09/03/2023
PRESENÇA DAS MULHERES NO SISTEMA CONTER/CRTRS TRAZ ACOLHIMENTO, HUMANIZAÇÃO E EMPODERAMENTO
Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, 08 de Março, a diretora-presidente do CRTR 14, Neuza Lima, concedeu entrevista, onde falou sobre a realidade da mulher na radiologia brasileira e os desafios para ocupar espaços e abrir novas perspectivas
O que significa para você, como mulher, ser uma gestora do Sistema CONTER/CRTRs?
Eu acho de suma importância ter uma gestora no sistema, haja vista que hoje estamos com o empoderamento das mulheres; e para que o nosso serviço possa fluir, nós precisamos também do apoio feminino, pois, de certa forma, essa visão da gestora feminina é diferente do gestor feminino. Por exemplo, o nosso grupo de trabalho aqui são mais mulheres, então é mais fácil você ter o entendimento dessa profissional, promover o acolhimento quando você é uma mulher, pois você consegue se identificar no problema, perceber o problema, sem ela precisar falar para você. Em relação à gestão em si, é muito complexo, pois você às vezes precisa tomar o poder decisório e você não é ouvida por você ser uma mulher; então esse é um problema. Mas com a presença das mulheres, percebe-se uma humanização maior do grupo; enfim, essa que é a necessidade de se ter uma mulher no sistema.
Quais são os desafios que tem de lidar nessa posição?
Essa é uma problemática da grande maioria. Eu aqui, enquanto gestora, eu não tenho problema, logo de cara, pois sou muito bem acolhida, eu trabalho com dois gestores, em que eu tenho um apoio muito grande; mas de uma forma geral, eu percebo essa indiferença e desprestígio de gestores masculinos em relação a gestoras femininas, pois eles se sentem diminuídos quando há uma mulher em posição superior, tipo numa presidência, pois isso ainda gera um desconforto em alguns colegas de profissão. Mas eu nunca me deixei levar por esse tipo de desconforto, mas tentei mostrar que você como mulher pode dar conta do sistema, pois aqui em nenhum momento o sistema parou; ao contrário, nós ganhamos, como, por exemplo, equipamentos pra nossa fiscalização, etc, graças ao poder feminino.
Para você, qual é a importância da porcentagem de 30% nessas eleições dedicas às mulheres?
Eu acho ótimo, excelente; quanto mais mulheres nós tivermos no sistema, isso traz, na categoria, mais empoderamento para as mulheres; que elas possam estar assumindo as cadeiras de presidentas, de diretorias, etc; não somente na gestão, mas em nosso próprio trabalho, onde é muito observado que a maioria das empresas coloca as mulheres apenas na mamografia, o que é errado, porque as mulheres podem estar em qualquer equipamento; eu mesmo, enquanto gestora e trabalhadora da área, eu opero todos os equipamentos: tomografia, ressonância, hemodinâmica, raio x, etc. Então a gente vê que essa indiferença ainda é muito grande em todo o sistema, de forma que precisamos que isso avance cada vez mais, pois, como diz aquela palavra de ordem: “lugar de mulher é onde ela quiser”.
Nesse sentido, quais são as suas expectativas para o novo corpo de conselheiros(as)?
Minha expectativa é que esse novo percentual de 30% no corpo de conselheiro/as, enfim, é que essas mulheres venham fazer toda a diferença no sistema; que elas possam expressar novas demandas e mudanças nos regimentos internos dos seus CRTRs, com uma nova roupagem, onde a mulher possa ter o direito de estar atuando em todos os setores, e onde ela realmente deve estar, que é nos mais elevados cargos.
Disponível em: https://www.crtr14.gov.br/2023/03/09/presenca-das-mulheres-no-sistema-conter-crtrs-traz-acolhimento-humanizacao-e-empoderamento/