12/08/2026
Política pública não pode significar retrocesso.
A chegada da Casa da Mulher Brasileira a Sergipe é uma conquista importante, mas nenhum novo equipamento pode significar o enfraquecimento de uma política que já existe e é referência, como é o caso da DAGV.
Na Alese, a deputada Linda Brasil chamou atenção para o esvaziamento dos plantões da delegacia e essa preocupação precisa ser levada a sério.
Já temos relatos de mulheres lésbicas vítimas de lesbofobia que foram encaminhadas para a Casa da Mulher Brasileira e não encontraram ali o suporte necessário para a violência que sofreram.
E a preocupação não para por aí, com a redução dos plantões, uma pessoa idosa do gênero masculino, que seja vítima de crimes previstos no Estatuto da Pessoa Idosa, ou um homem gay, bi*****al ou transgênero, também poderão deixar de serem atendidos pelo DAGV e virem a ser encaminhados para a Central de Flagrantes.
Eu defendo que a gente avance, não que desmonte o que já foi conquistado. A gente não pode aceitar que uma política pública criada para ampliar a proteção termine enfraquecendo quem já tinha uma porta aberta para buscar ajuda.
Sergipe precisa avançar sem deixar ninguém para trás!