à poluição, à degradação ambiental, à contaminação e à intoxicação química ― que atingem especialmente as populações que vivem e trabalham nas áreas de influência dos empreendimentos industriais e agrícolas;
4 ― os direitos dos atingidos pelas mudanças climáticas, exigindo que as políticas de mitigação e adaptação priorizem a assistência aos grupos diretamente afetados;
5 ― a valorização das diferentes formas de viver e produzir nos territórios, reconhecendo a contribuição que grupos indígenas, comunidades tradicionais, agroextrativistas e agricultores familiares dão à conservação dos ecossistemas;
6 ― o direito a ambientes culturalmente específicos às comunidades tradicionais,
7 ― a alteração radical do atual padrão de produção e de consumo. OBJETIVOS
• Denunciar e desenvolver ações políticas coletivas de enfrentamento de situações de injustiças ambientais no Brasil
• Promover o intercâmbio de experiências, idéias, dados e estratégias de ação entre os múltiplos atores de lutas ambientais
• Estimular a construção de alianças entre os movimentos sociais fortalecendo as lutas de enfrentamento do modelo dominante de desenvolvimento e por direitos humanos
• Articular pesquisadores comprometidos em apoiar as demandas de assessoria dos movimentos
• Pressionar órgãos governamentais e empresas para que divulguem informações ao público sobre as fontes de risco ambiental no país
• Contribuir para a democratização de informações, criando bancos de dados que contenham registros de experiências de lutas, casos concretos de injustiça ambiental, conflitos judiciais, instrumentos institucionais etc.
• Desenvolver instrumentos de promoção de justiça ambiental (estudos, mapeamentos e manuais) que contribuam para produzir argumentos conceituais e evidências empíricas em favor da sustentabilidade democrática e da justiça ambiental
QUEM SOMOS
A Rede Brasileira de Justiça Ambiental é formada por entidades que partilham de seus princípios e assinam seu manifesto. ENTIDADES
ABAKÊ – Grupo de Ação, Mobilização e Desenvolvimento
ABREA – Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto
ACPO – Associação de Combate aos Poluentes
ADRVDT/CPA – Associação em Defesa dos Reclamantes e Vitimados por Doença do Trabalho na Cadeia Produtiva do Alumínio
AEIMM – Associação dos expostos e Intoxicado por Mercúrio metálico
AGB/Rio e AGB/Niteroi – Associação dos Geógrafos Brasileiros
AMA – Amigos do Meio Ambiente - Movimento Voluntário
AMACM – Associação de Moradores e Amigos da Cidade dos Meninos
AMBAJA – Associação de Moradores do Bairro Jardim América
AMBIENTAL ACQUA BIOS
AMPCVDO – Associação de Moradores do Porto das Caixas - Vitimas dos Danos Causados por Derramamento de Óleo pela Empresa Ferrovia Centro Atlântica S.A. AMPJ – Associação Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania
ANAI – Associação Nacional de Ação Indigenista
APROMAC – Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte
APUP – Associação de Pescadores de Parati e Ubú
Associação Socioambiental Verdemar
ATESQ – Associação dos Trabalhadores Expostos à Substâncias Químicas. ATLA – Associação Terra Laranjeiras
AVCésio – Associação das Vítimas do Césio 137
AVICCA - Associação de Vítimas da Contaminação por Chumbo e Cádmio/Santo Amaro/BA
Bicuda Ecológica
CEA – Centro de Estudos Ambientais
CEDEFES - MG
CEIPAC – Centro de Estudos Integrados e de Promoção do Ambiente e da Cidadania
CEPEDES – Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul
CESTEH/ENSP/FIOCRUZ - Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana
CO.RE.S. – Comissão Revitalização de Sepetiba
CPP/BA – Conselho Pastoral dos Pescadores Regional Bahia
CRIOLA
CUFA/Ceará - Central Única de Favelas
ECOA – Ecologia e Ação
ECONG – Organização Não Governamental de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural de Castilho e Região
EKOS – Instituto para a justiça e a equidade
ETTERN/IPPUR/UFRJ – Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro
FASE– Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional
Fórum Carajás
Fórum de Defesa da Zona Costeira do Ceará
Fórum de Meio Ambiente e Qualidade de Vida da Zona Oeste e da Baía de Sepetiba (RJ)
Forum Independente Popular do Madeira
FUNAGUAS
GAMBA – Grupo Ambientalista da Bahia
GEDMMA/UFMA - Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente da Universidade Federal do Maranhão
GEEMA – Grupo de Estudos em Educação e Meio Ambiente
GELEDÉS - Instituto da Mulher Negra
GESTA/UFMG – Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais
GPEA/UFMT – Grupo Pesquisador em Educação Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso
Grupo de Pesquisa TD – Tecnologia Democrática, Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense
GT Observatório do Fórum da Amazônia Oriental/FAOR
HocT – Associação Civil Hoc Tempore
IARA
IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas
IDA – Instituto para o Desenvolvimento Ambiental
Instituto Justiça Ambiental (IJA)
IMAH
INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos
Instituto Búzios/BA
IJA - Instituto Justiça Ambiental
Instituto Terramar
International Rivers
Justiça Global
LACTA (UFF/ICHF) – Laboratório de Estudos de Cidadania, Territorialidade e Ambiente
LIGA AMBIENTAL
MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens
MAP – Mangrove Action Project
MIR – Movimento Inter-Religioso do Rio de Janeiro/ ISER
Movimento Cultural Arte Manha
Movimento Reage São Luís
Movimento Serras e Águas de Minas
Movimento Wangari Maathai
Movimento Xingu Vivo para Sempre
NINJA – Núcleo de Investigações em Justiça Ambiental
NAT - Núcleo Amigos da Terra Brasil
Núcleo BSAG – Brasil Sustentável: Alternativas à globalização (Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional – FASE/RJ)
Núcleo TRAMAS/UFC - Trabalho, Meio Ambiente e Saúde para Sustentabilidade da Universidade Federal do Ceará
OBFF – Observatório Fundiário Fluminense
ODESC – Organização de Desenvolvimento Sustentável e Comunitário
Omolaiyè - Sociedade de Estudos Étnicos, Políticos, Sociais e Culturais
ONG GDASI - Grupo de Defesa Ambiental e Social de Itacuruçá
ORIASHÉ - Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra
PACS – Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul
Rede Axé Dudu
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais
REDE CUFA – Movimento Cultura de Rua
Rede de Integração Verde
RENAP - Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares
Relatoria do Direito Humano ao Meio Ambiente/Plataforma DHESCA Brasil
REMTEA – Rede Matogrossense de Educação Ambiental
SAPE – Sociedade Angrense de Proteção Ecológica
SECAN Sociedade Ecologica Cantagalense
Ser e Vida - Sociedade de Melhoramentos do São Manoel/SP
Sindicato dos Químicos Unificados
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém
SINSESP – Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo
Sócios da Natureza
STTR-STM – Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém
Terræ
ViaCiclo - Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis
VPAH – Verdejar Proteção Ambiental e Humanismo