17/07/2019
Pacientes vivendo com Aids ganham academia no Hospital das Clínicas da USP
Local para atividade física busca minimizar os efeitos das doenças associadas à Aids crônica e ao uso de medicamentos antirretrovirais
Os mais de três mil pacientes em tratamento da síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) no Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, ganharam uma nova estrutura para complementar os cuidados com a saúde.
O Laboratório de Atividade Física do Serviço de Extensão ao Atendimento de Pacientes HIV/Aids – Casa da Aids compreende uma academia completa para minimizar os efeitos das doenças associadas à Aids crônica e ao uso de medicamentos antirretrovirais.
A inclusão da atividade esportiva é para melhorar a qualidade de vida e adesão ao tratamento. Segundo o coordenador do espaço, Aluisio Segurado, os medicamentos mudaram o panorama do tratamento da Aids desde o primeiro surto da doença e também a vida das pessoas afetadas por ela.
“Essas pessoas estão com o HIV controlado e com a imunidade restaurada, agora é importante lutar contra outras doenças crônicas que podem afetá-las”, explica Segurado que é professor da FMUSP e diretor da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do HC.
Entre essas doenças estão distúrbios metabólicos, doenças cardiovasculares e depressão. De acordo com o professor, o exercício físico, unido ao acompanhamento de nutricionistas e educadores físicos, proporciona melhora na qualidade de vida dos pacientes. “Os medicamentos do tratamento são eficazes e garantem uma boa sobrevida a eles. O foco então é garantir essa qualidade a longo prazo.”
O espaço é o primeiro da rede pública de saúde do Estado de São Paulo voltado a pessoas vivendo com HIV. Os pacientes farão exercícios em aparelhos de musculação, esteiras e bicicletas ergométricas, sob a supervisão de educadores físicos. Serão oferecidos treinos aeróbico e de força, de flexibilidade e os funcionais. Eles ocorrerão diariamente em grupo e individual, quando necessário.
Além das atividades no hospital, o paciente pode dar continuidade aos exercícios em outros espaços, a partir de recomendações dos educadores físicos. “O interessante disso é que essa atividade pode ser realizadas em equipamentos públicos, que estão instalados em parques e praças”, lembra Segurado.
Pesquisa e padronização no tratamento
O Laboratório de Atividade Física funcionará também como um centro de pesquisas para a produção de resultados aplicáveis no dia a dia do paciente adulto que vive com HIV, o que poderá contribuir para a padronização do tratamento na rede pública de saúde, com a prescrição de exercícios essenciais para a garantia da qualidade de vida do paciente e adesão ao tratamento antirretroviral.
Os serviços de adequação do espaço físico e instalação do laboratório contaram com recursos de R$ 220 mil do governo do Estado de São Paulo, por meio de convênio firmado com a Secretaria de Estado da Saúde e HC. Os equipamentos foram obtidos por doação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), resultado de investigação científica conduzida pela Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias e financiada pela agência.
O Serviço de Extensão ao Atendimento de Pacientes HIV/Aids – Casa da Aids funciona na zona oeste de São Paulo, na Rua Ferreira de Araújo, 789 (prédio anexo ao Centro de Saúde de Pinheiros). O atendimento aos pacientes é de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas.
O cuidado integral é prestado por equipe multiprofissional e interdisciplinar composta por médicos infectologistas, psiquiatras, ginecologistas, enfermeiros, dentista, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos e educadores físicos.
Com informações da Assessoria de Imprensa do Instituto Central do HC
Fonte: Jornal da USP em 16/07/2019
https://jornal.usp.br/universidade/acoes-para-comunidade/pacientes-vivendo-com-aids-ganham-academia-no-hospital-das-clinicas-da-usp/
Observação:
HIV e Aids: qual a diferença?
Viver com o HIV é diferente de ter Aids. HIV é a sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca principalmente células do sistema de defesa chamadas CD4 e nos torna mais vulneráveis a outros vírus, bactérias e ao câncer.
No entanto, a maioria das pessoas que têm HIV não têm Aids porque no Brasil o tratamento com remédios chamados antirretrovirais é universal e acessível pelo SUS. As pessoas com HIV e que se tratam têm a mesma expectativa de vida das pessoas que não têm o HIV.
Apenas as que não se tratam ou sofrem algum tipo de problema na terapia não conseguem reduzir essa replicação e desenvolvem Aids, que a síndrome da imunodeficiência adquirida, um conjunto de sinais e sintomas relacionados à falência do sistema de defesa, caracterizada por uma série de infecções oportunistas e câncer.
Fonte: Bem Estar
https://g1.globo.com/bemestar/noticia/hiv-e-aids-qual-a-diferenca.ghtml?fbclid=IwAR3wKwKyMkesLZBbFba9qlZM3eLms2KWa86NePQlRz_qhN-NQSI69CjBZd8
Local para atividade física busca minimizar os efeitos das doenças associadas à Aids crônica e ao uso de medicamentos antirretrovirais