07/06/2021
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Mais uma demissão com justa causa infundada de um líder sindical que estava apenas fazendo o papel que o Estado deveria fazer. Assegurar o mínimo de existência e dignidade, o mínimo civilizatório para o povo.
A Petrobrás decidiu demitir o companheiro petroleiro Alessandro Trindade, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), por justa causa.
A estatal alegou que o empregado participou da ocupação denominada Campo dos Refugiados 1° de Maio, no terreno da petroleira, em Itaguaí. Alessandro de fato esteve no local, mas representando o grupo Petroleiros Solidários, que distribui cestas básicas para a população carente, com doações de trabalhadores da Petrobrás.
O movimento Petroleiros Solidários começou no início da pandemia, quando o desemprego, que já tinha números alarmantes, aumentou substancialmente. Alessandro criou, na ocasião, este movimento, e desde então, contando com a ajuda de vários trabalhadores e trabalhadoras da empresa, já foram distribuídas 4 mil cestas básicas. Junto ao Sindipetro-NF, Alessandro também participa da ação do gás a preço justo, comercializando o botijão a 40 reais. Já foram 2 mil botijões de gás de cozinha vendidos a preço justo em diversas comunidades do Rio de Janeiro.
Quando o terreno foi ocupado, avisaram ao Sindipetro-NF e à FUP, para que conseguissem alimentos para as famílias. Alessandro, diretor do sindicato, prontamente atendeu ao pedido de levar cestas básicas àquelas pessoas, que não tinham o que comer. A Petrobrás, então, acusou o sindicalista de fazer parte da organização daquela ocupação, quando na verdade ele faz parte da organização do movimento Petroleiros Solidários, que leva alimentos a quem precisa.
Não podemos aceitar a perseguição política que assola os trabalhadores, principalmente aqueles que são retaliados por levar comida a quem precisa num momento onde passamos por uma completa inexistência de política dos governos, que no meio da pandemia deixam o povo sem comida, trabalho, salário, vacina e direitos.
O Núcleo Dona Chica se solidariza com o companheiro Alessandro Trindade.
PELO FIM DAS PERSEGUIÇÕES POLÍTICAS.
QUEREMOS TRABALHO, PÃO E VACINA.