23/09/2023
CADÊ A ÁGUA, Edvan Brandão?
A água é qualidade de vida, é saúde pública, é desenvolvimento humano.
Como pode se conceber uma cidade de mais de 100 mil habitantes não ter um sistema sério de capitação, tratamento e abastecimento de água?
O que existe é um resquício de um sistema antigo, criado para abastecer uma Bacabal de muitas décadas atrás, que funciona no SAAE. "Funcionar" não seria nem a melhor palavra, porque não trata direito e abastece uma parcela muito pequena da cidade.
Temos um rio perene, que é o Mearim, com água abundante, mas a maior parte do município é abastecida por poços artesianos, que são utilizados como uma espécie de tapa-buracos.
Sistema pressupõe unidade, e os poços, que deveriam ser um instrumento complementar para situações especiais, ilustram bem o que seria uma falta de articulação. Nada se comunica direito.
Aliás, qual a qualidade dessa água? Como estão as águas subterrâneas de Bacabal?
São muitas questões.
E na contramão disso tudo vem o SAAE, que parece ter uma arrecadação desproporcional ao serviço que proporciona.
Faz-se necessário, diante desse cenário, medidas eficazes para solucionar o problema definitivamente.
A administração pública não pode viver em função de apagar incêndios!
É necessário planejamento, visão estratégica e atuar sobre a raiz dos problemas.